Goleiro Wagner vive crise com restaurante vazio e quer chance no futebol…

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Um dos principais nomes na conquista do título do Campeonato Brasileiro pelo Botafogo, em 1995Wagner de Souza precisou se reinventar após pendurar as luvas. Desde 2006, o ex-goleiro entrou para o comércio e já teve um quiosque na praia e até alguns táxis. Mas o que sustenta sua família hoje em dia é o bar que tem há nove anos no Mercado São Pedro, em Niterói, município do Rio de Janeiro.

Nos próximos meses, Wagner terá que se reinventar novamente. É que com a pandemia do coronavírus ele foi obrigado a fechar o estabelecimento até que o cotidiano se restabeleça. Enquanto isso, o ex-atleta usa a calculadora para pagar as contas e manter os salários dos cinco funcionários que trabalham em seu bar.

“O último dia que eu trabalhei foi quarta-feira (18), quando o prefeito ainda não tinha decretado o fechamento definitivo. Desde então, a gente já se encontra com o estabelecimento fechado e aguardando a passagem dessa situação para ver quando a gente volta a atender o público. O restaurante fica no centro de Niterói, dentro de um mercado popular aqui em Niterói. É um mercado de peixe onde tem uma galeria e nós temos os restaurantes na parte de cima das peixarias, que atende ao público. É o ‘Bar do Wagner, encontro dos amigos’.”, disse o ex-goleiro ao UOL Esporte.

Com as portas fechadas, Wagner tem uma missão pela frente: manter os salários de seus funcionários em dia, algo que ele não abre mão. Além desses pagamentos, o campeão brasileiro de 95 tem outras contas a serem pagas, como aluguel e condomínio do bar. Segundo ele, para abrir o estabelecimento se gasta algo em torno de R$ 8 mil diário. Isso sem contar o custo com os empregados.

“Eu tenho cinco funcionários, agora prejuízo [risos]. É difícil até mensurar ainda porque eu fechei e deixei de produzir esses dias. A gente vai esperar fechar o mês para poder ter essa noção, mas, de antemão, já temos que nos organizar, pagar os salários dos funcionários, isso aí eu não posso deixar de cumprir. Mas você bota aí miseravelmente uma perda de uns 50% a 60% de faturamento no mês. E tem outra coisa: além de tudo eu tenho que olhar para ver se está tudo direitinho porque é mercadoria perecível. Então, eu tenho que estar sempre de olho para não perder este tipo de mercadoria. Essa semana vou ter que voltar lá e verificar essas coisas. Jogar fora o que estiver sem validade. Graças a Deus eu não estoquei muita coisa, porque eu trabalho com produtos do próprio mercado, mas algumas coisinhas ficam lá para atender de imediato”, afirmou.

Fonte: GE

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