Quarentinha: o Homem que não comemorava seus Gols

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Quarentinha nasceu em Belém, no dia 15 de setembro de 1933. Filho do jogador do Paysandu Luis Gonzaga Lebrêgo – que respondia pelo apelido de Quarenta e é o terceiro maior artilheiro da história do clube paraense -, ele logo herdou a forma diminutiva e carinhosa do apelido do pai. Da mesma forma, iniciou carreira no Paysandu, e aos 16 anos, já era titular.
Transferiu-se para o Vitória, onde foi campeão baiano e artilheiro, com 31 gols.

No ano seguinte, chegou ao Botafogo e ficou em General Severiano por dez anos (de 1954 a 1964). Mesmo sendo o maior artilheiro da história do Botafogo, com 313 gols em 442 jogos, Waldir Cardoso Lebrego, o Quarentinha, não via motivos para sorrir. O ponta de lança, com um chute potente de perna esquerda, não fazia festa para os gols que marcava, o que chegava a irritar a torcida alvinegra. Tímido, simples e introvertido, dizia que não tinha razão para festejos, pois estava apenas cumprindo com a obrigação, já que era pago para isso. Quarentinha é o quinto jogador com mais partidas disputadas com a camisa do Glorioso, atrás apenas de Nilton Santos (723), Garrincha (612), Goleiro Jefferson (459) e Valtencir (453).

Ao lado de Didi e Garrincha, Quarentinha fez história no Botafogo e foi artilheiro do Campeonato Carioca por três edições consecutivas (1958 a 1960). Foi três vezes campeão estadual (1957, 1961 e 1962) e conquistou o Torneio Rio-São Paulo em 1962.

Na Seleção Brasileira, ostenta uma excelente média de gols:em 18 jogos, marcou 17.  O artilheiro alvinegro não chegou a disputar Copa do Mundo. Jogou pela Seleção entre 1959 e 1961, mas seguidas lesões nos joelhos o tiraram do Mundial da Suécia, em 1958. Atuou três anos no futebol colombiano, de 1963 a 1965, e encerrou a carreira em 1970, aos 37 anos, no Clube Náutico Almirante Barroso, de Santa Catarina. Quarentinha morreu em 11 de fevereiro de 1996, aos 62 anos, de insuficiência cardíaca, no Rio de Janeiro.

Quarentinha ainda foi tema de livro: Quarentinha: o Artilheiro que não Sorria (Rafael Casé, Editora Livros de Futebol, 2008)

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