Valdeir The Flash : Craque e amigo do Zidane

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Lembro bem dos meus primeiros aniversarios com o tema futebol, aquela festa de criança em que todos vao vestidos com camisas de futebol, calçao e meiao. O meu traje de gala para esses eventos era aquela camisa linda de listras pretas e brancas com a marca da Coca Cola estampada. Um design classico. E como eu me apresentava para os amigos ? Como Valdeir ” The Flash “

Dentre tantos idolos e jogadores folcloricos, o The Flash marcou uma epoca.Seu apelido foi dado pelo saudoso Januario de Oliveira por sua velocidade e arrancadas com a bola, dai surgiu tambem o meu “codinome” The Flash, pois quando era garoto era justamente a unica coisa que eu sabia fazer, pegar a bola e disparar como o The Flash. Desembarcou no Botafogo vindo do Atletico Goianiense em 89, Foi Campeao Carioca em 1990 e vice do Brasileirao de 1992 contra o Flamengo, perdendo um penalti na final mas fazendo um outro tambem de penalti na mesma decisao. Segue o relato do nosso craque :

Aquela final, pela análise que estávamos conversando eu e o Carlos Alberto, foram os quinze primeiros minutos do primeiro tempo… Levamos três gols em quinze minutos e, na hora que nós acordamos e olhamos um para o outro, já estava 3 a 0. Se for olhar os melhores momentos, o tanto de chances e oportunidades que nós tivemos… Mas infelizmente aquele dia não era o dia do Botafogo. No segundo jogo tiveram dois pênaltis para gente, eu bati os dois, o primeiro eu perdi e o segundo eu converti.

No início o Botafogo mandou bola na trave, fomos para cima e a bola não entrava, então o primeiro jogo foi muito forte: 3 a 0 nos 15 minutos iniciais, foi complicado demais.Tratando-se de futebol tudo é possível [reverter o placar da primeira final], até porque o grupo do Botafogo era muito forte, só que teve um problema durante a semana que foi a discussão do Renato Gaúcho com a diretoria do Botafogo. O Renato não participou do segundo jogo, ele teve um problema com a diretoria. O grupo em si era muito bom, e a gente precisando reverter o placar e ainda ter um tumulto no meio da semana foi meio complicado. Eu considero o Renato como irmão, até porque nós jogamos juntos no Botafogo, no Fluminense e na seleção brasileira, e ele foi um ‘parceiraço’, aprendi muita coisa com ele.

Fico feliz agora com o sucesso dele como treinador. Só sei que naquela decisão, no segundo jogo, fomos sem ele, parece que foi um problema relacionado à rescisão de contrato, e fomos para o segundo jogo tendo que reverter os 3 a 0 sem o Renato. Nós ficamos uma semana afastados do Rio de Janeiro porque o clima estava muito pesado devido à derrota no primeiro jogo, mas infelizmente não conseguimos reverter….

Quando saiu do Botafogo em 1992 foi parar no Bordeaux da França, um timaço que tinha os futuros campeoes mundiais Marcio Santos, Dugarry, Lizarazu e nada mais que a lenda Zinedine Zidane. Nosso folclorico jogador e o craque frances viraram logo muito amigos e o que segue agora é uma entrevista para o site UOL na qual relata sua relaçao com o Frances.

“Tínhamos um relacionamento legal, morávamos no mesmo condomínio. Tinha dias que não tinha necessidade de dois carros e íamos juntos para o treino. A mulher dele entendia muito bem português e por isso eles me ajudavam muito no idioma. Frequentávamos restaurantes juntos, às vezes saíamos. Eu só evitava um pouco porque eu era solteiro e eles um casal, mas sempre me chamavam”, contou. “O Zidane sempre foi uma ótima e excelente pessoa. Um cara que quer te ajudar de todas as formas, faz de tudo para colaborar. Eu digo que ele é bem melhor como pessoa do que como jogador. Então, se ele jogou tudo aquilo, imagina como ele não é como é pessoa”, continuou….

“Teve uma passagem que foi um gol que eu fiz no Francês. Falei pra ele num treinamento que eu iria fazer o gol no próximo jogo e iria colocá-lo pra dançar comigo. Falei ´se eu fizer um gol, você dança um samba comigo´. Ele já quis sair e nem respondeu”, contou….

“E no jogo seguinte dei sorte e fiz um dos gols mais bonitos da minha vida; saí correndo do meio-campo pro gol driblando todo mundo. Depois, na comemoração, fui direto nele. Ele ficou todo vermelho de vergonha me vendo dançar. Mas saiu de fininho. Ficou só olhando e rindo, não quis saber não”, ….

Suas belas atuaçoes o levaram a seleçao, totalizando 18 jogos com a seleçao e 12 pela seleçao vestindo a camisa alvinegra. Vale lembrar que o mesmo chegou a jogar as eliminatorias da copa de 1994. Sobre o apelido ? finalizamos com o proprio falando a respeito :

Eu corria um pouquinho . E quem fala muito ‘The Flash’ era o narrador do Rio de Janeiro, foi o cara que marcou muito falando ‘The Flash’, o Januário de Oliveira, e disparou este negócio de ‘The Flash’ e a torcida gostava, e começaram a fazer música, música com ‘The Flash’, aí pegou legal. E eu fico muito feliz porque é um apelido carinhoso, até hoje, aonde eu vou, a rapaziada fala: Valdeir ‘The Flash’, virou nome composto, e eu guardo até hoje com muito carinho, foi um apelido muito carinhoso.

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