Em seu quarto ano no profissional, Marcelo assume protagonismo e alcança 100 jogos pelo Botafogo

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Marcelo Benevenuto tem mais do que a classificação à semifinal da Taça Rio a comemorar. O zagueiro alcançou a marca de 100 jogos com a camisa do Botafogo na última quarta-feira, contra a Portuguesa, e é o protagonista do time na temporada.

O defensor de 24 anos chegou ao Botafogo para o time sub-20, em 2015. Teve a primeira oportunidade no profissional no ano seguinte, mas só em 2017 ficou de vez na equipe de cima. Atualmente, é titular absoluto.

Campeão brasileiro sub-20

O sucesso de Marcelo com a camisa alvinegra começou na base. Com autoridade, o Botafogo conquistou o título brasileiro sub-20 em 2016 tendo o zagueiro como capitão. Companheiro de Marcelo naquela conquista e agora no profissional, Kanu comemorou a marca alcançada pelo amigo.

– É maravilhoso, fiquei muito feliz por ele. Nesse estádio mesmo já levantamos um título e hoje poder voltar a jogar com ele é maravilhoso. Espero repetir mais vezes essa dupla e levar o Botafogo adiante, sempre para cima, pensando em coisas maiores – disse o zagueiro após o empate com a Portuguesa.

Boa impressão na Libertadores

A Libertadores de 2017 foi um grande teste para o zagueiro, à época com apenas 21 anos. Marcelo foi chamado para um confronto tenso contra o Colo-Colo e impressionou. Participou de outros cinco jogos pela competição internacional, além de ter sido acionado no Carioca, Brasileiro e Copa do Brasil em 2017.

Em 2018, manteve-se como primeiro reserva da dupla de zaga titular, que era formada por Joel Carli e Igor Rabello. Fez quase 30 jogos naquela temporada.

Superou o mestre

A ascensão de Marcelo continuou em 2019, o aprendiz superou o mestre e terminou o ano como titular. Com 33 jogos, ele atuou mais vezes que Joel Carli e abriu passagem para iniciar 2020 em outro nível. A relação com o argentino, que já deixou o clube, o fez crescer como profissional.

– Desde que subi para o profissional, pegava o Carli como referência. Muitas das coisas que eu sei eu aprendi com ele – disse Marcelo ao GloboEsporte.com.

O ano teve ainda um momento emblemático. No dia 21 de setembro de 2019, Marcelo entrou no Nilton Santos para enfrentar o São Paulo apenas um dia após a morte do pai Marco Aurélio, de 42 anos.

– Liguei para o Barroca (técnico à época): “Não vou treinar amanhã, porque meu pai faleceu, mas não me tira do jogo, porque eu vou jogar” – revelou.

O ano de Marcelo

“Posso melhorar a cada jogo, mas o ano de 2017 foi muito bom, joguei uma Libertadores”.

Em entrevista coletiva em setembro de 2019, Marcelo não cogitava ainda superar o ano de 2017. Mas a temporada atual abriu caminho para o zagueiro se tornar o principal jogador do Botafogo em campo.

Com 11 jogos no ano, Marcelo é titular absoluto e mostra evolução a cada aparição. Na partida de número 100, diante da Portuguesa, teve desempenho seguro e importante participação para o avanço do Botafogo à semifinal da Taça Rio.

O jogador teve contrato renovado até o final de 2023 e tem tudo para ser o protagonista desta temporada. O sucesso dentro de campo é visto ainda como oportunidade de bom negócio para o Botafogo num futuro próximo.

Protagonismo fora do campo

Apesar de tímido, Marcelo tem se tornado uma liderança nos bastidores do Botafogo. Como o clube sempre dá oportunidade aos garotos da base, os jovens chegam ao profissional tendo o zagueiro como espelho. E ele ajuda com conselhos e puxões de orelha. De origem humilde, Marcelo sabe como faz diferença a dedicação no dia a dia da equipe.

Além de referência, o jogador tem divertido os colegas e é figurinha carimbada nos vídeos da Botafogo TV. Marcelo tem estreitado a relação com Keisuke Honda e, mesmo com a barreira do idioma, tenta se comunicar com o japonês, rendendo boas interações nas redes sociais.

Mesmo não gostando de aparecer, as atuações em campo e a simplicidade fora dele fazem de Marcelo um bom candidato a personagem do elenco alvinegro.

Fonte: GE

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