Evolução física de Matheus Nascimento surpreende Botafogo: “Números expressivos”

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Entre as caras novas no dia a dia de treinos no Nilton Santos, um jovem de 16 anos se destaca aos olhos do Botafogo: Matheus Nascimento. Atacante da base alvinegra e da seleção brasileira, o jogador trabalha há um mês com o elenco profissional e, nesse período, conseguiu uma evolução física que surpreendeu a comissão técnica.

O garoto se reapresentou junto do grupo principal no dia 20 de junho, quando o Botafogo retomou os trabalhos presenciais depois da quarentena. Desde então, teve ganho de massa muscular, força, potência e outros indicadores físicos. A evolução em cerca de um mês chamou atenção.

– São números expressivos para o período curto de trabalho. Desenvolver massa muscular não é uma tarefa fácil. É um processo de construção que envolve variáveis como treino, alimentação, descanso… No caso dele, por esse período curto, chamou atenção da comissão técnica esse resultado apresentado – disse o fisiologista Manoel Coutinho ao ge.

– A percepção de todos é que houve uma evolução muito grande dele. Até porque teve que se adaptar a um novo tipo de trabalho. Os confrontos com garotos da idade dele são bem diferentes em comparação com profissionais. Tudo isso fez ele apresentar uma evolução muito importante. Vimos que os números foram expressivos para o curto período. Além do ganho técnico, que a comissão avalia que foi muito positivo – completou.

Como destacou Coutinho, a melhora não é só física. Matheus também anima pela qualidade técnica que já mostrou na base alvinegra e nas categorias inferiores da Seleção. Para o técnico Paulo Autuori, o garoto é uma promessa de grande jogador pelas qualidades dentro e fora do campo.

– É mais um talento novo que surge. Sou bem pragmático, é um jogador que tem bastante qualidade, potencial, mas precisamos acompanhar o desenvolvimento dele. É focado, concentrado, sabe aquilo que quer. Tem uma educação em casa, o que é fundamental. As perspectivas são muito boas, mas vamos aguardar e continuar focados no desenvolvimento. Isso acontece diariamente, nos treinos – analisou o treinador a pedido do ge.

– Temos exemplos de jogadores que tinham tudo para chegar, mas não aconteceram. Outros, ao contrário, não se esperava tanto e chegaram onde muita gente não acreditava. O mais importante é a maneira como ele vai se desenvolver no aspecto competitivo. Técnica e competitividade são fundamentais para se atingir o topo da carreira – finalizou.

Atualmente, o Botafogo conta com mais de dez jovens das categorias de base treinando com o time profissional. À Botafogo TV, Matheus Nascimento falou sobre a adaptação no primeiro mês e a importância da integração para ele e os colegas.

– Essas primeiras semanas foram muito boas, estou aprendendo muito aqui e acredito que estou evoluindo. Essa integração entre base e profissional é muito importante, porque nos dá segurança. É um sonho de criança sendo realizado. A galera da preparação física tem me ajudado bastante, tenho me adaptado bem tanto na parte física quanto na técnica. É muito bom ter um treinador de alto nível como o Paulo, que conversa bastante com a gente – comentou Matheus.

A tendência é que o atacante integre o time sub-20 do Botafogo que vai enfrentar o Fluminense em preliminar do amistoso entre os times principais neste sábado, a partir de 15h, no Estádio Nilton Santos.

Integração com a base

O caso de Matheus não é isolado. O Botafogo começou a colocar em prática uma nova filosofia de integração entre profissional e categorias de base. A intenção é equiparar métodos para trabalhar o futebol do clube como um todo, visando a aproximação que a mudança para o CT vai dar.

Os primeiros passos foram dados no último mês, quando alguns garotos do sub-20 e até do sub-17 reforçaram o elenco. Coutinho afirma que a mudança já começa a dar frutos, tanto que as promessas da base já alcançam números similares aos profissionais do clube.

– Sabemos as métricas de cada atleta em cada treino e vemos que eles estão no mesmo nível dos profissionais. O que não é nada absurdo porque são jovens, garotos de 20 anos, e que estão incrivelmente motivados, dedicados por terem aquela oportunidade.

Outras repostas

Honda em evolução

Ele sabe da limitação dele por questão da idade e sempre procura trabalhar mais. Ele sempre procura a gente para saber dos resultados dele e para comparar com o restante do grupo. E sempre querendo melhorar. O que nós temos de dados é que ele vem em uma evolução. Ele estreou contra o Bangu, depois jogou contra Cabofriense, Portuguesa e Fluminense. O jogo contra o Fluminense foi o melhor jogo dele nos indicadores de performance.

É resultado do trabalho dele diário. Ele tem um pré-treino próprio, um ritual que ele já faz há muito anos. É sempre dedicado a todo o trabalho físico. Até porque sabe dessa questão da idade.

Incerteza do calendário

Prejudicou bastante o treinamento. É uma situação inédita no mundo, nunca aconteceu de ficarmos parados tanto tempo. Nós e o Fluminense tivemos apenas oito dias de treinamentos (antes do volta do Carioca). E não foi para um jogo para cumprir tabela, precisávamos do resultado. Mesmo assim, não tivemos lesões significativas, o que foi muito positivo. Foi fundamental os treinos online feitos diariamente pela preparação física durante a quarentena.

Preparação para o Brasileirão

Esse período foi muito satisfatório. O Paulo Autuori elogia a qualidade do treino todo dia. Até mesmo antes de analisar os números, já tem a percepção de que o treino foi muito intenso. E a gente confirma isso nos números. Isso é importante porque vai ser um período muito desgastante, com jogos quarta e domingo direto. Não tem uma folga. A gente espera um início promissor por esse trabalho que está sendo feito agora.

Fonte: GE

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