Meia na base e testado no ataque na Europa, Guilherme Santos aprova improviso no Botafogo

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O jogo contra o Fluminense foi o segundo em que o técnico Paulo Autuori surpreendeu a torcida do Botafogo ao transformar o lateral-esquerdo Guilherme Santos em atacante. Só que, para o defensor, o improviso está longe de ser novidade. Meia de origem e testado no ataque na passagem pela Europa, o jogador aprovou a nova função.

Pela ponta esquerda, Guilherme foi um dos mais acionados no clássico de sábado. Nos principais lances, quase fez um gol e deu cruzamento para o quase golaço de Bruno Nazário, de bicicleta (veja no vídeo). O lateral conta que a função mais ofensiva não é novidade na carreira. Meio-campista na base, ele já jogou no ataque do Almería, da Espanha, e lembra com carinho de gols feitos por lá e até de uma jogada contra o Barcelona.

– É uma posição que eu já vivi antes em alguns momentos. Era meia de origem quando era mais novo, na base, e virei lateral depois. Quando fui para a Espanha, melhorei muito na marcação, mas também joguei na linha da frente, fiz gol contra o Sporting de Gijón, contra o Barcelona consegui um cruzamento que o Puyol colocou para dentro em gol contra. Dá para achar esses gols na internet – disse ao ge.

Na derrota de 1 a 0 para o Flu, no amistoso do último sábado, no Nilton Santos, o defensor quase fez o primeiro gol com a camisa do Botafogo. Aos 16 minutos do segundo tempo, o lateral recebeu lançamento de Bruno Nazário, invadiu a área e tocou na saída de Muriel, mas o jovem Calegari surgiu para tirar a bola em cima da linha.

Guilherme lamentou duas vezes o desfecho da jogada: primeiro porque colocaria o Bota na frente no placar. E também pela chance perdida de dar um presente para o filho, Pedro Guilherme, que fez três anos no último domingo.

– Ficaria muito feliz porque era para o meu filho, é o aniversário dele hoje. Lamentei muito, mas foi a vontade de Deus. Deixa para a próxima. O menino (Calegari) também foi bem na bola, fez a leitura certinha. Fiz o mais difícil, ganhei na velocidade, tirei do Muriel. Já estava quase saindo para o abraço – contou.

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Quase golaço de Nazário

O Nazário é sensacional, um cara que trabalha duro no dia a dia. Tentei caprichar, mas a bola veio em velocidade e saiu forte. Ele ainda conseguiu tirar aquilo da cartola, quase saiu um golaço. Queria aquela assistência, mas teremos outra oportunidade.

Chances perdidas

Às vezes as derrotas escondem algumas coisas, mas nosso objetivo é seguir crescendo. Ninguém entra para errar, mas somos seres humanos. Nesse jogo, não saiu como a gente queria, mas vamos continuar o trabalho. Cabe uma autoavaliação em cada um, mas estamos trabalhando para conseguir coisas positivas.

Primeiro contato com Victor Luis

O Victor é um jogador que já tem uma história no clube. Nossa conversa foi muito boa, com o Danilo também, são todos caras de caráter. Existe muito no futebol tentar pisar no outro, fazer grupinho para falar mal, mas isso não acontece comigo. Vou competir, cada um vai brigar pelo seu, mas o respeito não pode faltar. Receber um cara desses, que viveu momentos aqui que podem ajudar, é um motivo de alegria.

Time mais ofensivo

A gente do futebol brasileiro não pode perder nunca a forma ofensiva de jogar. As equipes estão evoluindo taticamente e defensivamente, dificulta muito. Mas não podemos esquecer da parte ofensiva. O Paulo deixa a gente criar bastante, desenvolver o jogo ali na frente, com responsabilidade sempre. Não podemos perder o poder ofensivo, e temos atletas para isso. Nenhum time pode ficar o tempo todo sendo bombardeado.

Fonte: GE

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