Autuori garante time interessante no Brasileirão e analisa Botafogo com Kalou: “Jogador criativo”

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Com reforços ainda por estrear e após mais um mês de treinamentos, o torcedor está curioso: que Botafogo dará o pontapé inicial no Campeonato Brasileiro, que começa em nove dias? O técnico Paulo Autuori aceitou responder a essa e outras perguntas em um encontro virtual com ge.

– Vai ser um campeonato com pinta de amistosos, porque é assim que a gente se sente quando não tem público. Para mim, futebol tem dois protagonistas: jogadores e torcedores. Isso vai influenciar nos jogos, principalmente para os times que vão jogar fora de casa. A gente sabe o ambiente de dificuldade que a torcida cria para os adversários e o clima de incentivo para o time da casa. Por isso, a gente precisa de um time muito consciente e consistente. Pelos sinais que a equipe tem mostrado nos treinos, acho que teremos um time interessante em termos competitivos – disse.

Para Autuori, o time evolui nos treinos e tem condições de apresentar bom futebol no principal campeonato do país. Um dos pontos fortes será o meio de campo, onde Caio Alexandre e Keisuke Honda, principalmente, estão com o entrosamento em dia. O treinador revelou o que espera da equipe.

– Os volantes e laterais são fundamentais quando um time quer ter a bola e construir. Não utilizo mais aquele volante que só rouba e faz o passe. Porque quem tem que criar tem que recuar muito no campo para levar essa bola limpa. Esse foi um dos grandes problemas do futebol brasileiro, que apostou muito tempo nesses volantes, às vezes até dois.

Ansiedade por Kalou

O torcedor alvinegro espera há semanas sobre a chegada de Salomon Kalou e já ouviu sobre o retorno financeiro que o clube projeta com a contratação de mais uma estrela internacional. Mas, quais são os planos para o campo e bola? Autuori responde.

– Taticamente, é um jogador que vai trazer coisas positivas. Tecnicamente todo mundo sabe, tem qualidade, é criativo. A torcida quer jogadores de qualidade, que podem ser ídolos. Isso é até importante para o sócio-torcedor. Queremos esse tipo de jogar, que agregue fora mas possa contribuir dentro de campo. Como o Honda. Ele (Kalou) é um jogador com uma quantidade de gols boa, mesmo não sendo um centroavante grande. Joga em várias posições no ataque, tem qualidade. E jogou muitos anos na Europa em alto nível, então sabe trabalhar taticamente e contribuir para a equipe. No futebol europeu isso é uma exigência.

Por falar em Honda, o treinador contou, também, sobre as conversas com o japonês para utilizá-lo como segundo homem de meio de campo. Autuori elogiou a inteligência tática do camisa 4 e colocou nele parcela de responsabilidade pela melhora de rendimento de alguns companheiros, principalmente Caio Alexandre.

Grupo fechado?

Sobre o elenco, o comandante afirmou que Kalou deve ser o último reforço a ser apresentado para esta temporada. O risco maior é de saídas, devido ao aperto financeira e à necessidade de fazer caixa. Luis Henrique é um dos nomes na mira do futebol europeu.

– Pelo que tem chegado a mim de pessoas ligadas ao futebol europeu, há muito interesse em cima do Luis Henrique. O Botafogo tem que se preparar para uma possível saída do Luis Henrique e, se ele sair, já temos o Kalou. O que quero ver no futebol do Botafogo é lógica nos processos.

O técnico explicou que pediu à diretoria menos contratações e mais investimento nas divisões de base e na estrutura do dia a dia de trabalho. Como a mudança para o centro de treinamentos, a grande notícia que os profissionais do clube esperam ouvir em breve.

– Estive lá há pouco tempo, os campos devem ficar prontos em setembro. Existe, em função da entrada da S/A, o debate sobre alguns assuntos: se vão aproveitar instalações que já existem ou se vão fazer tudo novo pensando nos custos de manutenção. Temos que trabalhar para, que quando isso acontecer, as coisas estarem funcionando bem. A entrada no CT vai ser um salto enorme de qualidade.

Futuro no clube

Nos últimos tempos, Autuori assumiu mais do que o papel de treinador do time. O treinador atua no planejamento e na organização do clube e cogita, futuramente, assumir de vez a gestão do futebol. A depender da decisão do novo grupo que assumirá o comando após a transição para S/A.

– Não vou mais assumir nenhuma equipe no Brasil como treinador. Com a realidade financeira do Botafogo, que precisava de alguém com estofo, eu me predispus a correr esse risco. Eu devo a esse clube, vou correr esse risco ao invés de queimarem um profissional novo que a gente precisa no futebol brasileiro. Eu quero estar no cargo de gestão justamente para dar lugar a esses profissionais novos, para sair desse ciclo que temos. Tenho as costas largas para suportar os problemas nesse momento. A partir do momento que a S/A entrar, eu estarei liberto disso. Se eles acharem que eu possa exercer outra função, vamos conversar.

Fonte: GE

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