Análise: A tortura psicológica do torcedor do Botafogo pode chegar ao fim

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A enorme faixa estendida na arquibancada do Allianz Parque com os dizerez “Que momento!” era uma referência à boa fase dos donos da casa. Mas ela resumiu bem as duas equipes. O duelo entre Botafogo e Palmeiras colocou frente a frente os clubes com ambientes mais distantes entre si. De um lado, o campeão da Libertadores e com a cabeça no Mundial de Clubes. Do outro, aquele que agoniza numa crise que deve culminar com o rebaixamento. O empate em 1 a 1, que até poderia ser tratado como heroico para os cariocas, não fez diferença para nenhum dos dois.

Enquanto a torcida alviverde vive um momento de êxtase, pode-se dizer que a alvinegra passa por uma tortura psicológica. Nesta terça, ela viu o time pontuar pela primeira vez depois de seis rodadas. Se ampliarmos o recorte, a angústia é ainda maior: foi o quarto ponto conquistado em 15 partidas. Para completar, nos últimos dias ela ainda viu cinco jogadores jogarem a toalha e faltarem a treinos, o que rendeu um afastamento. Não há coração que aguente.

Por mais irônico que soe, a boa notícia é que o fim desta tortura enfim está próximo. Na próxima rodada, o rebaixamento pode se concretizar. A verdade é que as remotas chances de escapar da queda fazem o torcedor acreditar (e sofrer) a cada rodada. Mas, se não vencer o Sport, sexta, no Nilton Santos, a queda dependerá apenas dos resultados dos jogos dos outros concorrentes.

Em meio a tanto sofrimento, houve um alento: o esforço dos jovens atletas escolhidos para ir a campo. A partir dos 10 minutos, quando Forster torceu o tornozelo e foi substituído por Hugo, nove dos 11 jogadores tinham no máximo 23 anos. O destaque foi a dupla de ataque Rafael Navarro e Matheus Nascimento. A entrega deles não foi suficiente para fazer a equipe voltar a vencer, mas serviu como um sopro de esperança para a dura temporada que virá pela frente.

O jogo

Mesmo com a compreensível falta de foco de quem está a menos de 24 horas da viagem ao Qatar para a disputa do Mundial de Clubes, aplicação tática não faltou aos palmeirenses em boa parte do jogo. Sem a bola, a equipe de Abel Ferreira alternou marcações adiantadas com as mais recuadas. Nos dois casos, conseguiram atrapalhar os planos dos botafoguenses, que tentavam trocar passes e valorizar a posse de bola. Ora os alvinegros tinham muita dificulldade para sair, ora paravam na compactação das linhas adversárias próxima à area do goleiro Weverton.

Os pameirenses não se incomodavam de deixar o Botafogo equilibrar a posse de bola. Principalmente porque o adversário não conseguia ter agressividade. Mais uma vez, as melhores chances do campeão da Libertadores saíram de contra-ataques velozes, liderados por Lucas Lima, Gustavo Scarpa, Breno Lopes e Willian. Mas o quarteto pecou demais nas conclusões (vide o gol perdido por Willian cara a cara com Diego Cavalieri, aos 38), e o time precisou da bola parada para abrir o placar. Aos 15, Emerson Santos aproveitou cobrança de escanteio para abrir o placar, de cabeça.

O gol alviverde, por sinal, resumiu o maior pecado do Botafogo na tarde desta terça: a marcaçao. No lance em questão, por exemplo, Emerson Santos sobe sozinho dentro da área para marcar contra o ex-clube.

Não que, com a bola nos pés, o Botafogo tenha sido muito melhor. O time insistiu demais em jogar pelo centro, o que facilitou a defesa paulista. O gol de empate, aos 14 da etapa final, não saiu de uma boa jogada coletiva. Mas, sim, de dois méritos individuais. Primeiro de Matheus Nascimento (dono de uma boa atuação no Allianz Parque), que roubou a bola de Lucas Lima no meio do campo. Depois, de Rafael Navarro, que recebeu do garoto e finalizou com muita categoria de fora da área, sem chances para Weverton.

Como já era de se esperar, o Palmeiras relaxou na reta final da partida. Mais interessados no Brasileiro, os alvinegros insistiram até o fim. E passaram a explorar mais os avanços pelas pontas. Mas rondaram a área dos paulistas sem levar muito perigo. E desperdiçaram a chance de conseguir uma virada que poderia ser vir como uma última injeção de ânimo na luta cada vez mais inglória contra o rebaixamento.

Fonte: O Globo

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