Análise: além dos recordes negativos, derrota do Botafogo para o Ceará ressalta diferenças de perspectivas

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Ceará e Botafogo fizeram partida franca no Castelão, nesta quinta-feira. A vitória por 2 a 1 dos cearenses, resultado justo para o jogo, mostrou o que as duas equipes têm de predominante: um time organizado, que acreditou em sua proposta de jogo, contra um Botafogo que compensou na vontade de jovens jogadores, observados pelo novo técnico, Marcelo Chamusca.

Com a derrota, o Botafogo termina o Brasileirão na lanterna e com a quarta pior campanha da história dos pontos corridos, com 27 pontos e 23,6% de aproveitamento. Além disso, integra a lista dos piores turnos de uma equipe: foram sete pontos conquistados, igualando o América-RN de 2007 e o Avaí de 2019.

Ainda que seja necessário ressaltar os recordes negativos, já debatidos à exaustão ao longo da temporada, a campanha sinaliza ao Botafogo, bem como ao rival Vasco, que também teve o rebaixamento confirmado na temporada, que o preço pela competitividade é alto.

Mais do que montar uma equipe para subir em uma Série B das mais difíceis da história, é preciso engatar um futebol sólido, como o do rival cearense, para voltar a entrar como grande força nos embates da elite.

Na partida desta quinta-feira, a equipe de Guto Ferreira, já classificada à Sul-Americana e com poucas aspirações concretas no campeonato, buscou o que foi possível para chegar à vitória no fim. Ao Botafogo, que diminuiu o ritmo no segundo tempo, o empate garantiria um resultado satisfatório. Uma clara diferença de perspectivas, consequência de uma temporada desastrosa.

Administrativamente e no futebol, os passos para a mudança já foram dados. Garotos como os jovens Matheus Nascimento, Ênio e Kayque, que fizeram boa partida ontem, devem fazer parte desse futuro. Matheus Babi, que ensaiou ser o grande destaque do ano, tem qualidade para liderar o ataque na Série B, ainda que precise ser melhor servido. O gol de empate, em pênalti cobrado após toque de mão de Klaus — que acabou expulso posteriormente — no segundo tempo, serve como uma injeção de ânimo para uma temporada que começa já nos próximos dias.

Os dois gols sofridos expuseram algumas fragilidades individuais e coletivas já mostradas nessa reta final: o primeiro, de Pedro Naressi, em chute preciso após falha de Diego Loureiro, e o segundo, de Saulo Mineiro, de desempate, já nos acréscimos, em jogada em que a defesa do Botafogo teve dificuldades de acompanhar a chegada.

Fonte: O Globo

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