Análise: apático, inofensivo e sem criatividade, Botafogo atola na lanterna rumo à Série B

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Escrever uma análise sobre o Botafogo após um jogo do Campeonato Brasileiro é praticamente bater na mesma tecla da escancarada falta de planejamento para a equipe na temporada. Mas desta vez não foi só isso. Na 17ª derrota na competição, a 13ª nos últimos 14 jogos, o Bota não apresentou qualquer possibilidade de vencer o Fluminense e saiu com mais dois gols sofridos na conta. A exibição não só aumentou a distância para o primeiro time fora da zona de rebaixamento, como também impossibilita o clube de sair da última colocação na próxima rodada. 

Eduardo Barroca até tentou mudar o esquema da equipe ao colocar Rafael Forster para atuar como terceiro zagueiro na vaga de Pedro Raul, que não atuou por causa de dores na coxa. A solidez defensiva ajudou o Botafogo no primeiro tempo, mas a necessidade de substituir Victor Luis, a entrada de Cícero e ida de Forster para a lateral fizeram o Botafogo passar a sofrer sustos e também continuar sem a menor possibilidade de criar sequer um lance de perigo.

Ao todo, foram cinco finalizações durante a partida e nenhuma em direção ao gol defendido por Marcos Felipe. As oportunidades mais perigosas foram em chutes para fora de José Welison e Barrandeguy em cobrança de falta. A assustadora ausência de chances alvinegras se explica na queda de rendimento de Bruno Nazário, único meia de criação do elenco. Se começou com três zagueiros, Barroca terminou com quatro atacantes e nenhum meia de formação, o que, segundo ele, está relacionado com a falta de chances perigosas para o Botafogo. 

– Impacta no nível de competição interna, já venho falando isso há um tempo, mas cabe a nós achar soluções para apresentar resultados. A tendência é que a gente continue trabalhando internamente porque a gente não tem como buscar outros jogadores nesse momento. 

A cada jogo que passa – e a cada derrota que vem – a necessidade de saber o que fazer no ano de 2021 se torna ainda mais importante. Afundado em dívidas, atolado na lanterna e inofensivo em campo, já que venceu apenas um jogo desde 14 de outubro, o Botafogo não pode se dar ao luxo de errar na próxima temporada. A reformulação no elenco (necessária mesmo em caso de uma milagrosa permanência) precisa ser certeira e a ideia de como se jogar futebol tem que estar sendo preparada desde já.

Nesta semana começa o trabalho de Eduardo Freeland. O diretor de futebol, que terá pela primeira vez um cargo com responsabilidades na equipe profissional, terá um teste de fogo para colocar o Bota de volta nos trilhos e mostrar que a experiência que teve nas divisões de base é suficiente para que faça um bom trabalho. 

O Botafogo tem tempo antes da próxima rodada. A 33ª partida no Campeonato Brasileiro será contra o Palmeiras, no dia 2 de fevereiro, uma terça-feira, porque o clube paulista joga a final da Libertadores no próximo fim de semana. O jogo está marcado para as 16h (de Brasília), no Allianz Parque.

Fonte: GE

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