Análise: após empate, Botafogo e Cruzeiro têm motivos para lamentar

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Num duelo entre dois gigantes pressionados por resultados irregulares, o empate em 3 a 3 não foi satisfatório nem para o Cruzeiro, que teve a vitória nas mãos até o fim, nem para o Botafogo, que jogou pior no Nilton Santos, neste sábado, e continuará a ver o técnico Marcelo Chamusca sob pressão.

Com o ponto somado, os cariocas chegaram aos 13 na tabela da Série B, em que ocupam o 10º lugar. Já os mineiros somam 11 e estão na metade de baixo da tabela.

Os únicos momentos de superioridade do Botafogo foram justamente os primeiros minutos, que culminaram em gol de Chay, aos 8. Quando Diego Gonçalves deu uma caneta em Raúl Cáceres e foi derrubado dentro da área, o camisa 14 deslocou Fábio, converteu o pênalti e abriu o placar.

Aliás, o meia foi o único alvinegro que se destacou no Nilton Santos. Intenso em um time deveras apático, ele ainda balançaria a rede mais duas vezes — feito que se mostrou insuficiente para garantir a vitória.

— Individualmente, foi uma marca muito bacana para a minha carreira, mas, coletivamente, o resultado foi muito ruim para o Botafogo. Mais uma vez, mostramos garra, mas cometemos alguns vacilos — avaliou Chay. — A gente tem que continuar trabalhando forte para ter mais atenção.

Como nenhum dos dois times dispõe de grande arsenal técnico, o que se viu na maior parte do confronto foram contragolpes em sequência. Esse jogo muito próximo às áreas, sem que a bola circulasse pelo meio, foi mais perigoso para os cariocas. O time de Marcelo Chamusca sofreu especialmente com as investidas dos mineiros pelas laterais ou em bolas levantadas na área.

O primeiro castigo foi o gol contra marcado por Gilvan, no início da segunda etapa, quando as mudanças promovidas pelo Cruzeiro no intervalo resultaram em um time mais perigoso no ataque. Era o 1 a 1.

Mesmo sem brilhar, o Botafogo conseguiu ficar novamente à frente, graças ao oportunismo de Chay.

Outro jogador, porém, teria uma tarde especial, e ele vestia azul e branco. Marcelo Moreno entrou no intervalo e, em três minutos, ultrapassou Arrascaeta e se tornou o maior artilheiro estrangeiro da história do Cruzeiro, com 51 gols.

Primeiro, Moreno converteu um pênalti no rebote, depois de Diego Loureiro, alçado a titular, fazer boa defesa. Na sequência, aproveitou uma sobra de fora da área e fez um golaço. Já aos 47, o terceiro pênalti do jogo foi convertido por Chay.

No próximo sábado, o Botafogo tentará voltar a subir na tabela da Série B em visita ao Brusque. Já o Cruzeiro enfrentará o Avaí em casa.

Fonte: O Globo

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