Análise: Botafogo domina, mas não agride e vai à final da Taça Rio graças a talento de Pedro Castro

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Botafogo não foi brilhante. Aliás, passa longe disso há algumas semana. Mesmo assim, venceu o Nova Iguaçu por 1 a 0 na noite do último domingo e se classificou à final da Taça Rio. O resultado foi construído com belo gol de Pedro Castro, que se firma como único talento individual do time até o momento. A 20 dias da Série B, o Bota não parece pronto para o principal desafio da temporada. 

Marcelo Chamusca fez algumas mudanças no time titular. Ronald ganhou a vaga de Felipe Ferreira e acompanhou Marco Antonio na frente. O Botafogo começou o jogo com dois pontas de características diferentes: velocidade e armação. Mas a dobradinha Warley e Ronald na direita não foi tão positiva, apesar de muito acionada nos 90 minutos.

Foi pelo outro lado que o Botafogo conseguiu criar as jogadas mais perigosas antes do gol. No primeiro tempo, Marco Antonio lançou Pedro Castro na área, e o meia acertou o travessão. Na etapa final, o ponta fez grande jogada individual e tocou para Ronald, que finalizou para boa defesa do goleiro do Nova Iguaçu. 

Fora essas, outras jogadas de perigo surgiram de circunstâncias diferentes, como ainda no início do jogo, quando Ronald recebeu em ultrapassagem e cruzou rasteiro sem levantar a cabeça. A bola cruzou a área, mas os atacantes chegaram atrasados. Por falar em atacantes, Matheus Nascimento pareceu “excluído” do jogo em muitos momentos. O centroavante saiu de campo com uma finalização.

O Botafogo terminou o jogo com 63% de posse de bola e passou a maior parte do tempo no campo ofensivo. Então por que teve tanta dificuldades para finalizar? Chamusca acredita que isso se deu pela postura do adversário. O Nova Iguaçu praticamente apenas se defendeu até os 28 minutos do segundo tempo. Mas o time alvinegro vai precisar encontrar solução para essas situações, afinal vai encontrar adversários igualmente fechados e mais qualificados na Série B. 

– Eu acho que na Série B vamos ter jogos onde o adversário vai jogar muito mais. Vai propor muito mais e vai nos atacar muito mais que o Nova Iguaçu nos atacou. Consequentemente, vamos ter mais espaços e a tendência é que a gente consiga qualificar mais o jogo – defendeu o técnico. 

Com dificuldade de progredir, o Botafogo manteve a posse tocando a bola de um lado para o outro e, eventualmente, achando espaços para os pontas trabalharem em velocidade, mas num ritmo paciente. Até tentou infiltrações, mas concluiu muito pouco. Com pouca aproximação e movimentação deficiente, foram poucas as opções de passe em muitos momentos. 

Sem um jogador para quebrar as linhas adversárias, o zagueiro Sousa apareceu em algumas oportunidades tentando lançamentos e passes longos. Para tentar furar o bloqueio, a aposta muitas vezes foi na jogada aérea, que quase sempre não terminaram em perigo para o goleiro Luis Henrique. 

Com as inúmeras dificuldades, o talento individual de Pedro Castro decidiu o jogo. Aos 28 minutos da etapa final, o meia recebeu a bola na área pelo lado esquerdo e chutou colocado para marcar um golaço e garantir o Botafogo na final da Taça Rio. Pedro é a grande notícia positiva do clube na temporada. O poder de finalização faz com que ele jogue mais aproximado dos atacantes. Chamusca vê o atleta com capacidade para atuar em todas as posições do meio de campo. 

Em posse da bola, o Botafogo foi pouco criativo e agressivo. E sem a posse o time mostrou fragilidade e também não foi bem, o que aconteceu após o gol. O Nova Iguaçu precisou buscar o empate, passou a pressionar o time de Chamusca e não encontrou muita resistência. 

Quando quis jogar, o time da Baixada Fluminense conseguiu achar espaços e, em poucos minutos, levou grande perigo à defesa alvinegra. Falta consistência ao Botafogo. Em dois cenários diferentes no mesmo jogo a equipe sofreu, tanto para criar quanto para se defender (nos minutos finais).

A pressão do Nova Iguaçu nos minutos finais se deu também pela superioridade numérica. Depois de substituir Matheus Nascimento aos 26 minutos do segundo tempo, Marcinho recebeu o primeiro cartão amarelo aos 35, e o segundo aos 38. A expulsão deixou o Botafogo vulnerável. 

– A escolha pelo Marcinho foi pela parte tática, mas eu concordo que ele precisa melhorar e estamos trabalhando para isto. Ele foi infeliz e tem consciência disso. Tomou dois cartões. E passamos por dificuldades depois de termos o jogo controlado. A função do treinador é tentar melhorar o atleta. É um jogador que tem potencial e que pode melhorar – afirmou Chamusca. 

Números finais de Nova Iguaçu x Botafogo:

  • Posse de bola: 37% x 63%
  • Finalizações: 5 x 12
  • Escanteios: 2 x 5
  • Faltas: 23 x 34
  • Passes errados: 77 x 77
  • Desarmes: 17 x 14

Agora, Chamusca terá os testes finais na decisão contra o Vasco antes da Série B. O jogo de ida será no próximo domingo, às 11h05, no Nilton Santos. Com um elenco limitado e à espera de reforços, o treinador tenta dar liga ao time e convencer a torcida sobre seu trabalho.

Fonte: ge

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