Análise: Botafogo encontra rival perfeito para encaminhar passagem de volta à Série A

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O último domingo ficará por bastante tempo na memória de quem viu o clássico, seja torcedor de um ou de outro, seja um espectador imparcial. Ainda mais para quem esteve em São Januário. O resultado histórico aconteceu porque o Botafogo encontrou o adversário perfeito, enquanto o Vasco teve o rival mais indigesto no momento crítico da temporada.

Não à toa o placar entrou para a História. A goleada alvinegra foi a maior vitória que o Botafogo já impôs ao Vasco dentro de São Januário. Porque ficaram frente a frente equipes com trajetórias, momentos e níveis diferentes na Série B.

De um lado, um time sólido, com proposta de jogo testada e aprovada e equilibrado pela situação confortável na tabela. De outro, um mandante pressionado pela própria torcida, desesperado no campeonato e que já demonstrava descompassos. O resultado foi a goleada construída não só pela técnica e pela tática, mas também em cima do desespero que fez o Vasco colocar tudo a perder nos primeiros 30 minutos.

Por isso, o Botafogo encontrou o adversário ideal. O time é marcado pela eficiência desde a chegada de Enderson Moreira. Em casa, bateu quase todos os rivais. Fora, apresentava postura mais conservadora. Estratégia que casou perfeitamente diante de um time afobado pela necessidade do resultado.

Sobraram espaços na defesa do Vasco, que o Bota aproveitou com velocidade e eficiência. O time visitante sabia que ficaria pouco tempo na bola, e apostou nas decisões corretas na hora da brecha. Foi assim que a vitória foi encaminhada ainda no primeiro tempo, com gols em contra-ataques e o destempero de Léo Mattos para deixar os mandantes com um a menos em campo.

Até os 30 minutos de jogo, Vasco tinha 74% de posse de bola contra 26% do Bota. Só que o número de finalizações era exatamente a mesma: três para cada lado. E o placar já apontava 2 a 0.

Meio encaixa mesmo desfalcado

A vitória maiúscula passou pelo meio de campo. Que era ponto de interrogação com duas ausências importantes: Barreto e Chay. Mais atrás, Oyama não só substituiu à altura como contribuiu muito na construção de jogo. Deu toque de bola que o volante titular, mais defensivo, normalmente não consegue. Na frente, Marco Antônio brilhou na vaga de um dos jogadores mais importantes desse Botafogo.

Chay é um dos poucos do elenco que Enderson costuma ter dificuldade para substituir. É o regente do ataque alvinegro. Toda hora está perto da bola, acha brechas com passes e com dribles. Em um jogo com muita oportunidade para contra-ataques, Marco Antônio conseguiu se encaixar e foi decisivo. Marcou dois gols e participou das outras jogadas. O meia se firmou no time titular na ponta esquerda, ao lado de Chay, mas soube se adaptar à nova função.

O Botafogo teve espaços de sobra para atacar e permitiu poucas oportunidades na defesa. O jogo praticamente inteiro ficou sob controle, a não ser pelos minutos iniciais, quando Diego Loureiro apareceu bem. No final, com o domínio já consolidado, o Bota finalizou três vezes mais do que os donos da casa.

O resultado praticamente garante o retorno do clube de General Severiano à elite do futebol brasileiro. O Botafogo é o líder da Série B, com 62 pontos. A soma mágica para garantir o acesso, na média, é de 63 desde que a segundona é disputada nesse formato. A depender dos resultados, a vaga pode vir matematicamente já na 35ª rodada, contra a Ponte Preta, fora de casa, na próxima quinta-feira.

Fonte: ge

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