Análise: Botafogo precisou de 12 chutes para marcar cada gol no Carioca e precisa de eficiência

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Até os acréscimos, o Botafogo mostrava contra o Nova Iguaçu o grande defeito a ser corrigido por Marcelo Chamusca nesse início de trabalho: a pouca eficiência no ataque. Nas primeiras rodadas do Campeonato Carioca, o time precisou, em média, de 12 chutes para marcar cada gol. 

Foram 72 tentativas para guardar seis bolas na rede nos seis jogos pelo Estadual. Esse número só melhora se somado aos da goleada de 5 a 0 sobre o Moto Club, pela Copa do Brasil, que faz a média cair para quase oito chutes por gol. 

Contra o Nova Iguaçu, essa era a realidade até os 45 minutos do segundo tempo, quando Ênio empatou o jogo. Aos 50, Marco Antônio virou. Além dos gols, foram outros 10 arremates, mas nenhum passou pelo goleiro Luis Henrique. Para mudar a situação, Chamusca teve que deixar quatro atacantes em campo.

Time em construção

As circunstâncias fizeram um segundo tempo muito mais movimentado, mas o primeiro foi exemplo claro disso. O time conseguiu jogadas em velocidade, toques de primeira e ultrapassagens pelos lados foram frequentes. O Bota tinha mais facilidade para avançar no campo do que o adversário, só que faltou acertar o pé, seja em assistências ou finalizações. 

Para esse jogo, a entrada de Felipe Ferreira fez o time fluir um pouco melhor sem o improviso no meio de campo. Meia de origem, o jogador conseguiu acionar os pontas para explorar as costas dos laterais. E deixou Marcinho à vontade para voltar ao lado do ataque. Na etapa final, Marco Antônio manteve as características da função e ainda teve estrela para fazer o gol da vitória. 

Felipe buscou jogo e foi o cara das bolas paradas — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Felipe buscou jogo e foi o cara das bolas paradas — Foto: Vitor Silva/Botafogo

O time começa a mostrar uma identidade, claramente em construção. Com sete jogos em pouco mais de um mês de trabalho, Chamusca tem pouco tempo de treino para jogar e precisa treinar enquanto joga. Muitos atletas foram testados, times titulares diferentes foram escalados. 

A boa notícia é a maior segurança da defesa, que é a terceira melhor do Campeonato Carioca. A equipe evitou gols em quatro dos sete jogos na temporada. 

Gols saem com quatro atacantes

Além da emoção até o fim, o jogo trouxe uma variação tática que funcionou para o Botafogo. Chamusca deixou em campo quatro atacantes, três meias e três zagueiros. Foi a última cartada para evitar a derrota, que funcionou ao ponto de o time buscar a virada. 

Os heróis foram Ênio e Marco Antônio, autores dos gols, mas outros jogadores também foram determinantes, como Ronald, Navarro, Benevenuto e Jonathan. É a primeira vez que o teste é feito, e pode ser repetido em outras situações de urgência. 

Além de marcar o dele, Ênio perdeu outro e participou do gol de Marco Antônio — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Além de marcar o dele, Ênio perdeu outro e participou do gol de Marco Antônio — Foto: Vitor Silva/Botafogo

– Colocamos o Navarro junto com o Babi, o Ênio mais solto e o Ronald fixo na direita. O Cesinha entrou para fazer quase um segundo volante. E tivemos uma saída de três com Jonathan, Gilvan e Marcelo Benevenuto. Funcionou bem, não só pelas oportunidades que definiram o jogo, mas pela consistência na parte ofensiva. O time ganha confiança, os jogadores que entraram ganham confiança… Foi bom para todo mundo – explicou Chamusca. 

Com a vitória, o Botafogo encosta no G-4 do Campeonato Carioca, agora a um ponto de distância. A equipe soma nove. A delegação alvinegra retorna ainda neste domingo de Bacaxá para iniciar a preparação para a próxima rodada da Taça Guanabara. Na quarta-feira, o adversário será o Madureira, no Giulitte Coutinho, às 17h (de Brasília).

Fonte: ge

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