Análise: Botafogo tem sequência de vitórias freada por erros do goleiro e da arbitragem e pela ausência de Chay

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Não foi o presente esperado. Em seu aniversário de 117 anos, o Botafogo acabou derrotado pelo Operário, em Ponta Grossa-PR, por 1 a 0. Um tropeço que freia a série de quatro vitórias seguidas dos alvinegros e os impede de se aproximar do G4.

Com 25 pontos, o Botafogo agora é o 10º colocado. Está a quatro do Sampaio Corrêa, quarto colocado e que abre a zona de acesso para a Série A. No domingo, terá a chance de retomar as vitórias diante do Brasil de Pelotas, no Nilton Santos.

Os 9º de temperatura em Ponta Grossa não atrapalharam a dinâmica do jogo. Foi uma partida na qual os goleiros foram bastante acionados. Só no primeiro tempo, foram 11 finalizações.

O Botafogo — que entrou em campo sob as dúvidas de como a equipe se comportaria sem Chay, seu principal jogador —  foi quem mais criou. Pedro Castro não deu à mesma intensidade ao meio de campo. Ainda assim, o time conseguiu ter mais domínio (60% só na primeira etapa) e chegar com perigo na frente.

Pelos lados, Guilherme Santos sofreu com a marcação de Rodrigo Pimpão e nao conseguiu avançar como o habitual. O melhor escape foi pela direita, com Daniel Borges. Mas foi também por ali que saiu a jogada do gol do Operário.

Num duelo muito equilibrado, qualquer jogada bem executada ou erro poderia fazer a diferença. E foi o que ocorreu. Logo aos 7, Thomaz cruzou pela linha de fundo. Diego Loureiro errou na saída, e a bola sobrou para Paulo Sérgio abrir o placar.

Enderson Moreira até conseguiu anular os avanços de Thomaz pela direita. Mas, na frente, as tentativas alvinegras pararam ou no travessão (em chute de Marco Antônio) ou nas defesas do goleiro Simão, o melhor do Operário na noite.

Se a baixa temperatura não afetou o ritmo da partida no primeiro tempo, no segundo a combinação de frio com chuva forte teve influência determinante. A disputa perdeu em dinamismo. Enquanto o Operário se acomodou com o resultado e apostou nos contra-ataques, o Botafogo teve muito mais dificuldade de chegar com perigo na frente. Ali, a ausência de Chay acabou sendo sentida.

Ainda assim, o empate poderia ter vindo. Aos 47, uma cabeçada de Gilvan esbarrou no braço do marcador, mas a arbitragem não marcou pênalti. Mais um erro (além do de Diego Loureiro) que acabou custando caro para o Botafogo.

Fonte: O Globo

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