Análise: com os erros de sempre, Botafogo ensaia reação na reestreia de Barroca

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O resultado foi o mesmo, a derrota, mas o torcedor do Botafogo viu um time bem diferente em um intervalo de quatro dias. Da goleada para o São Paulo até a derrota para o Internacional, a equipe passou de atropelo para jogo duro contra times da parte de cima da tabela. 

Internamente, a noite teve saldo quase positivo. Primeiro pela resposta dos jogadores que, segundo a avaliação, mostraram mudança de postura em relação aos 4 a 0 da última quarta-feira. Nas palavras do gerente Túlio Lustosa, o elenco honrou o prometido após as cobranças internas. E também pelo que o clube considera como erros de arbitragem que decidiram a partida. 

No 2 a 1 para o Inter, o time mostrou as fragilidades de sempre, mas teve organização para equilibrar a partida. Em números, por exemplo, o Bota chutou mais, teve mais posse de bola, trocou mais passes e roubou mais bolas. É verdade, porém, que o adversário também vinha em má fase, com jejum de sete partidas no Brasileirão. 

Botafogo no jogo

  • 13 finalizações
  • 396 passes certos
  • 6 escanteios
  • 18 desarmes

Além da arbitragem

Depois do jogo, o Botafogo se voltou contra a arbitragem. Cobraram a expulsão de Rodinei no primeiro tempo e, no segundo, a anulação do gol que decidiu a partida, marcado por Yuri Alberto. O clube interpretou que o apito foi responsável direto pela derrota. Mas há outros fatores. 

Eduardo Barroca reclama com o árbitro — Foto: Eduardo Deconto/ge

Eduardo Barroca reclama com o árbitro — Foto: Eduardo Deconto/ge

A começar pela defesa. No lado direito, Marcinho deu lugar a Kevin e os problemas persistiram. Saiu dali o primeiro gol do Inter, e foi Kevin o protagonista do lance que deu a vitória ao time colorado. De novo aos números: o Sofascore, especializado em estatísticas, mostra que três dos cinco jogadores que mais cometem falhas na parte de trás são do Botafogo: Kevin, Marcelo Benevenuto e Marcinho. 

No ataque, outro problema sem solução. Até houve um ensaio de reação com o gol de Pedro Raul, atacante que não marcava há 11 partidas. Mas o time, novamente, perdeu chances capitais. Resultado da pouca eficiência de quase toda a temporada que gera um rodízio de tentativa e erro. Dessa vez, Kalou foi para a reserva, Warley jogou e Bruno Nazário novamente caiu para o lado do campo. 

Instabilidades que são inevitáveis em meio a tantas trocas de treinadores. Eduardo Barroca será o quinto diferente de fevereiro até agora. Recuperado da Covid-19, o novo treinador comandou apenas a primeira partida e terá outras 13 para levar o time da lanterna até, no mínimo, a 16ª posição na tabela. 

Sem tempo a perder, a reação precisa começar no duelo direto contra o Coritiba, no próximo sábado, às 21h (de Brasília), fora de casa, pela 26ª rodada. O elenco volta ao Rio de Janeiro e terá uma semana para se preparar até voltar ao Sul do país.

Fonte: ge

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