Análise: com sufoco desnecessário no fim, Botafogo ainda busca domínio completo com Enderson

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O calor é um elemento a ser considerado na vitória do Botafogo por 3 a 2 sobre o Vila Nova na manhã deste domingo, no Estádio Nilton Santos. A alta temperatura dificultou o desempenho, mas o time alvinegro também se desesperou e quase viu a ansiedade atrapalhar uma vitória que já estava encaminhada desde os primeiros minutos de jogo. Sufoco à parte, o Botafogo emplacou a quinta vitória seguida em casa na Série B e colou no grupo dos primeiros colocados.

A vitória coloca o Botafogo a um ponto do G-4, mas deixa lições para um time que sofreu além do necessário contra um adversário que figura nas últimas posições da tabela. Em novo jogo de tempos distintos, a equipe alvinegra ainda busca domínio completo sob o comando de Enderson.

O início de jogo do Botafogo foi de domínio e intensidade. Antes mesmo que o Vila Nova conseguisse se organizar, os alvinegros (que nesta manhã vestiram azul) abriram o placar com gol de Chay aos 3 minutos. No lance, bela transição da equipe com ultrapassagem de Pedro Castro, que cruzou na medida para o artilheiro do Bota.

Enderson Moreira não esteve à beira do gramado, mas foi possível ver a cara do treinador nos primeiros momentos do jogo. Ágil, objetivo e com recomposição defensiva, o time parece entender cada vez mais o idioma da comissão técnica e atende às orientações do comandante.

O Vila Nova contribuiu para o jogo alvinegro e foi um adversário passivo nos primeiros 45 minutos. O time não demorou para ampliar a vantagem, e Rafael Navarro marcou o dele aos 20 minutos. Gol que aumenta a pressão sobre a diretoria, que não chegou a um acordo de renovação com o centroavante.

O lance do gol de Navarro serve como exemplo para a estratégia do Botafogo sob o forte calor do Nilton Santos. Hugo recebeu a bola próximo ao meio de campo, com o time do Vila Nova postado à frente, e ouviu Chay pedindo para desacelerar e voltar o jogo. O lateral devolve para a defesa e, na sequência, recebe um lançamento açucarado de Joel Carli. Com liberdade, vai à linha de fundo e encontra o centroavante desmarcado na área para fazer o segundo gol alvinegro.

E assim o Botafogo mandou no jogo no primeiro tempo: com paciência e escolhendo os momentos para acelerar. Tanto que o time chegou aos 30 minutos com apenas duas finalizações. Número baixo, mas a efetividade é o que vale: os dois chutes pararam no fundo da rede. O Vila Nova, por outro lado, não havia finalizado ainda e mal ultrapassava a linha do meio-campo.

Se soube dosar no primeiro tempo e lidar bem com o sol do meio-dia, o Botafogo guardou muito pouco da energia para a etapa final. As substituições do Vila Nova deixaram o time em vantagem no ataque e dificultaram o entendimento dos alvinegros.

Quando Diego Gonçalves sofreu pênalti e converteu após boa jogada individual aos 13 minutos da segunda etapa, nem o mais desconfiado dos alvinegros imaginou que o Vila Nova pudesse reagir a ponto de reverter o 3 a 0 que o Botafogo havia construído até ali.

Mas o time conseguiu o impossível. Apesar de o terceiro gol ter desanimado os goianos num primeiro momento, as substituições do Botafogo não surtiram efeito e desorganizaram ainda mais o time. A ansiedade pelo fim do jogo também atrapalhou as decisões e deixou a equipe em desespero com as chegadas do Vila Nova. Diego Loureiro não segurou bem as pontas no gol.

O Botafogo não conseguiu se reestruturar e levou os minutos finais na sorte. O Vila Nova marcou aos 16 e aos 46 e ainda colocou duas bolas na trave. O time nervoso e imaturo que terminou o jogo não reflete o comportamento da equipe que começou a partida. Os sinais de evolução são nítidos, mas o Bota ainda não oferece total segurança e tranquilidade para a torcida. Não dá para aceitar o risco que o time sofreu após abrir três gols de diferença.

– Eu acho que o mais importante de tudo foi o primeiro tempo que fizemos. Foi muito bom. Fomos efetivos. Controlamos bem o jogo. A equipe do Vila chegou ao nosso gol aos 36, 40 minutos, com chute de fora da área e uma falta. No segundo tempo voltamos bem também, fizemos o terceiro gol. E a partir dali passamos a apressar um pouco as coisas. É óbvio que o outro time também vai se soltar, vai arriscar mais – analisou o auxiliar Luis Fernando Flores.

Pelo menos não passou de um tremendo susto para o time de Enderson, que mantém a confiança em alta para seguir crescendo na Série B. O próximo teste será às 21h30 da próxima sexta, contra o líder Coritiba, no Couto Pereira. Depois de jogos em sequência, o técnico terá uns dias a mais para preparar o time e buscar melhorar a campanha fora de casa.

Fonte: ge

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