Análise: derrota de virada leva Botafogo a precisar de milagre digno de filme

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O torcedor botafoguense é, antes de tudo, um forte. A derrota para o Atlético-GO deixa o destino do clube do coração praticamente selado no Campeonato Brasileiro. E se Eduardo Barroca precisaria ser um super-herói ao assumir o clube e fazer com que escapasse do rebaixamento, agora está mais para Tom Cruise em busca de cumprir a missão impossível: sete vitórias nos próximos sete jogos. 

Um aproveitamento de 100% em sete partidas já é um tremendo desafio por si só. Porém, o Botafogo tem outros três obstáculos para atingir esse objetivo. 

  • As sete vitórias necessárias ao Botafogo equivalem a quase o dobro do que o clube conquistou em 31 rodadas (quatro);
  • As sete vitórias necessárias ao Botafogo são mais da metade dos jogos que o Botafogo venceu em toda a temporada (12);
  • O desempenho de um time que levou gol em todos os últimos 13 jogos, e marcou em quase metade deles, não convence nem um pouco;

Para a partida contra o Atlético-GO, Eduardo Barroca apostou em mais uma mudança nos titulares do Botafogo. O técnico promoveu a estreia de Matheus Nascimento como titular. Centroavante de ofício, o garoto de 16 anos atuou mais pelo lado direito, como vinha fazendo também no sub-20, conforme justificou o treinador. 

A atuação da joia alvinegra foi discreta no ataque e razoável na parte defensiva, já que exerceu bem o trabalho de acompanhar a marcação e de dar o bote quando necessário. Mas enquanto o futuro do Botafogo esteve em campo, nada aconteceu que fosse capaz de mudar o presente. Na verdade foi ele ser substituído para que os gols saíssem. 

Enquanto o placar ainda estava 0 a 0, o Botafogo pouco cruzava, mesmo tendo três atacantes preenchendo a área. Quando isso aconteceu, Bruno Nazário achou Pedro Raul, que escorou de cabeça e Matheus Babi parou no goleiro. A boa chance no segundo tempo lembrou a melhor oportunidade do primeiro, quando Marcelo Benevenuto cabeceou para outra boa defesa do goleiro.

Esse parecia ser o caminho do Botafogo, mas os raros cruzamentos acabaram por aí. O gol saiu em algo surpreendente no time: um contra-ataque. Victor Luis roubou a bola no campo de defesa, tocou para Bruno Nazário, que avançou e foi parado com falta, mas a bola sobrou para Pedro Raul. Com a vantagem, o camisa 9 rolou para Victor, que devolveu e o artilheiro do Bota no ano bateu para o gol. Jean deu rebote e Matheus Babi aproveitou. Parecia o sopro de esperança que o time precisava para pensar “vai dar”. 

Mas a sensação durou três minutos. Assim como surgiu a euforia veio a apreensão de mais um gol sofrido. Marcelo Benevenuto não acompanhou Daniel Gomes no primeiro gol, e no segundo não conseguiu impedir a finalização, assim como Victor Luis não cortou o passe e nem Kanu o cruzamento. Para fechar o placar, o zagueiro mais regular também errou, mas no posicionamento e deixou o companheiro de defesa sozinho contra dois. 

– Em nenhum dos sete jogos a gente levou vantagem para o intervalo. Levamos gol nos sete jogos que disputamos. Tirando jogo com o Coritiba, quando as substituições fizeram alguma diferença, os outros seis jogos sempre que substituímos a equipe perdeu, sofreu gols. Então existe desequilíbrio desportivo muito claro. E coletivo também. Hoje tivemos diversas oportunidades, saímos na frente, sofremos o gol imediatamente com superioridade numérica na área. A gente também tem sofrido muitos gols nessa situação. Precisamos corrigir e evitar – analisou Barroca em coletiva após o jogo.

Agora resta a missão impossível. A meta de sete vitórias que restava após o 2 a 1 de virada contra o Coritiba – único triunfo nos últimos 18 jogos – está ainda mais distante para alcançar 44 pontos e escapar do rebaixamento. O discurso é de que enquanto tem bambu, tem flecha, mas internamente o planejamento é a Série B, e é assim que tem que ser.

Fonte: ge

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