Análise: erro individual define derrota, mas faltam recursos ao Botafogo para reagir

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A derrota por 1 a 0 para o Flamengo na noite do último sábado no Nilton Santos faz o Botafogo terminar mais uma rodada afundado na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. Com 15 jogos ainda pela frente, o time tem possibilidades de deixar a zona de rebaixamento e se salvar, mas o repertório apresentado até aqui faz duvidar de uma reação. 

Os problemas são os mesmos de sempre. Faltam criatividade, recursos e atividade no terço final. Muito por conta do elenco limitado e da falta de opções para desequilibrar e surpreender o adversário. O Botafogo não tem talento individual e isso fica cada vez mais escancarado. 

Se começou o clássico marcando a saída de bola e pressionando o adversário, o Botafogo logo foi empurrado para o campo de defesa, onde ficou por quase todo o primeiro tempo. Sorte que o Flamengo sofreu dos mesmos problemas e não teve inspiração na hora de concluir.

O Botafogo abriu mão da posse bola e optou por tentar agredir o rival nos contra-ataques. A estratégia do time foi bem pensada até certo ponto, porque faltou encaixar as bolas longas e explorar as pontas para partir em velocidade e surpreender o Flamengo, que estava sempre avançado. 

Rhuan e Bruno Nazario foram praticamente nulos pelos lados. Pedro Raul lutou e disputou quase todas as bolas, mas faltou concluir bem quando teve oportunidade. O centroavante foi quem levou mais perigo a Diego Alves, com cinco finalizações. 

Em um jogo sem criatividade, os times passaram a depender de falhas, e uma foi crucial para decretar o resultado. Marcinho errou passe na defesa, e a bola sobrou para Gerson encontrar Everton Ribeiro, que finalizou rasteiro para garantir a vitória do Flamengo. O Botafogo ainda perdeu Victor Luis, expulso no segundo tempo, o que complicou ainda mais uma reação. 

O auxiliar Felipe Lucena tentou mudar a história do clássico povoando o ataque alvinegro com sangue novo. Kalou entrou querendo jogo, apareceu com alguns passes, mas ainda produz pouco. Falta ao marfinense e também a Keisuke Honda, que são referências fora de campo, chamarem mais a responsabilidade fora das quatro linhas. 

Com um pouco mais de posse de bola no segundo tempo, o Botafogo tentou a cartada final: Lucena apostou em Lucas Campos, que não entrava em campo há mais de 11 meses por opção dos últimos treinadores. O atacante não se mostrou solução para os problemas, mas pode virar opção em uma posição que está órfã desde as saídas de Luiz Fernando e Luis Henrique. Em uma jogada próxima à área, ele foi derrubado por Gustavo Henrique, que acabou expulso. 

Últimos oito jogos do Botafogo no Brasileirão:

  • Grêmio 3×1 Botafogo
  • Botafogo 0x0 Goiás
  • Botafogo 2×2 Ceará
  • Bahia 1×0 Botafogo
  • Botafogo 1×2 Bragantino
  • Botafogo 1×2 Fortaleza
  • Atlético-MG 2×1 Botafogo
  • Botafogo 0x1 Flamengo

Foi possível enxergar evolução após os primeiros dias de trabalho de Eduardo Barroca, mas ainda muito pouco perto do milagre que o Botafogo precisa daqui em diante. O técnico tem a confiança dos jogadores, o que é um bom sinal, mas precisa motivar o elenco ao máximo e encontrar a estratégia certa para as peças que tem à disposição. 

A comissão tem ciência da situação “muito ruim” do Botafogo, como mesmo definiu Felipe Lucena. O objetivo imediato é não deixar o que está ruim piorar ainda mais.

Fonte: ge

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