Análise: fim de turno é positivo, mas Botafogo precisa aprender a vencer fora de casa na Série B

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O bom mesmo seria vencer e pisar no G-4 na rodada de encerramento do primeiro turno da Série B. Mas, com o futebol que o Botafogo apresentou no Estádio Brinco de Ouro, o empate em 1 a 1 com o Guarani não é dos piores resultados e mantém a equipe brigando pelas primeiras posições. Após altos e baixos na competição, os alvinegros entram no segundo turno em processo de crescimento e com um desafio: com a boa campanha no Rio, a equipe agora precisa aprender a vencer fora de casa.

A atuação na 19ª rodada da Série B foi a pior do time sob o comando de Enderson Moreira, muito em função do jogo apagado de Chay. O Botafogo ficou muito dependente da criatividade do meia-atacante, que pouco participou na última quarta. O técnico até fez outros testes no setor durante os 90 minutos, mas ninguém conseguiu mudar o ritmo da partida. No meio, Oyama foi o único destaque, sendo combativo e organizando as tentativas de saída dos alvinegros.

O Guarani foi levemente superior, com mais posse de bola e chegando mais vezes à meta de Diego Loureiro, mas sem o volume suficiente para transformar as chances em gols. Depois de um início morno, tentando mais os espaços pelo centro da defesa adversária, o Botafogo conseguiu em um contra-ataque abrir o placar e mudar o panorama do primeiro tempo. O gol de Rafael Navarro, aos 24 minutos, foi irregular.O atacante encerrou jejum que durava desde 6 de julho e teve participação interessante na partida, apesar de não ter recebido muitas bolas em condições de concluir.

A estratégia do Botafogo passou a ser explorar os contra-ataques. Mais recuado, o time viu o Guarani chegar mais vezes, porém sem ameaçar o gol de Loureiro. Dos 14 chutes que o adversário deu a gol, metade foi para fora. Uma dessas finalizações encontrou as redes logo no início do segundo tempo, em cabeçada de Andrigo. Tanto Diogo Mateus no cruzamento, quanto Andrigo na conclusão tiveram muita liberdade.

Após o empate, o Bota não esboçou reação. O primeiro chute a gol na segunda metade do jogo só aconteceu aos 29 minutos, em cobrança de falta de Diego Gonçalves. A atuação discreta pode ser explicada pelo desgaste: esse foi o terceiro jogo do time em sete dias. Se não venceu, o Botafogo pelo menos segurou o Guarani e manteve o um ponto de diferença entre as equipes.

O resultado não chega a ser preocupante em virtude também da arrancada na reta final do primeiro turno, que coincide com a chegada de Enderson Moreira. Antes do técnico, o Botafogo tinha três vitórias, quatro empates e cinco derrotas. Com Enderson, o time já soma cinco vitórias, um empate e uma derrota. Os 16 pontos em sete jogos ultrapassam a pontuação (13) que a equipe tinha feito nas 12 primeiras partidas.

De um time desacreditado e que ficou no quase algumas vezes, o Botafogo passou a um panorama de crescimento num momento importante da Série B. Os resultados aumentam o moral de um grupo que anseia entrar no G-4 nas próximas rodadas.

Enderson conseguiu restaurar a confiança dos seus jogadores e agora busca outro passo na segunda metade do campeonato, que é vencer fora de casa. A campanha longe do Rio é de rebaixamento: sete pontos em 30 disputados, com apenas um triunfo – diante do Confiança, pela 14ª rodada. No recorte do novo treinador, os números dão esperança: uma vitória, um empate e uma derrota como visitante.

Por outro lado, em casa o time vem de sequência de quatro vitórias. Para manter o retrospecto de melhor mandante da Série B, o Botafogo volta a jogar no Estádio Nilton Santos, às 11h do próximo domingo, quando vai enfrentar o Vila Nova na abertura do segundo turno.

Fonte: ge

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