Análise: perto de segundo desafio da temporada, Botafogo ainda faz testes em busca de time ideal

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Após uma semana livre para treinos, a segunda de Marcelo Chamusca desde o início da temporada, o Botafogo mostrou pouca evolução no 2 a 2 contra o Volta Redonda. Apesar da maior presença ofensiva, como destacou o próprio treinador, a equipe manteve os erros defensivos e deixou escapar os três pontos após estar duas vezes à frente do placar. A três dias do segundo desafio mais importante de 2021, pela segunda fase da Copa do Brasil, a comissão técnica ainda busca o time ideal.

Este é o sexto empate do Botafogo em nove jogos do Campeonato Carioca. Mais que os resultados, colocados em segundo plano no Estadual usado como laboratório, o Botafogo ainda não aderiu à mecânica de Chamusca e desempenha mal na temporada. 

Desde sempre, o principal objetivo do clube em 2021 é o acesso para a Série A do Brasileirão. Por isso, a confiança no trabalho do treinador, que tem experiência no quesito. Porém, a Copa do Brasil tem importância grande no planejamento – esportivo e financeiro – e há a preocupação para o jogo de quarta-feira contra o ABC, em Natal. Sem pré-temporada e com pouco tempo para trabalhar, Chamusca segue com os testes nos jogos oficiais. 

O jogo com o Volta Redonda escancarou que ainda há muito a ser mudado nesse Botafogo. O time está em aberto, e a verdade é que poucos jogadores se firmaram como titulares. Além do setor defensivo, com exceção para Rafael Carioca, hoje apenas Matheus Frizzo conquistou a vaga. Felipe Ferreira, em evolução, aparece bem na recomposição, na criação e nas finalizações e também merece a titularidade no momento. Marco Antonio cresce para ganhar espaço. 

  • Botafogo abriu o placar aos 2 minutos do primeiro tempo em boa movimentação de Felipe Ferreira
  • Aos 39 minutos, Naninho aproveitou sobra na área para empatar para o Volta Redonda
  • No segundo tempo, aos seis minutos, Rafael Navarro infiltrou, ganhou do marcador e encobriu o goleiro
  • Dez minutos depois, o artilheiro Alef Manga aproveitou liberdade na área do Botafogo para empatar novamente para o Voltaço

Falta uma peça essencial para dar sentido ao jogo de Chamusca. O treinador segue em busca de um articulador, que não parece que será encontrado nesse elenco. Até por isso o Botafogo segue no mercado em busca de um camisa 10. Mesmo com as 18 finalizações e as boas participações de Felipe Ferreira e Marco Antonio, o time não teve domínio do meio de campo.

A saída para esse papel no time hoje pode ser Matheus Frizzo. Para isso, Chamusca precisa liberar mais o volante, que se destacou como camisa 10 na base do São Paulo. Uma das insistências do técnico até aqui é a utilização de Marcinho no meio-campo chegando para cumprir a função de segundo atacante, situação que pouco rendeu. Apesar da velocidade, Ênio também não se firmou no ataque. Ainda é frágil fisicamente e erra nas decisões. 

Um dos testes da noite foi a entrada de Rafael Carioca no time titular. É compreensível que o recém-contratado precisa ganhar ritmo de jogo e entrosamento com a equipe, mas em sua estreia o lateral-esquerdo foi uma das notícias negativas do Botafogo. 

Testes de Chamusca: treinador usou 31 jogadores em dez jogos à frente do Botafogo.

Rafael Carioca não foi bem em estreia pelo Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Rafael Carioca não foi bem em estreia pelo Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo 

O Botafogo pouco desarmou e interceptou as jogadas adversárias – foram seis desarmes alvinegros contra 19 do Volta Redonda. O número, somado aos 67 passes errados, deu a falsa impressão de recuo e perda de intensidade do time. Foram pouquíssimas bolas roubadas no meio, mesmo com uma equipe que jogou com três volantes e dois pontas que são meias e faziam bem a recomposição. 

Números de Volta Redonda x Botafogo:

  • Posse de bola: 50% x 50%
  • Finalizações: 16 x 18
  • Escanteios: 3 x 6
  • Faltas: 27 x 22
  • Passes errados: 62 x 67
  • Desarmes: 19 x 6

A realidade é que o time de Chamusca não sofreu muitas investidas do Volta Redonda, além dos lances dos gols e um ou outro chute perigoso. Por algum tempo, principalmente na etapa inicial, o Botafogo manteve a concentração e o controle do jogo, com Marco Antonio afiado pelo lado esquerdo. Já Ricardinho não conseguiu acompanhar o ritmo. Assim aconteceu também com o sistema defensivo, que não foi nada combativo quando a equipe da casa partiu para a reação no Raulino de Oliveira.

Com o empate e as substituições na reta final do segundo tempo, o Botafogo perdeu agressividade e, diferentemente do primeiro tempo, acertou poucas finalizações, situação que já vinha incomodando Chamusca. Incomoda também as dificuldades em sair nas transições e armar os contra-ataques. 

Em processo de construção, a equipe do Botafogo tem decisão na próxima quarta-feira, às 21h30, contra o ABC, no Frasqueirão. Momento de minimizar os erros e potencializar o que Chamusca viu e fez de melhor em seus dez jogos.

Fonte: ge

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