Análise: primeiro episódio do Botafogo de Ramón Díaz tem início promissor, mas final triste

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A esperança para o jogo contra o Bragantino não poderia ser maior: jogos dos concorrentes diretos permitiam a saída da zona de rebaixamento em caso de vitória, time teve mais de uma semana para treinar e a chegada de um novo treinador pôde chacoalhar os ânimos. Por mais que ainda seja o início do trabalho de Ramón Díaz e equipe à frente do Botafogo, a derrota por 2 a 1 traz muitas preocupações ao torcedor. 

Mas se o incômodo aumenta conforme as rodadas vão passando, ainda há algo no que os botafoguenses podem se apegar: os 30 minutos iniciais da derrota deixaram boa impressão. O domínio alvinegro foi tamanho que o adversário só conseguiu finalizar pela primeira vez aos 26 minutos, sendo que o Botafogo já havia finalizado sete vezes – a primeira, inclusive, com menos de 30 segundos de bola rolando. 

Jogadores do Botafogo ficaram desolados com a derrota em casa para o Bragantino — Foto: André Durão/ge

Jogadores do Botafogo ficaram desolados com a derrota em casa para o Bragantino — Foto: André Durão/ge

O grande problema é que o time não é consistente nas atuações dentro do jogo e ainda no primeiro tempo as coisas começavam a dar sinais de que iriam desandar. A partir daquela primeira finalização do Bragantino, vieram outras três, contra duas do Botafogo. E mesmo os gols saíram em um momento que não havia superioridade de um time sobre o outro, apesar de os paulistas mostrarem melhora. 

O segundo tempo veio para consolidar a superioridade que os visitantes começavam a esboçar. Ainda no número de finalizações, na segunda etapa foram sete para o Bragantino e três para o Botafogo, a única chance de perigo alvinegra foi em bola parada. Sem conseguir criar jogadas e ter a intensidade no jogo rápido com o gramado molhado no início do primeiro tempo, o time comandado na noite de segunda-feira por Emiliano Díaz pareceu nem ter trocado de treinador.

Os erros insistiam em aparecer em um meio de campo sem criatividade que não conseguia encontrar os espaços na defesa adversária. Com um Botafogo ineficiente, que pouco gerava chances reais, apareceu novamente a reclamação que é quase rotineira: arbitragem. Por mais que tenha sua parcela de culpa, o juiz não pode ser considerado como único responsável pelas derrotas alvinegras que fizeram com que o time acumulasse 20 pontos em 20 jogos. 

Resta ao Botafogo seguir em frente. Com uma semana de preparação e tendo a possibilidade de captar mais o que Ramón Díaz (mesmo à distância) pensa, o time corre contra o tempo para conquistar 23 pontos nas 18 partidas que restam. Para Emiliano Díaz, o jogo contra o Bragantino teve mais pontos positivos do que negativos. Caberá a ele fazer com que essa positividade fique mais harmoniosa no time e que apareça, de preferência, já contra o Fortaleza no próximo domingo, às 18h15 (de Brasília), no Nilton Santos.

Fonte: ge

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