Análise: sem tempo para mudanças, Botafogo precisa achar caminho do gol na Copa do Brasil

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O Botafogo deu o pontapé inicial na temporada de 2021 com praticamente os mesmos jogadores, menos de uma semana depois da última rodada do Brasileirão 2020. Sem tempo para grandes mudanças, o time tentou até com quatro atacantes em campo, mas manteve a dificuldade para marcar gols e vencer partidas que marcou os últimos meses. 

Ronald fez a estreia pelo Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Ronald fez a estreia pelo Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo 

Foram 60% de posse de bola e 17 finalizações, mas só quatro na direção da meta de Kléver. O time teve ao menos dois lances claros para abrir o placar, mas não conseguiu. Pelo contrário, passou perto de levar e poderia ter perdido não fosse a defesa heroica de Diego Loureiro, cara a cara, no segundo tempo. Nem mesmo o 4-2-4 lançado na reta final deu jeito.

Foi a estreia do novo técnico, Marcelo Chamusca. Que não pode ser cobrado pelo desempenho atual do time, já que deu o primeiro treino no último sábado, praticamente às vésperas do 0 a 0 com o Boavista. Acontece que faltam poucos dias para o mata-mata da Copa do Brasil, torneio que distribui premiações generosas a cada vitória. Passar pelo Moto Club-MA é importante para o ambiente e para os cofres alvinegros. 

Bota terminou o jogo com quatro atacantes, mas não saiu do zero — Foto: Thayuan Leiras

Bota terminou o jogo com quatro atacantes, mas não saiu do zero — Foto: Thayuan Leiras 

– Queríamos a vitória para começar com o pé direito. Estamos começando um novo ciclo, de reestruturação. Temos grandes objetivos. Fizemos um bom jogo, com organização boa, mas temos que nos organizar mais defensivamente. Vamos melhorar gradativamente para conseguir os objetivos – disse o zagueiro Kanu.

Números do jogo

  • 17 finalizações
  • 4 finalizações certas
  • 60% de posse de bola
  • 441 passes certos
  • 27 faltas sofridas

Caras novas com potencial

Após a partida, Chamusca disse que troca o pneu com o carro andando nesse início de trabalho. E o time, de fato, deu essa impressão. Ao mesmo tempo em que velhos problemas apareceram, sejam coletivos ou individuais, algumas caras novas dão a esperança de que podem render mais do que quem antecedeu na temporada que passou. 

Ênio deu trabalho à defesa do Boavista — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Ênio deu trabalho à defesa do Boavista — Foto: Vitor Silva/Botafogo 

São os casos de Ênio e Ronald, por exemplo. O primeiro foi titular, aberto na ponta esquerda, e fez boas jogadas. Chegou perto, mas não marcou um gol que poderia ter dado a vitória. Mostrou velocidade e agressividade. Assim como o novo reforço, que entrou na ponta direita no segundo tempo. Mesmo com a falta de ritmo de jogo, mostrou dinâmica. 

Correndo por fora, alguns garotos da base também se candidatam a subir de patamar no elenco. Como o lateral-esquerdo Hugo e os atacantes Matheus Nascimento e Rafael Navarro. Além de outras contratações que já chegaram ou estão perto disso. 

Velhos conhecidos desapontam

Por outro lado, velhos vícios herdados da última temporada continuam a atormentar. As falhas defensivas apareceram, mas não foram decisivas como em outros jogos. No pelotão de frente, a dificuldade para fazer gols continuam, como mostra os números. O que mantém o rendimento ruim de um time que saiu de 2020 com menos de um gol por jogo de média. 

Alguns jogadores voltaram a falhar ou fizeram partida discreta, como Kevin, Luiz Otavio e Matheus Babi. A indefinição desse início de ano contribui, já que não há garantia que muitos desses jogadores continuarão no elenco até o fim do ano. Luiz Otavio, por exemplo, tem contrato por apenas mais alguns meses. Assim como Bruno Nazário. Para outros nomes, o Bota busca interessados para fazer caixa e abrir espaço para nomes novos.

Fonte: ge

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