Após derrota do Botafogo para o Flamengo, Marcelo Chamusca alerta: “Vamos precisar evoluir”

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O Botafogo perdeu para o Flamengo por 2 a 0 nesta quarta-feira, no estádio Nilton Santos, em jogo válido pela quinta rodada da Taça Guanabara. Foi a primeira derrota da equipe alvinegra no Campeonato Carioca. Após a partida, o técnico Marcelo Chamusca afirmou que a equipe precisará evoluir na temporada. 

– Nosso primeiro tempo foi muito difícil. Além das dificuldades de construção, quando conseguíamos em alguns momentos roubar a bola e criar o contra-ataque, erramos muito no último passe, duas ou três situações interessantes que pecamos. Outro aspecto foi o mérito do Flamengo, que joga com a linha de quatro jogadores pressionando. Eles conseguiram fazer essa mecânica com excelência. Apesar disso, não sofremos tanto no aspecto defensivo. Vamos precisar evoluir, pois vamos enfrentar equipes com essa estratégia de pressionar em linha. 

Marcelo Chamusca, Botafogo — Foto: André Durão / ge

Marcelo Chamusca, Botafogo — Foto: André Durão / ge 

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Falhas de Marcelo Benevenuto

– Nós hoje tínhamos quatro opções para o setor, os dois que jogaram, o Gilvan e o Ewerton, que é um garoto da base. Com a ausência do Sousa e a não-regularização do Carli, a gente tem poucas opções para o setor. A gente vai analisar essa situação para o próximo jogo com calma. Não gosto de individualizar, pois no futebol a maioria das situações são coletivas. Não vamos inventar, nem expor nenhum jogador.

Como recuperar Benevenuto?

– Eu vou analisar o gol que sofremos. Falei anteriormente, a função do treinador é analisar a perfomance do atleta, o contexto de cada jogo e cada situação. Analisar o que a gente entende o que é melhor para o Botafogo. Se a gente entender que é melhor para o Botafogo começar com outra formatação, sem problema nenhum. A verdade é que neste momento, acabamos de receber o Gilvan. O Carli ainda não tem condição de jogar. O Sousa teve o problema do covid. A partir do momento que nós tivermos todos os jogadores à disposição, qualquer um deles poderá jogar. Tudo será decidido com boa análise e tranquilidade. Eu sou contra qualquer tipo de injustiça. Não podemos individualizar. Temos que ter calma. 

Análise do jogo e arbitragem

– No primeiro tempo enfrentamos uma equipe muito qualificada. Essa conversa de reserva, para mim, não tem muita base. Todos que entraram em campo têm condição de ser titulares. Tirando Bruno Viana e Hugo Moura, todos já estavam no clube. Eles jogam da mesma forma que a equipe titular. Jogadores extremamente qualificados. Não é por acaso que é o melhor ataque e líder da competição. Isso fez com que a gente tivesse muita dificuldade para enfrentar. No segundo tempo melhoramos muito com a entrada do Ronald e do Felipe Ferreira. Conseguimos equilibrar o jogo e criar duas possibilidades bem claras. Aí entra um lance que foi capital para a definição do jogo. Um cruzamento do lado esquerdo que o Babi recebe, gira, o Renê em momento nenhum toca na bola, derruba o Babi dentro da área e o pênalti não foi marcado. Na sequência da jogada o Kanu foi expulso. Fomos muito prejudicados nesse momento. O Flamengo foi superior ao Botafogo em boa parte do jogo, mas o árbitro influenciou no resultado. Teríamos um pênalti para cobrar e poderia mudar a história do jogo. O segundo gol, se forem analisar, o árbitro atrapalha o nosso jogador de interceptar, passando na frente do nosso jogador.

Nova regra de limite troca de treinadores no Brasileirão

– Eu acho que é um mecanismo muito interessante. Eu concordo e acho que a CBF deveria estender para a Série B também. É um mecanismo que, como se tem em relação aos atletas, já poderia ter sido utilizado há algum tempo. Eu concordo e acho muito interessante para a melhora do futebol. Já foram feitas pesquisas de que não adianta ficar mudando treinador. O treinador que chega não consegue ter o tempo necessário para mudar e dar padrão de jogo. Acho interessante e pode sim trazer uma melhora significativa no aspecto tático e financeiro das equipes. 

Preocupação com a atuação

– A minha preocupação e minha chateação é por termos perdido um clássico e jogo importante. O comportamento da equipe no primeiro tempo, claro que nos traz preocupação. Estamos num processo de construção ainda. Jogadores que foram contratados ainda nem puderam estrear ainda. É um início de trabalho onde gostaríamos de poder fazer com resultados positivos. Não conseguimos hoje. Foi a minha primeira derrota. Eu não isento a minha responsabilidade como treinador, nem a dos jogadores. Mas nós jogamos contra uma equipe extremamente qualificada, que soube em todos os momentos nos pressionar. Quando fizemos as substituições e ganhamos um poderio ofensivo melhor, tivemos a expulsão do Kanu, o que dificultou. Isso para nós vai servir como análise interessante do que vamos enfrentar, para que possamos evoluir. Sempre enaltecendo que estamos em um processo gradativo de reformulação.

Novamente Marcelo Benevenuto

– Eu acho que o Marcelo, se eu não me engano é o sexto jogo dele comigo. Nos quatro anteriores, com exceção do Vasco. E eu não sei se é justo colocar na culpa do atleta um lance que originou o escanteio. Não estou querendo defender o Marcelo, mas querendo ser justo. Nos quatro primeiros jogos não teve qualquer tipo de problema. Conversamos bastante e vemos nele algumas qualidades interessantes, principalmente no perfil da competição que vamos disputar. Sabemos que há um desgaste e temos esse cuidado. Em relação ao Marcelo é isso.

Fonte: ge

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