Autor do gol do título, Diego Gonçalves destaca boa fase pelo Botafogo: “Minha melhor temporada”

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O Botafogo alcançou o objetivo principal da temporada 2021 com duas rodadas de antecedência. Com o acesso à Série A garantido, após a vitória contra o Operário, a coroação da boa campanha veio contra o Brasil-RS, na 37ª rodada. Diego Gonçalves marcou o único gol da partida e garantiu o título para o clube carioca. Em entrevista ao ge, o atacante destacou o bom momento que viveu com a camisa alvinegra, e cravou ser o melhor da carreira.

– Sem dúvida foi minha melhor temporada. Terminei 2020 um pouco triste (rebaixado com o Figueirense), aí nesse ano, pelo Mirassol, comecei bem. Consegui dar continuidade aqui no Botafogo, fazendo gols, dando assistências, e ajudando meus companheiros. Consegui botar o Botafogo de volta na Série A fazendo o gol do título, e espero repetir mais e mais com essa camisa.

O gol de Diego Gonçalves foi o único da vitória contra o Brasil de Pelotas por 1 a 0. Aos 20 minutos do primeiro tempo, após cobrança de falta pelo lado esquerdo, Navarro tentou girar dentro da área, mas a bola sobrou para Diego, que bateu colocado e garantiu o título do Botafogo. O atacante comentou sobre a sensação de marcar o gol decisivo, enalteceu os companheiros de equipe e ressaltou a generosidade de Rafael Navarro.

– Fiquei muito feliz por ter feito o gol do título. A gente entra num jogo importante querendo fazer o gol, e eu fui premiado. Se não fossem meus companheiros para me ajudar no dia a dia, no jogo, eu não teria feito o gol. Até brinquei com o Navarro, que ele puxou para chutar, mas como me viu, deixou a bola. Agradecer aos meus companheiros por me ajudarem, mas fico feliz por ter feito o gol. Vai ficar marcado na história do Botafogo.

Para Diego Gonçalves, o gol marcado foi um dos mais importantes da carreira. Tão importante que vai até preparar um espaço especial em casa, no “museu privado”. A ideia é colocar lá todo o uniforme da partida e também a chuteira que deu a taça para o Botafogo.

Na reta final do Brasileiro, a torcida alvinegra retornou ao Nilton Santos. O apoio dos botafoguenses foi fundamental para que o clube tivesse uma boa campanha rumo ao acesso. Para Diego, o jogo contra o Operário foi o confronto que sintetizou a relação do time com os torcedores. A partida estava complicada, o Botafogo perdia por 1 a 0, mas o combustível para a virada veio da arquibancada. Mesmo com o time atrás no placar, os mais de 25 mil botafoguenses presentes cantaram o tempo todo, e os empurraram para a vitória.

A relação com o torcedor está mais próxima. Na última rodada contra o Guarani – que Diego não atuou – mais de 33 mil pessoas estavam presente no empate em 2 a 2. Do lado de fora, a torcida acompanhou o ônibus do clube, e fez uma festa linda para receber o time. Se o ano terminou com festa, o que esperar para 2022? Na opinião do camisa 11 o time tem que fazer basicamente a mesma coisa que o levou pra primeira divisão.

– Acho que vocês podem esperar um Botafogo como terminou a Série B, jogando para cima. Sabemos que a Série A é difícil, mas a força dos torcedores no estádio será muito importante para nós, para que a gente consiga bons resultados nos jogos. Quero pedir que nos apoiem sempre, que a gente consiga fazer uma boa Série A pra colocar o Botafogo numa posição que nos agrade. E não corra riscos de voltar à Série B. O lugar do Botafogo é na Série A, brigando por campeonatos.

Diego não fez parte da equipe que caiu na temporada passada, mas entende que a união do grupo será fundamental para que isso não volte a acontecer. Segundo ele é necessário que os atletas e comissão sejam amigos, para que a cooperatividade seja o símbolo do grupo, com um vestiário leve e amistoso. O atleta entende que a chegada de reforços deve combinar com esse ambiente, e considera Joel Carli como o mais brincalhão.

Por mais que não tenha participado da campanha ruim do time no Campeonato Carioca, Diego reconhece que houve problemas no início da formação da equipe. Mas, ao mesmo tempo, diz que Marcelo Chamusca tem créditos ao montar o elenco campeão da Série B. Sob o comando de Chamusca, ele relembrou os momentos de instabilidade, mas destacou o papel da diretoria e a chegada de Enderson Moreira como pontos-chave para a arrancada rumo ao acesso.

Diego destacou que a atuação de Eduardo Freeland foi determinante para que o grupo se fechasse. Após o episódio que Enderson Moreira discutiu com torcedores alvinegros no confronto contra o Avaí, o atleta contou que o diretor de futebol convocou uma reunião no vestiário, e junto com o treinador estabeleceram os objetivos, apararam as arestas e reafirmaram a necessidade de chegar ao acesso.

– Nós conversamos sim, tivemos uma reunião com Freeland e o professor, conversou com a gente que o nosso time era bom, e não podíamos deixar cair agora. Nós estávamos no G-4, e só dependia de nós. Disse que nosso grupo era bom, e aí a gente se fechou. Sabemos da nossa capacidade e que poderíamos chegar aonde chegamos.

Assim como o Botafogo, Diego também viveu momentos conturbados na temporada. Ele sofreu uma lesão no quadril em agosto, e desfalcou a equipe por quatro semanas. A volta foi complicada. Sob críticas, Diego valorizou a confiança do treinador Enderson Moreira, mas que durante todo o tempo de recuperação só pensou em trabalhar para ajudar os companheiros de equipe.

Não é segredo que o Botafogo precisará reforçar o elenco para o ano que vem. Diego Gonçalves também sabe disso e deixa o futuro nas mãos da diretoria e comissão técnica. As conversas sobre 2022 já acontecem, mas como a situação dele com o clube está resolvida pelo menos até o meio de 2023, o negócio agora é curtir as férias e voltar bem em janeiro.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

*Estagiário sob supervisão de Davi Barros.

Fonte: ge

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