Autuori homenageia Espinosa e destaca evolução de Luis Henrique no Botafogo: “Potencial incrível”

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O técnico do Botafogo, Paulo Autuori, abriu a entrevista coletiva, nesta noite de domingo no estádio Nilton Santos, com homenagem a Valdir Espinosa. A morte precoce do lendário treinador do título de 1989 e ex-gerente do clube comoveu toda a comunidade alvinegra.

Autuori dedicou a vitória por 2 a 1 contra o Boavista, vice-campeão da Taça Guanabara, ao amigo que se foi nessa semana. No campo, Bruno Nazário marcou no fim da partida. Antes, Alex Santana abriu o placar, em bonito chute de fora da área. Michel descontou, em falha de Gatito.

– Quero fazer homenagem a esse homem. Quero parabenizar a torcida, porque poucas vezes vi um minuto de silêncio de verdade. Isso demonstra respeito. Quero começar falando isso e dedicando a vitória a essa pessoa extraordinária que foi o Valdir Espinosa – disse o treinador do Botafogo.

Com os três pontos, o Alvinegro está empatado com o Flamengo na liderança do grupo A – o rival está na frente pelo saldo de três gols, contra um do Botafogo. Os dois se enfrentam no próximo sábado, no Maracanã, às 18h. Existe a expectativa de que a partida marque a estreia do japonês Honda. O técnico Paulo Autuori não confirmou a entrada do jogador estrangeiro.

O técnico destacou ainda a boa partida de Luis Henrique. O jovem de 18 anos fez duas grandes jogadas na partida. Uma em fim de cada tempo. A segunda serviu para Nazário determinar a vitória do Alvinegro, no fim da partida.

– O Luis Henrique tem um potencial incrível. É novo e tem potencial grande. Se não teve decisões certas no primeiro tempo, teve duas no segundo tempo que foram importantíssimas. O Navarro também, jogador jovem que fez um jogo muito intenso, principalmente quando a gente subiu a marcação.

Estreia de Honda?

Autuori foi cauteloso ao falar de Honda, mas disse que “tem que pensar nele para ajudar ao Botafogo o mais rápido possível”. Ele lembrou, porém, que ainda existe pendência burocrática para a regularização.

– A minha visão em termos de gestão do futebol é o todo. Não tem uma parte mais importante. Temos que ver a necessidade. Vontade pessoal em trabalho de equipe não existe. Vamos ter uma visão do todo. Ainda dependemos da parte jurídica, e um visto para um jogador japonês não é fácil. Vamos ver com calma. É um jogo interessante (Flamengo), mas não é nada de extraordinário. Temos que pensar no Honda para ajudar o Botafogo o mais rápido possível – disse o treinador.

O treinador também comentou os esforços do clube para reforçar a equipe, sem esquecer de ressaltar as dificuldades financeiras para concretizar as ações.

– Assim que eu cheguei disse que tenho o hábito de construir tudo em conjunto. Quando você toma ações isoladas, elas têm impacto nas outras áreas. É o caminho que estamos fazendo. O conselho gestor está focado em fazer um time forte e também pensando no futuro do clube. Estou muito satisfeito, porque o presidente e o conselho gestor estão atentos – afirmou.

“Houve sinais positivos”

Enquanto aguarda Honda, Autuori teve a estreia do equatoriano Cortez. Ele fez um gol anulado e perdeu uma chance no primeiro tempo. Para o treinador, processo natural de adaptação física.

– O Cortez foi bem, é um jogador que chegou fora de forma. Situação como aquelas que ele perdeu, no treino ele fez várias. Agora, acabou não concluindo bem. Pelo que vimos no treinamento, ele impressionou. É um jogador jovem e com potencial – comentou o técnico do Botafogo.

– Já vi jogadores com um ano de clube e perdido em campo, isso é normal. Fez coisas positivas. Quero dar parabéns pela construção do primeiro gol, que foi bem feita. O Cortez, mesmo dentro das limitações, teve uma estreia dentro daquilo que nós esperávamos.

No primeiro tempo, o Botafogo teve mais chances de gol, disse Autuori. Mas, sem fazer, deu a oportunidade do Boavista reagir na segunda etapa. O time tinha condições de abrir maior vantagem na primeira etapa, opinou o técnico do Alvinegro.

– Nós, como equipe, temos nossas dificuldades. Não tenho pretensão de dizer que temos que fazer isso ou aquilo. As nossas deficiências não são novidades, mas houve sinais positivos. A equipe foi agressiva, fez um primeiro tempo que poderia ter liquidado o jogo. Pelo menos três chances claras de gol. Depois, sofremos um gol que não era esperado. Foi importante confiar, não desistir, fomos brindados por esse gol no final do jogo.

– Não perdemos hábitos de jogos que temos que mudar para sermos mais efetivos no jogo. Principalmente na posse de bola no campo do adversário. Não podemos ter uma posse inútil, que não machuque o adversário.

Fonte: GE

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