Autuori releva vaias contra o Botafogo e despista sobre onde usar Honda: “Ainda não tenho essa resposta”

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Depois do apito final que decretou a vitória do Botafogo por 1 a 0 em cima do Paraná, os donos da casa escutaram vaias. Principalmente por causa do fraco desempenho da equipe alvinegra no segundo tempo. Em entrevista coletiva logo depois da partida, o técnico Paulo Autuori relevou a questão e exaltou que houve virtudes no time comandado por ele.

– Quando a ferramenta preferencial de alguém é o martelo, é porque os problemas são só pregos. Aqueles que sabem o que é uma trajetória de uma equipe, para que não haja retrocessos, tem que entender uma coisa: a gente repetiu coisas boas do jogo contra o Flamengo. E acrescentamos algo diferente.

– Temos carências no momento de criar o jogo. Mas temos que ir por esse caminho, não podemos lamentar. Temos que arranjar soluções diferentes dentro das características dos jogadores. Três dias depois de outro jogo, repetimos alguns comportamentos. A equipe está começando a adquirir coisas que vão melhorar passo a passo.

Para a próxima partida do Botafogo, Paulo Autuori provavelmente terá Keisuke Honda à disposição. O japonês sofreu com uma gripe no último fim de semana passado e não enfrentou o Paraná nesta terça. Por isso, a expectativa é de que a principal contratação alvinegra entre em campo diante do Bangu no próximo domingo. Porém, o treinador ainda tem certeza de como escalar o japonês.

– Ainda não tenho essa resposta, mas espero ter nos próximos dias. Luiz Fernando fez um ótimo jogo, assim como fez na última partida. Temos o Luis pela esquerda, o Rhuan voltando… São alternativas que nós temos. Podemos até começar o jogo de uma maneira e terminar de outra. Isso é bom para mim, me permite ter soluções diferentes.

O Botafogo volta a treinar nesta quarta-feira, de olho na terceira rodada da Taça Rio, contra o Bangu, domingo, às 16h (de Brasília), no Nilton Santos. Pela Copa do Brasil, o jogo de volta contra o Paraná está marcado para a quarta seguinte, dia 18, às 19h15, no Durival Britto. Até um empate garante o Glorioso na próxima fase.

Críticas sobre condicionamento físico

– O que houve de diferente do jogo de hoje em relação ao do Flamengo: agredimos sem bola, pressionamos mais alto… Isso, lógico, dá uma exigência maior em termos de desgaste. Até conseguirmos resistir mais a altas intensidades. Estamos tentando, passo a passo, ir ao encontro disso. É algo a ser construído. Falar de parte física é uma análise isolada. Não acredito em falar apenas da parte física ou parte tática… O mental e o emocional também têm muita influência.

– O calendário é uma realidade, não pode ser usado como bengala. O calendário é ridículo, sempre falei. Mas, quando você ganha, deixa de falar. Se ficarmos falando sempre nessa situação… Hoje, a equipe se comportou melhor, mas teve uma exigência diferente. Estamos mais agressivos, subimos mais a marcação, tentamos jogar mais com passes verticais. Tudo isso exige um esforço maior.

Estreia de Honda

– Sei a cabeça do Honda e do japonês em geral. Vai entrar um jogador com característica diferente. E que vai acrescentar muito no nosso jogo de criação, mais agudo. O Honda sempre joga para frente. Quando domina, já prepara o corpo para fazer essa bola entrar. E vamos precisar de movimento dos atacantes.

Caio Alexandre

– Caio deu uma fluidez no meio de campo, mas ainda tem alguns hábitos que não mudam de um dia para o outro. Nós, que estamos dentro, temos que ter tranquilidade para entender. Não fechando os olhos para as carências, mas estamos trabalhando para melhorar os mecanismos de todo o time. Estamos construindo algo interessante para o futuro. Vamos oscilar, o que é normal, só não podemos ter quedas radicais.

Possibilidade de poupar contra o Bangu?

– Não penso em tirar oito ou nove jogadores por causa de outra competição. Pretendo refrescar os setores quando tivermos uma sequência de jogos aguda. Mudar radicalmente eu não estou acostumado, não gosto. Não acho que é esse o caminho. Não penso em apenas um jogo, penso em construir um trabalho, para, no final, deixar algo sólido. Vou sempre pensar que o jogo seguinte é importante para construir uma equipe. Até porque temos o Brasileiro pela frente e precisamos de uma equipe que nos dê o mínimo de garantia em termos competitivos.

Como melhorar o aproveitamento no ataque

– Falo sempre para os jogadores que temos uma estratégia coletiva, mas eles precisam ter uma estratégia individual. Temos que proporcionar para que o cara tenha mais de uma possibilidade, e aí a decisão é responsabilidade dele. Com as carências que temos, precisamos ser mais eficazes.

Fonte: GE

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