Base do Botafogo inicia 2021 com CT “próprio” e relação mais estreita com profissional

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A base do Botafogo começou a temporada 2021 com o sonho do centro de treinamentos parcialmente alcançado. Apesar de o CT próprio em Vargem Grande ainda estar longe de ser terminado, a diretoria alvinegra fechou acordo para a utilização do Cefat, em Niterói, até o fim de 2022. Uma vitória em prol do processo de integração das categorias inferiores.

Outro ponto comemorado foi a contratação de Eduardo Freeland para diretor de futebol do Botafogo. O dirigente, com passagens pela base alvinegra, é enxergado como um facilitador para a relação dos garotos com o time profissional. 

– Com o CT, a integração é maior, tem a possibilidade de colocar meninos mais novos para treinaram com os mais velhos, fazer isso nas categorias sub-14 com sub-15, sub-15 com sub-17 e assim até com a sub-20. Essa vivência entre eles, de estarem no mesmo local, é muito importante para o amadurecimento de cada categoria – afirmou o gerente geral da base, Tiano Gomes, em entrevista ao ge

– A chegada do Freeland aqui no clube para a gente foi excelente, é um profissional que já conhece a base do Botafogo, já conhece o funcionamento da base, então aproximou ainda mais, apesar de a gente já ter uma integração muito boa, mas é bom esse entendimento maior e a curto prazo – completou o dirigente. 

Fator positivo também é a participação do time sub-20 na Copa do Brasil da categoria. Nesta terça-feira, às 15h, o Botafogo vai medir forças com o Floresta-CE por vaga na semifinal. O time do técnico Ricardo Resende passou pelo Castelo-TO com goleada histórica na primeira fase e deixou para trás o São José-RS nas oitavas de final.

Mas, entre as notícias positivas, a base também sofrerá com os cortes ao longo da temporada. No papo com o ge, Tiano Gomes comentou a queda no orçamento do clube, que disputará a Série B em 2021, e o planejamento pensado para as categorias menores, que hoje são muito aproveitadas no profissional. Além dos garotos com vaga no time de Marcelo Chamusca, o Botafogo conseguiu fazer dinheiro com a venda de crias de General Severiano no último ano. 

Entre os problemas enfrentados está a queda nos recursos destinados à base. O balanço financeiro divulgado pelo clube em abril aponta que o investimento caiu R$ 3,5 milhões de um ano para o outro. Se o custo de atletas em formação foi de quase R$ 5,4 milhões em 2019, o número caiu para quase R$ 1,9 milhão em 2020. 

Recurso investido pelo Botafogo na formação de atletas — Foto: Reprodução

Recurso investido pelo Botafogo na formação de atletas — Foto: Reprodução 

Além da Copa do Brasil Sub-20, o Botafogo também disputa o Campeonato Carioca da categoria. A estreia foi no último sábado, com derrota para o Flamengo. No dia 26 de maio, vai receber a Portuguesa, pela segunda rodada. O time sub-17, por sua vez, iniciou a temporada em maio com o Campeonato Brasileiro – o próximo compromisso é na sexta-feira, contra o São Paulo, no Cefat. 

Com Matheus Nascimento, a principal joia, já integrado à equipe profissional, os olhares na base se voltam para outros dois talentos alvinegros: o volante Kauê e o atacante Jhonnata, ambos de 17 anos, já assinaram contrato profissional e compõem o elenco do sub-20.

Bate-bola com Tiano Gomes:

Como a queda para a Série B vai afetar o investimento na base?

– Não era a expectativa do clube ter essa queda para a Série B. A receita é um valor considerável, mas a princípio a gente mantém o investimento, mantém os gastos, acho que até pensando no futuro do Botafogo, claro que com alguns cortes e ajustes que o clube vem fazendo em todos os setores para que a gente possa, o mais rápido possível e com certeza com o acesso à Série A, se estruturar da melhor forma e seguir um caminho de grandes vitórias. 

No início do mês, o clube informou um processo de reformulação interna com mais de 90 demissões. A base foi afetada? 

– Especificamente da parte técnica a gente não teve nenhuma perda, mas a base não funciona sozinha, existem outros departamentos do clube que nos dão todo o suporte e ocorreram sim alguns desligamentos, mas com certeza pensando num bem maior da instituição para que a gente possa, de maneira organizada e estruturada, se desenvolver e ter uma organização inicial para que a coisa volte a entrar nos trilhos e a gente possa seguir rumo ao que se quer, que é principalmente voltar à série A e se reestruturar.

– Os cortes foram feitos a nível principalmente financeiro para que a gente possa dar um passo atrás e se organizar. A expectativa é que não tenha mais nenhum tipo de corte e que a gente possa, dentro do que a gente tem hoje no quadro de trabalho do Botafogo, se reestruturar, trabalhar muito firme, cada um se desdobrar nas suas funções para seguir o objetivo sempre, que é evolução, reestruturação e que o Botafogo siga como o clube grande que é. 

Qual o planejamento feito para a base em 2021? Quais resultados se espera alcançar?

– Nossa expectativa é boa em relação aos campeonatos nacionais e campeonatos estaduais. Ano passado a gente já teve um bom desempenho no sub-20 a partir da metade do Brasileiro, a gente chegou quase a classificar, o que foi importante. O Brasileiro Sub-17 já se iniciou, a gente tem uma expectativa boa mesmo tendo atletas já em categorias superiores, que já estão performando na categoria acima. 

Atual diretor de futebol do Botafogo, Eduardo Freeland já passou pela base do clube — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Atual diretor de futebol do Botafogo, Eduardo Freeland já passou pela base do clube — Foto: Vitor Silva/Botafogo 

Como está o processo de integração com o profissional agora com o técnico Marcelo Chamusca e com o diretor de futebol Eduardo Freeland, que já passou pela base do Botafogo?

– A chegada do Freeland aqui no clube para a gente foi excelente, é um profissional que já conhece a base do Botafogo, já conhece o funcionamento da base, então aproximou ainda mais, apesar de a gente já ter uma integração muito boa, mas é bom esse entendimento maior e a curto prazo. O Freeland já trabalhou na nossa base e tem isso de entender todas as nossas dificuldades, entender as coisas que a gente precisa, isso nos aproximou e facilita muito, principalmente, o trabalho da categoria sub-20. 

– A utilização dos garotos da base do Botafogo está sendo recorrente aqui devido à performance que eles vêm tendo, não só jogando, mas com algumas vendas, a gente teve ano passado a do Luis Henrique, esse ano a do Caio Alexandre, muitas propostas circulando relacionadas à procura de atletas do clube. Os atletas do sub-20 têm vindo muito treinar no profissional, o Chamusca e o Freeland cada vez mais conhecendo os meninos e oportunizando. 

“A gente, é claro, quer ganhar os jogos na categoria de base, a gente quer ser campeão do sub-17, do sub-20, mas entregar jogador para o profissional pode até parecer ruim, mas internamente esses são os títulos que a categoria de base tem, esses jogadores jogando em cima”.



Em 2021, o técnico Marcelo Chamusca já utilizou 11 jogadores da base no time principal do Botafogo. No último domingo, contra o Vasco, sete crias do clube entraram em campo no Nilton Santos.

Matheus Nascimento, de 17 anos, é hoje o principal ativo do Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Matheus Nascimento, de 17 anos, é hoje o principal ativo do Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo 

Recentemente, o ge noticiou que o Botafogo recusou uma proposta de quase 150 milhões de reais por Matheus Nascimento. Você tem acompanhado o trabalho feito com o atacante? Acredita que ele poderá entregar mais ainda esse ano? Matheus pode voltar a atuar pela base?

– O Matheus como qualquer outro jogador do Botafogo é do Botafogo, ele não é do profissional ou da base. A partir do momento que se achar interessante qualquer jogador jogar no sub-20, isso vai ser conversado para ver se vai ser interessante ou não nesse momento, sempre pensando no desenvolvimento do atleta, na melhor performance dele, e nunca pensando em querer aumentar ativo ou diminuir ativo. O ativo é o jogador jogar bem e ter desempenho, isso é o principal para a gente. 

– Se a proposta foi recusada é porque no momento tivemos conversas internas e não achamos por bem ter esse negócio do Matheus, mas a gente sabe que por tudo que ele já apresentou, tudo que ele vem fazendo e pelo menino que ele é, a tendência é que as propostas apareçam mais e aí, em certo momento, o Botafogo vai decidir o melhor. Mas a perspectiva é que ele jogue aqui no nosso profissional, leve o time à Série A do Brasileiro e possa performar junto com a gente. Acho que o Matheus tem tudo para se firmar o quanto antes no profissional e seguir a carreira dele. 

Além do Matheus, outro jovem bastante promissor é o volante Kauê, que tem participado de treinos no profissional. Ele também pode ser integrado nesta temporada?

– O Kauê é um expoente da nossa base, convocado para a seleção brasileira, campeão sul-americano, é um atleta que vem servindo ao sub-20. Temos que lembrar que Kauê e Matheus são sub-17. Mas o Kauê vem integrando a equipe sub-20 e atuando também muito bem, ele treina no profissional assim como todos os outros do sub-20, vem aqui e o Chamusca analisa. Ele tem uma repercussão maior devido a tudo que ele mesmo construiu nas categorias menores. 

Fonte: ge

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