Botafogo chega a terceiro rebaixamento. Relembre as outras quedas

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Rebaixado matematicamente, o Botafogo amarga a sua terceira queda à Série B em menos de 20 anos. Em comum nas três, a troca de diretoria, o planejamento equivocado com muitas contratações e, principalmente, a grave crise financeira. Lições que mais uma vez não foram levadas em consideração. Ainda assim, os outros dois rebaixamentos tiveram suas características específicas.

A queda em 2002

A primeira vez que a torcida do Botafogo lamentou a ida para a Série B foi em 2002, último Campeonato Brasileiro antes da Era dos Pontos Corridos. Aquela campanha tem outros paralelos como a desta temporada. Um deles é o desempenho pífia. Foram apenas seis vitórias em 26 partidas (sobre Figueirense, Gama, Bahia, Ponte Preta, Paysandu e Corinthians), com sete empates e 12 derrotas, além de 24 gols marcados e 39 sofridos.

Não à toa, o Glorioso foi o lanterna da competição. E, assim como na temporada de 2020, teve a troca de técnicos como uma constância. Foram quatro em todo 2002: Arthur Bernardes, depois Abel Braga e Ivo Wortmann. Por último, Carlos Alberto Torres assumiu a três rodadas do fim, mas não conseguiu salvar o clube.

Aquele Botafogo contou ao longo da temporada com nomes experientes como Carlos Germano, Odvan, Sandro e tinha algumas apostas como Almir. Entretanto, nunca deu liga e protagonizou alguns resultados desanimadores, como a goleada por 4 a 0 para o Juventude em pleno Maracanã. Fora de campo, os já conhecidos problemas financeiros, como salários atrasados e a mudança de presidente, com o fim da conturbada gestão de Mauro Ney Palmeira (Bebeto de Freitas assumiu em 2003). Além disso, houve protestos violentos dos torcedores, que chegaram a jogar bombas no gramado no fatídico jogo do rebaixamento.

Para jogar a pá de cal na triste campanha, o Botafogo foi rebaixado em casa, no Caio Martins. Naquele 17 de novembro, perdeu para os reservas do São Paulo, com um gol de Dill, que não marcava há mais de dois anos. O time que jogou foi: Carlos Germano; Márcio Gomes (Rodrigão), Gilmar, Sandro e Rodrigo Fernandes; Carlos Alberto, Almir, Lúcio e Esquerdinha (Camacho); Daniel (Geraldo) e Ademílson.

A segunda vez, em 2014

O outro rebaixamento do Botafogo está mais fresco na memória dos torcedores. Se não foi tão traumático como o de 2002, talvez tenha sido o mais frustrante. Afinal, a temporada começou prometendo com a disputa da Libertadores. Entretanto, a esperança se desfez logo no início do ano, quando a diretoria de Mauricio Assumpção (também em seu último ano) apostou no inexperiente Eduardo Húngaro para comandar a equipe no lugar de Oswaldo de Oliveira, que não renovou.

Como resultado, o Botafogo foi rebaixado na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro e terminou a edição de 2014 com apenas nove vitórias, seis empates e 22 derrotas, em penúltimo lugar. Na temporada, foram apenas 17 triunfos em 64 jogos, lembrando muito 2020. O ídolo Jefferson foi um dos poucos destaques do time, que ainda teve Junior Cesar, Airton, André Bahia. Sem falar em Emerson Sheik, Bolivar, Edilson e Julio Cesar, que tiveram o contrato rescindido na reta final.

No jogo do rebaixamento, pela 37ª rodada, o Botafogo perdeu por 2 a 0 para o Santos na Vila Belmiro. O time que entrou em campo foi: Jefferson; Régis, Dankler, André Bahia e Junior César; Airton, Gabriel, Andreazzi (Murilo) e Ronny (Gegê); Yuri Mamute e Bruno Corrêa (Maikon).

Fonte: O Dia

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