Botafogo defende reformulação e coloca em xeque esportes “que não sejam autossustentáveis”

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Interna e externamente, o Botafogo prepara o terreno para a a reformulação que a nova diretoria pretende colocar em prática. Com a contratação do novo CEO, o clube já fez os primeiros cálculos para a temporada desafiante de 2021 e projeta decisões difíceis para cumprir o orçamento. 

Em nota, o Bota defendeu as medidas na direção do profissionalismo da gestão e antecipou que fará cortes para diminuir despesas. Citou, inclusive, o risco de encerrar modalidades esportivas “que não sejam autossustentáveis”. Os únicos garantidos são o futebol e o remo, obrigações registradas no estatuto. 

Na última semana, o ge antecipou números que o clube projeta para a temporada. Os cálculos apontam para queda de receitas em comparação com 2020 e um prejuízo de R$ 20 milhões. Entre as contas está o gasto menor com esportes olímpicos, além de outros cortes. 

Novo presidente promete clube profissional — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Novo presidente promete clube profissional — Foto: Vitor Silva/Botafogo 

Leia a nota na íntegra

“O Botafogo está trilhando, em 2021, um caminho sólido de alinhamento às melhores práticas de Governança Corporativa para reposicionar a marca, resgatar a autoestima do torcedor, equilibrar as finanças e garantir a mais alta competitividade esportiva dentro de uma nova realidade. Na esteira deste propósito, é imperioso salientar que são necessárias mudanças firmes no modelo de gestão atual, invariavelmente acompanhadas por rupturas na cultura interna e na dinâmica do processo decisório.

O movimento de profissionalização nos clubes é irreversível. Tendo como referências instituições esportivas que reconhecidamente obtiveram sucesso no cenário nacional e internacional, o Botafogo está desenvolvendo uma nova forma de gestão, rompendo com seus próprios paradigmas. Há um esgotamento no atual modelo, marcado por decisões por impulsos, emoções e investimentos sem pragmatismo, que impactaram frontalmente nos resultados dentro e fora de campo. A bola não entra por acaso. 

Está em curso uma reformulação administrativa, econômico-financeira e organizacional do Botafogo. Nesta fase inicial, o Presidente Durcesio Mello e o CEO Jorge Braga estão imersos na avaliação interna da estrutura funcional — incluindo uma análise sobre o potencial de performance do profissionais e necessidades — e no desenvolvimento do plano estratégico, balizados por uma abordagem espartana e conscienciosa.

O Projeto de Orçamento e todas as demais despesas estão sendo revisados considerando o princípio do orçamento base zero e precisarão ser readequados a novos parâmetros, coerentes à política de austeridade que entrará em vigor. Baseado nesta premissa, cabe informar que está sendo reavaliada a continuidade de modalidades esportivas e outras atividades que não sejam autossustentáveis.

Ao longo desse processo, é importante que o torcedor entenda que os efeitos esperados pelas novas medidas não virão em sua maioria no curto prazo, embora seja absolutamente compreensível a ânsia por títulos e resultados imediatos.

O Botafogo irá atravessar um período de necessárias transformações para retomar a sua pujança institucional e esportiva. Com responsabilidade, transparência, gestão e saneamento financeiro — o que permitirá ao Clube resgatar sua credibilidade e valorizar seus ativos aos investidores — a instituição se tornará mais atraente.”

Fonte: Botafogo

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