Botafogo encara ex-parceira Portuguesa em volta a local que já foi sua casa

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O confronto entre Portuguesa-RJ e Botafogo, na noite de hoje (1º), às 21h30, pela última rodada da Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca, marca o retorno do Alvinegro ao estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, local que já chamou de casa em um passado nem tão distante. A parceria entre o Glorioso e a Lusa, porém, não terminou da melhor forma.

O jogo acontece ainda em meio a uma polêmica na relação entre os clubes, com as declarações do técnico Paulo Autuori, na última segunda-feira (29). Ao criticar o retorno do Estadual, o treinador alvinegro lembrou que uma das justificativas era a questão financeira das instituições de menor investimento, mas ressaltou a recente instalação de refletores no Luso-Brasileiro. A Lusa rebateu em nota oficial.

Em 2016, com o estádio Nilton Santos à disposição da organização dos Jogos Olímpicos, que teve a cidade do Rio de Janeiro como sede, o Glorioso fechou uma parceria com a Portuguesa para a utilização do Luso-Brasileiro. Com um investimento de mais de R$ 12 milhões, o clube fez reformas no local e o transformou na “Arena Botafogo“.

Em campo, o desempenho foi bom e a equipe de General Severiano terminou a edição do Campeonato Brasileiro daquele ano na quinta colocação, se classificando para a Libertadores de 2017. Porém, fora das quatro linhas, a parceria quase virou caso de polícia.

Botafogo já indicava que o vínculo não seria renovado para a temporada seguinte, uma vez que o Nilton Santos poderia ser novamente usado sem restrições. Na reta final da união, a Portuguesa firmou contrato com o Flamengo.

No fim do ano, o Alvinegro, então, retirou algumas instalações colocadas no Luso-Brasileiro, o que gerou reclamações públicas da diretoria da Lusa. Um dos pontos que mais gerou polêmica foi a escavação feita para a remoção de quatro bases de concreto que serviam para sustentar os refletores ao redor do gramado. A Portuguesa chegou a procurar a 37ª DP, na Ilha do Governador, mas, à época, não levou a questão à frente.

Um outro ponto também era que havia a promessa de o Botafogo emprestar três jogadores à Portuguesa, mas acabou cedendo apenas um e teve de pagar mais uma quantia.

Em meio à confusão, o Botafogo emitiu uma nota oficial na qual afirmava que “cumpriu todas as suas obrigações celebradas em contrato” e que “dentre outras melhorias, deixa como legado à Associação Atlética Portuguesa a realização de obras de canalização de águas pluviais estimadas em mais de R$ 2 milhões, bem como a drenagem e irrigação do campo, antes inexistentes e agora incorporadas ao patrimônio do referido clube, além da reforma dos vestiários e da Sala de Imprensa”, divulgou à época.

No ano seguinte, com um investimento de cerca de R$ 15 milhões, o Flamengo fez no local a “Ilha do Urubu”. Em fevereiro de 2018, porém, duas torres de iluminação caíram durante um forte temporal. O acidente, somado ao fato de o Rubro-Negro já ter à disposição o Maracanã, fez com que o contrato fosse encerrado em julho.

Como a queda das torres gerou perdas financeiras à Portuguesa, o clube da Ilha acionou o Fla judicialmente. As peças ainda estão em um espaço do estádio até hoje à espera da remoção. O acidente, inclusive, fez com que o Luso-Brasileiro ficasse interditado até dezembro do ano passado, quando voltou a ser utilizado, em vitória da Portuguesa por 2 a 0 sobre o Americano.

Polêmica com Autuori

A relação entre Botafogo e Portuguesa-RJ ganhou um novo capítulo na última segunda-feira. Em entrevista ao “Bem, Amigos”, do SporTV, o técnico Paulo Autuori fez insinuações quanto à recente instalação de refletores no Luso-Brasileiro. O clube da Ilha do Governador, por sua vez, rebateu o treinador alvinegro e, em nota oficial, chegou a lembrar a parceria entre os clubes.

“Sobre a instalação das torres de iluminação do estádio Luso-Brasileiro, que, em 2016, serviu como a casa do Botafogo, atual clube do treinador Paulo Autuori e impulsionou a ida da equipe para a Libertadores do ano seguinte, afirmamos que colocamos com recursos próprios. Dizemos isso com muito orgulho, afinal faz parte do processo de crescimento da Portuguesa-RJ, que está na elite do futebol carioca há cinco anos, e disputa constantemente campeonatos nacionais, como o próprio Brasileirão Série D”, disse a Lusa, em trecho da nota.

FICHA TÉCNICA:

PORTUGUESA x BOTAFOGO

Local: Luso Brasileiro, Rio de Janeiro (RJ)
Data/Hora: 1º de julho de 2020 (quarta-feira), às 21h30 (Horário de Brasília)
Árbitro: Rafael Martins de Sá (RJ)
Auxiliares: Silbert Faria Sisquim (RJ) e Thiago Rosa de Oliveira Esposito (RJ)

PORTUGUESA: Milton Raphael; Luis Gustavo, Dilsinho, Diego Guerra, Mauro Gabriel; Muniz, Henrique, Romarinho; Chay, Adriano, André Silva (Matheus Pimenta). Técnico: Rogério Corrêa

BOTAFOGO: Diego Cavalieri; Marcelo Benevenuto, Cícero, Ruan Renato; Luiz Fernando, Caio Alexandre (Alex Santana), Keisuke Honda, Danilo Barcelos; Bruno Nazário, Pedro Raul, Luis Henrique. Técnico: Paulo Autuori

Fonte: UOL

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