Botafogo ensaia bom jogo, mas é afobado no ataque e não tem eficiência contra o Fortaleza

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Tanto contra o Bragantino quanto contra o Fortaleza, o Botafogo esbarrou na vitória, mas foi frustrado pela falta de eficiência. Só que no 0 a 0 do último domingo, no Castelão, o resultado passou mais perto de ser construído do que encontrado em meio à superioridade do rival.

O time de Paulo Autuori ensaiou uma boa atuação no Castelão, principalmente no primeiro tempo, mas acumulou decisões erradas no ataque e não teve eficiência para aproveitar os espaços que a defesa do Leão deu, sobretudo pelos lados do campo.

O Bota saiu de campo com 15 finalizações, mas não exigiu do goleiro Felipe Alves nenhuma defesa considerada difícil pelo scout do Grupo Globo.

No primeiro tempo, a equipe equilibrou em posse de bola com o Fortaleza e tinha mais facilidade ao romper as primeiras linhas de marcação, mas as condições para finalizar não foram boas na maioria das jogadas. Nas melhores chances, a pontaria deixou a desejar, como aconteceu com Matheus Babi, Guilherme Santos e Marcelo Benevenuto.

– Temos que trabalhar isso para resultar mais em gol. O Campeonato Brasileiro é difícil. É importante pontuar fora de casa, mas temos que ganhar quando tivermos chances. É um bom início, mas temos que melhorar – cobrou o lateral-esquerdo Victor Luis.

Babi não foi o pior na partida, mas serve de exemplo para a afobação geral do time alvinegro. Sozinho, o atacante tentou quatro finalizações, só que exigiu apenas uma defesa do goleiro adversário, sem dificuldades. O atacante criou ao menos duas chances claras, mas não teve a mesma pontaria da rodada de estreia, quando marcou contra o Bragantino.

– Gostei da postura competitiva. Hoje, estivemos melhor. A equipe tentou jogar, com bola no chão e ideias. Na ponta final, na hora de decidir e preparar uma jogada mais clara de gol, cometemos o erro. As decisões não foram as mais adequadas, mas a equipe finalizou bastante – analisou o técnico Paulo Autuori.

Luis Henrique, Honda e Marcelo Benevenuto tiveram atuações aprovadas. Caio Alexandre, Matheus Babi e Bruno Nazário deixaram a desejar.

No primeiro tempo, o Botafogo mostrou fôlego para marcar o Fortaleza bem próximo da própria área e incomodar o adversário com ataques rápidos. Quando o time da casa tentou pressionar, os jogadores tiveram mobilidade e paciência para sair do sufoco com a bola no pé.

Cenário que não se repetiu no segundo tempo, quando o mandante teve as melhores chances e terminou com quase 60% de posse de bola. Uma das principais armas ofensivas, Luis Henrique sofreu ao ter que marcar o lado mais forte do ataque adversário e foi substituído. Na outra ponta, Guilherme Santos ainda tenta se adaptar ao novo posto na linha de frente.

O Botafogo mostra um trabalho a seguir, mas os jogadores importantes que chegam no meio do processo e os jovens com pouca experiência podem atrasar a evolução em tempo satisfatório. Enquanto isso, pontos importantes podem ficar no meio do caminho.

Fonte: GE

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