Botafogo ganha confiança com Gilvan e aumenta média de idade da defesa

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Se em 2020 o Botafogo passou boa parte da temporada com a dupla de zaga mais jovem entre os 20 clubes do Campeonato Brasileiro, em 2021 o time alvinegro aumentou a média de idade do setor e ganhou confiança com a chegada de Gilvan, de 31 anos. 

Mais do que experiência e segurança, o defensor assumiu papel de líder mesmo com pouco tempo de clube e aparece como referência para o elenco dentro e fora de campo. Dentro das quatro linhas, Gilvan já vestiu a braçadeira de capitão, enquanto, nos bastidores, o zagueiro usou a palavra para motivar os colegas antes e durante os jogos. 

A liderança é bem-vinda após uma temporada em que o Botafogo sofreu com a falta de referências no vestiário. O currículo de Gilvan também pode ser fundamental para o principal objetivo da temporada, o acesso à Série A do Brasileirão. O defensor já disputou cinco edições da Série B e conseguiu dois acessos, com Ponte Preta e Atlético-GO. 

O zagueiro entrou na mira do clube bem antes da chegada do técnico Marcelo Chamusca. Ele havia trabalhado com Eduardo Barroca, ex-treinador do Bota, e tinha boa recomendação do antigo professor.

Agora, Gilvan divide a zaga com outro jogador que desponta como referência do Botafogo, apesar de sete anos mais jovem. Aos 24 anos, Kanu é titular absoluto e um dos principais ativos do clube. Além de exemplo para os garotos que buscam espaço na equipe, o zagueiro chama a responsabilidade nas entrevistas e também na relação com os torcedores quando necessário. 

O jovem viveu história de superação no Botafogo para ultrapassar o próprio amigo e atleta da mesma geração, Marcelo Benevenuto. Depois de participar de um jogo pelo profissional em 2018, Kanu foi emprestado à Cabofriense na temporada seguinte para a disputa do Campeonato Carioca, mas não atuou em nenhum confronto. Em 2019, disputou apenas três partidas com a camisa alvinegra e mudou radicalmente os hábitos para ser protagonista em 2020.

Terminou a temporada em alta, como uma das poucas boas notícias do time rebaixado para a segunda divisão nacional. Do outro lado, Marcelo cometeu erros fora de campo, apresentou queda de rendimento, e o Bota entendeu que o melhor para o parceiro de Kanu era procurar novos ares. Ele foi para o Fortaleza após sete jogos pelo clube de General Severiano nesta temporada. 

Kanu só ficou fora de um jogo do Botafogo em 2021: o zagueiro cumpriu suspensão diante do Nova Iguaçu depois de ter sido expulso no clássico contra o Flamengo. Gilvan foi titular nas últimas seis partidas. 

Os zagueiros do Botafogo em 2021:

  • Kanu: 11 jogos (todos como titular)
  • Gilvan: oito jogos (seis como titular) e um gol
  • Marcelo Benevenuto: sete jogos (todos como titular) 
  • David Sousa: três jogos (dois como titular)
  • Joel Carli: ainda aguarda chance com Chamusca

A dupla Gilvan e Kanu engrenou nos últimos confrontos do Botafogo e está no caminho do total entrosamento, mas não é certo que a parceria dure até o fim da Série B. O jovem, cria da base alvinegra, já teve duas propostas para deixar o Rio: uma do Cruz Azul-MEX e outra do São Paulo. As negociações não avançaram, mas o Bota deixou claro que por um valor maior pode liberar o defensor. 

Até por isso, o clube não descarta a contratação de um zagueiro em caso de uma boa oportunidade no mercado. Na reserva, Marcelo Chamusca tem atualmente David Sousa e Joel Carli como opções. O jovem de 19 anos é bem avaliado internamente e já ganhou chances na temporada, atuando até mesmo fora da posição como lateral-esquerdo, enquanto o argentino tem história com o Bota, agrega experiência ao elenco e aguarda a primeira oportunidade com o técnico.

Fonte: ge

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