Botafogo: John Textor vê SAF bem-sucedida no clube e cita longa experiência no futebol: ‘Sempre esteve comigo’

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Nesta última segunda-feira (10) o Botafogo confirmou que assinou a oferta vinculante com o norte-americano John Textor, dono da Eagle Holding e sócio do Crystal Palace, para a venda de 90% da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do clube. E o empresário de 56 anos mostrou toda a confiança no sucesso do projeto, em entrevista à “Botafogo TV“.

Durante a entrevista, Textor fez uma espécie de apresentação, contando um pouco sobre as suas experiências pessoais, sobretudo no futebol, e de como poderá auxiliar o Glorioso a buscar dias melhores, sobretudo na questão financeira. E segundo o americano, ele é alguém que acredita num projeto bem-sucedido em General Severiano.

O John Textor é uma pessoa que acredita no Botafogo. Como já disse para um montão de pessoas… Não sei. Eu sou cara de tecnologia. Fui um atleta ruim como quase todo mundo. Eu sou motivado pela minha família, pelo meu trabalho, e sou motivado pelas grandes mudanças pelas quais o mundo passa constantemente e pelo jeito como nós, aqui, não apenas lidamos com estas mudanças, mas tornamos as coisas melhores”, começou por dizer.

“Já trabalhei muito tempo, tive muitos tipos de trabalho. Só tenho 56 anos, mas em termos de carreira me sinto muito mais maduro. Estou chegando em um ponto na minha vida no qual tenho metas diferentes com relação ao que faço com meu trabalho. Tenho enfrentado muitos desafios para alinhar os objetivos do povo no caso do meu país, com o capitalismo ou com o mercado em outros lugares. E estes são os projetos que mais me inspiram”, prosseguiu.

Sobre a sua experiência direta com o futebol, Textor deixou claro que o esporte sempre o acompanhou ao longo da carreira.

“Eu acho que futebol é uma coisa que sempre esteve comigo. Eu joguei a vida toda. Eu vejo meus filhos jogando… E eu tive um grande desapontamento no trabalho por volta de 2011, 2012. O meu mundo desmoronou… foi uma situação muito difícil, mas as amizades que eu desenvolvi na nossa escolinha de futebol, ajudando as crianças a definirem o lugar para onde estão caminhando na vida… Esta foi a única coisa com a qual eu pude realmente contar quando eu passava pelos meus próprios problemas pessoais”, revelou.

“Talvez através dos negócios e minha experiência pelo mundo eu aprendi a lição de que há um número muito pequeno de amigos na vida com os quais você pode contar de verdade. Mas, no futebol lá nos Estados Unidos, as crianças que eu estava ajudando, as famílias que valorizavam essa ajuda, elas nunca me deixaram. Acho que o meu relacionamento com o futebol ficou mais íntimo durante aquele período de tempo. Acho que determinou quem eu sou hoje depois que o sucesso retornou para mim. E todas aquelas “falsas amizades” me foram oferecidas de volta, mas eu me senti liberado”, disse.

Por último, ele ainda revelou de onde partiu o interesse em investir em clubes de futebol e também sobre a sua empreitada no Brasil, com o Botafogo.

Acho que o futebol, mais do que qualquer outro esporte, promove uma conexão entre as pessoas, uma conexão até mesmo entre as torcidas porque a gente adora brigar. A gente adora odiar as torcidas rivais. Acho que todo mundo sabe que o esporte produz esta conexão. Ele promove até uma solidariedade entre países. E acho que foi isso que me atraiu para o futebol”, disse.

“Claro que estive aqui para conhecer o mercado, dei uma olhada em clubes por um tempo, tive dois jovens incríveis que me ajudaram a entender sobre essas decisões muito sábias que o governo tem tomado de aprovar essas leis, perdoar as dívidas passadas e colaborar para que essas S/As sejam bem sucedidas e é incrível saber que o talento no Brasil é o melhor do mundo, sabe, junto com a França, a África… Eu acho que temos alguns poucos lugares no mundo aonde o talento no futebol é visto claramente…”, prosseguiu.

“Temos Portugal mas que claro, tem uma ajuda brasileira… então isso tudo é muito animador pela perspectiva do futebol. Mas ao mesmo tempo, ver o governo e os clubes tomando essas decisões e tornando-os negócios viáveis que podem aprender através de outras SADs ou programas similares e ter sido convidado para ser parte disso, é uma página em branco. É irresistível. Eu disse à minha família: precisamos fazer isso! Precisamos estar lá para esse início. É uma oportunidade especial“, finalizou.

Fonte: ESPN

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