Botafogo quita R$ 17 milhões de empréstimos com pessoas físicas, mas dívida segue em R$ 68 milhões

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Dentro da dívida quase bilionária do Botafogo, R$ 68 milhões vêm de empréstimos ainda não pagos com pessoas físicas. São torcedores ilustres ou empresários a quem o clube recorreu para afrouxar a asfixia financeira. Essa dívida diminuiu quase R$ 17 milhões em relação a 2019, mas continua alta. 

A maioria dos pedidos aconteceu com a justificativa de conseguir capital de giro. Mas há também casos em que a grana foi usada em direitos econômicos de jogadores ou na aquisição do Espaço Lonier, onde o clube quer instalar o futuro centro de treinamentos. 

 — Foto: Infoesporte

— Foto: Infoesporte 

Os números foram divulgados no balanço do exercício de 2020. O grosso da pendência é com os irmãos João e Walther Moreira Salles, que têm R$ 50,6 milhões a receber. Depois, a maior quantia é a de R$ 6,8 milhões que o clube precisa pagar ao empresário Marcus Vinícius Secundino, dívida que é fruto de um empréstimo feito pela gestão Maurício Assumpção e que levantou suspeitas. 

Esses são os maiores montantes de momento porque o Bota conseguiu resolver dois grandes problemas em meio ao ano difícil de 2020. A primeira, de R$ 8,6 milhões, com o empresário Giuliano Bertolucci. A segunda, de R$ 8,2 milhões, foi quitada com o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, que perdoou parte do que tinha a receber. 

Dívidas do Botafogo com pessoas físicas — Foto: Reprodução

Dívidas do Botafogo com pessoas físicas — Foto: Reprodução 

Com a lista menor, mas nem tanto, o clube tem outros credores importantes, como o empresário Carlos Leite (R$ 2,4 milhões) e o banqueiro Diniz Ferreira Baptista (R$ 3 milhões). Para algumas dessas dívidas, já há acordos para pagamentos. 

Completam a lista, com valores mais modestos, alguns nomes conhecidos da política alvinegra. Como Claudio Good e Manoel Renha, ex-integrantes do comitê de futebol. Luiz Felipe Novis, ex-vice financeiro, também está presente. Além do atual presidente do clube, Durcesio Mello, que tem R$ 141 mil a receber. 

Negociações e direitos econômicos

O balanço publicado também revelou algumas condições de negociações de jogadores e dissecou a posse do clube sob direitos econômicos dos atletas profissional e de base. Torcedores nas redes sociais reclamaram do percentual de Matheus Nascimento, que é 60% do Botafogo, como informou o Fogãonet. Esse foi o acordo firmado com os pais do atacante na assinatura do contrato profissional, há um ano. Os 40% restantes ficaram com a família e uma empresa ligada a eles. 

Botafogo dividiu direitos de Matheus para fechar contrato — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Botafogo dividiu direitos de Matheus para fechar contrato — Foto: Vitor Silva/Botafogo 

Negócio parecido foi feito com Kauê, outra joia da base alvinegra, que é 90% do Botafogo. Além deles, o clube também cedeu percentuais de Caio Alexandre e Kanu em negociações. 

Ao todo, o Botafogo gastou R$ 5,5 milhões para contratar jogadores em 2020. Do total, R$ 3,3 milhões foram entregues em comissões de empresários. Por outro lado, a venda de atletas rendeu R$ 44 milhões, turbinada pelos R$ 24,8 milhões que o Olympique de Marselha desembolsou por Luis Henrique.

Fonte: ge

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