Botafogo se posiciona sobre contrato de aluguel com shopping: “Condições amplamente desfavoráveis”

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O Botafogo acionou a Justiça na última semana com o objetivo de reajustar o aluguel do Shopping Casa & Gourmet. A intenção do clube, como informado em nota nesta terça-feira, é valorizar os ativos e revisar contratos que considera serem prejudiciais. A ideia é conseguir reajustar o que recebe para ter um contrato condizente com o valor do local.

“O Botafogo confirma a informação de que entrou na Justiça com uma ação de revisão dos aluguéis das lojas do Shopping Casa e Gourmet na última sexta-feira. Como parte do processo contínuo de revisão de contratos e valorização de ativos, o Clube analisou os contratos em vigor com o shopping, que estão em condições amplamente desfavoráveis, e busca reajustar o acordo com valores do tamanho do potencial do espaço e sob parâmetros de mercado.”

A informação foi publicada inicialmente pela coluna do Lauro Jardim, do jornal O Globo. Atualmente, o clube recebe R$ 25 mil mensais pelo aluguel do shopping, que fica ao lado da sede de General Severiano. O Botafogo quer pelo menos R$ 750 mil por mês. A ação está ligada à revisão de contratos citada algumas vezes pelo CEO Jorge Braga, contratado em 2021 para organizar as finanças alvinegras.

O acordo para aluguel do espaço foi assinado nos anos 1990, quando o Botafogo recuperou a sede de General Severiano. Na época, o vice administrativo do clube era Carlos Eduardo Pereira, responsável pela negociação.

Conselho Fiscal questionou contrato

No mesmo parecer em que o Conselho Fiscal do Botafogo reprovou as contas de 2020 e pediu investigação contra a diretoria comandada por Nelson Mufarrej, de junho deste ano, o grupo também questionou o contrato com o Shopping Casa & Gourmet.

No documento ao qual o ge teve acesso, os conselheiros observam os seguintes pontos sobre a situação:

  • O clube não recebeu a remuneração que teria direito sobre o faturamento do estacionamento do shopping;
  • o clube não envidou os esforços e recursos necessários para acompanhamento e auditoria da remuneração devida pelo shopping;
  • foram encontradas evidências que os valores de mercado utilizados na locação de espaços similares em shopping centers perceberiam ao Botafogo valor potencialmente muito superior ao que efetivamente percebeu em 2020;
  • não foram identificadas a contabilização dos recebimentos dos aluguéis de janeiro a setembro de 2020;
  • em relação ao contrato com o restaurante Toca da Traíra (anexo ao Shopping Casa & Gourmet), identifica-se que o instrumento contratual foi efetuado com pessoas físicas e não com pessoa jurídica com atividade relacionada à exploração de bares e restaurantes;
  • não foram disponibilizados os documentos contratuais que suportaram a redução dos valores de aluguéis por conta da pandemia de R$ 45 mil para R$ 13,5 mil mensais.

Na ocasião, o Conselho Fiscal acionou a Junta de Julgamento de Recursos para tratar de possíveis irregularidades. O grupo também solicitou a contratação de nova auditoria independente para analisar as finanças alvinegras. O grupo apontou erros administrativos da antiga gestão, principalmente os que resultaram no déficit de R$ 139 milhões do ano passado.

Fonte: ge

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