Botafogo tem início esperançoso, apatia preocupante e alternativa interessante em empate

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No intervalo do jogo contra o Madureira, quando o Botafogo perdia por 1 a 0, Matheus Frizzo foi certeiro na transmissão da Botafogo TV: “Estamos sendo ineficientes, estamos pecando nisso na maioria dos jogos. Temos que ser mais eficientes”. No fim das contas, o time conseguiu chegar ao gol de empate, mas foi difícil para conseguir o empate em 1 a 1. 

Se antes da partida da última quarta-feira o Botafogo precisava de 12 chutes para marcar um gol no Campeonato Carioca, essa média aumentou um pouco no duelo com o Madureira, em Mesquita. Ao todo, foram 14 finalizações alvinegras, sendo 10 para fora. A pontaria não está em dia no time de Marcelo Chamusca, mas isso pode ser explicado pela necessidade de trocar o pneu com o carro andando – como o próprio treinador falou na coletiva de apresentação. 

No terceiro empate do Botafogo contra um time pequeno no Carioca, velhos erros foram repetidos: como a desatenção na defesa e o problema para acertar o gol adversário. Porém, há de se destacar a intensidade que o time começou o jogo, que trouxe esperança para a torcida. Parecia questão de tempo que saísse o gol. E saiu, mas é como diz o ditado: quem não faz leva.

Não que o Botafogo tenha quase feito vários gol. Na verdade a única chance de perigo, realmente, foi um chute de fora da área de Jonathan que obrigou o goleiro a fazer boa defesa. Mas o volume de jogo exibido nos minutos iniciais agradou. Porém, o pouco tempo para treinar e os seguidos jogos evitam que o time consiga atingir um entrosamento com mais rapidez. 

– Nós estamos reformulando dentro de uma competição oficial. Ou seja, tudo que acontece de acerto e de erro são em jogos oficiais. (…) Faltou evoluir o acabamento final das jogadas. Esse acabamento passa pelo entrosamento dos jogadores, que estão praticamente se conhecendo dentro dos jogos porque a gente não está tendo tempo hábil para treinar os jogadores, estabelecer uma mecânica, treinar e repetir no jogo. O que a gente tem feito? Temos tentando buscar os encaixes e o entrosamento dos jogadores durante os jogos. 

Além do entrosamento, Chamusca precisa encontrar a forma mais adequada para o Botafogo furar defesas bem postadas – como foi o caso do Madureira depois do gol – e evitar a apatia que o time demonstra quando as coisas não saem conforme o planejado. Uma saída parece estar na possibilidade de colocar dois atacantes de referência. Deu certo contra o Nova Iguaçu e foi após Rafael Navarro entrar em campo e ocupar o ataque junto com Matheus Babi que o Bota conseguiu o empate. 

Numa tarde/noite que o time não teve tanto destaque ofensivamente falando, coube ao lateral-esquerdo ser o melhor em campo. PV tem mostrado qualidade ao aproveitar a oportunidade de sair da quarta opção para a posição e ocupar a vaga de titular, mesmo com apenas 19 anos e tendo chegado ao clube há menos de um ano.

Deu bom!

  • PV tem se destacado na posição mesmo com 19 anos e mostra personalidade;
  • Time com dois atacantes de área oferece mais perigo e tem três gols nos últimos dois jogos;

Pode melhorar…

  • Movimentação nos minutos iniciais foi interessante, mas faltou dar continuidade;
  • Pressão no campo adversário precisa ser mais intensa, mas gerou algumas chances no ataque

Não foi legal

  • Desatenção na zaga na hora do primeiro gol;
  • Time sentiu o gol sofrido e só foi recuperar a moral depois de empatar.

Com o empate, o Botafogo continua na sexta colocação e está com os mesmos 10 pontos da Portuguesa, que tem um jogo a menos e fecha o G-4. A próxima partida é contra o próprio time da Ilha do Governador, no próximo domingo, novamente às 17h (de Brasília) no Giulite Coutinho. O Bota ainda terá pela frente outros dois duelos contra times à frente na tabela e encerra a Taça Guanabara com o lanterna Macaé.

Fonte: ge

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