Botafogo vai queimar a língua dos pseudojornalistas no Brasileirão

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O Campeonato Brasileiro terá enfim seu início neste final de semana e mais uma vez os especialistas em nada com coisa nenhuma, colocaram o Botafogo como candidato ao rebaixamento. Jura? Um bando de pseudojornalistas que fazem suas análises do estúdio da TV, sem nem mesmo conhecer a fundo o elenco, ou a realidade que se passa no dia-a-dia do clube, acham mesmo que estão em condições de prever algo?

É muito cômodo e também preguiçoso julgar o clube pelo resultado do ano passado, que de fato, só não foi pior, porque o alvinegro evitou o rebaixamento nas ultimas rodadas. Mas analisar uma nova temporada e um novo grupo baseado no que aconteceu em 2019 é no mínimo inconseqüente por parte de quem se denomina “profissional da imprensa esportiva”.

Mas este descaso com o Botafogo, esta má vontade da mídia esportiva não nos surpreende, afinal de contas, nunca nos levam a sério, como não levavam em 1995. Além do nosso espaço minúsculo em programas esportivos, quando chega o momento, vêm os pseudos comentar algo sem propriedade, sem a mínima noção do que estão falando. Cansei de ver transmissão de partida com o comentarista sem saber o time titular, desconhecendo as opções no banco de reservas, sem saber identificar os pontos fortes e fracos do time no campo.

Virou modinha colocar ex-jogador em uma transmissão e esperar que todo boleiro tenha o desempenho do Caio Ribeiro, que entende de táticas e estratégias de jogo. Burrice. As emissoras estão fadadas ao fracasso se persistirem nesta linha de pensar que todo cara que era bom de bola, está apto a fazer uma análise tática de uma partida.

Mas voltando ao assunto Botafogo, a análise que coloca o clube como candidato ao rebaixamento, sequer avaliou friamente o elenco e onde ele pode chegar pelas mãos do técnico Paulo Autuori. Daquele time horroroso de 2019, apenas três jogadores ainda se mantém como titulares. Gatito Fernandez que é um goleiro acima da média; Marcelo Benevenuto que é o pilar e grande destaque do sistema defensivo, e o velocista Luis Fernando, que naturalmente deverá perder a posição, assim que o africano Salomon Kalou tiver condições de jogo.

Mais de meio time novo chegou a General Severiano em 2020 e os críticos insistem em basear suas análises pelo que vivemos no ano passado. Quanta má vontade. Ainda assim, os pseudos afirmarão que o Botafogo não contratou jogadores de peso e que o clube espera que Honda e Kalou façam milagres para salvar o time do rebaixamento. Tudo bem então, veremos daqui a algumas rodadas quem estava com a razão.

Mas tenho certeza que não vai demorar muito, para alguém questionar. De onde veio o Bruno Nazário, camisa 10 do Botafogo? Onde vocês descobriram este centroavante Pedro Raul? Nossa, como o Botafogo consegue fazer o Victor Luis render o que ele não rende no Palmeiras? Este moleque Luis Henrique é ousado hein?

Esses serão alguns dos questionamentos que todos na mídia esportiva e também os torcedores rivais farão daqui algumas rodadas. Nomes que até então ninguém conhecia e que vocês ouvirão muito nos próximos meses. Anotem aí.

O elenco do Botafogo é bastante competitivo e mostrará isso no campeonato. Desde 2013, ano em que o craque Seedorf liderou o clube naquela campanha que terminou com quarta colocação e a classificação a Libertadores, o alvinegro não entra em um Brasileirão com tantas condições de incomodar. Mas não são apenas os fatores Honda e Kalou, que tem deixado o torcedor otimista, mas sim, todo o trabalho que vem sido desenvolvido pelo Autuori, dentro e fora das quatro linhas.

E quando digo incomodar, não quero aqui iludir que o Botafogo chegará ao campeonato e será o campeão. Isso não. Mas pelas circunstâncias, pelo elenco montado, pela energia positiva causada com as vindas do Honda e do Kalou e pelos promissores jogadores da base que estão pedindo passagem como Caio Alexandre, Kanu e o talentoso Luis Henrique, eu tenho total convicção de que o clube ficará entre o 6º e o 9º lugar.

Estou tentando ser o menos clubista possível nesta projeção. Avaliando friamente os jogos e comparando ao futebol apresentado pelos rivais. E convenhamos né, não são tantos times assim que metem medo não. Há muita paparicação com os queridinhos da mídia e pouca veracidade nas análises por equipes. Vai ter muita, mas muita gente caindo do cavalo neste ano. E a imprensa esportiva certamente vai queimar a língua mais uma vez, por menosprezar o Botafogo. Estarei aqui, de pé, para desmascarar os pseudojornalistas.  

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