Botafogo vence Inter com autoridade no sub-20 e segue na trajetória rumo à volta ao protagonismo na base

0
99

Comentei neste sábado para o Sportv o duelo entre Botafogo e Internacional pelo Brasileiro sub-20. Um time com melhor qualidade técnica, o Inter, mas ainda se adaptando a um modelo de comando com dois treinadores, depois que Fabio Matias trocou o clube pelo Flamengo; outro, o Botafogo, que ficou anos como mero coadjuvante na base, e que agora volta a pensar mais alto, e foi ao mercado buscar um profissional com títulos no currículo para comandá-lo, o jovem Ricardo Resende. E mais uma vez deu Botafogo, 3 a 2, resultado que consolida o Alvinegro no 5º lugar, e deixa o Internacional fora do G-8, em 10º – posição incômoda, mas da qual o Colorado ainda tem tempo e time para fugir.

Foi um baita jogo, com pinta futebol profissional, melhor do que muito jogo de Série A. O Botafogo demorou a entrar em campo e nos primeiros 15 minutos foi amassado pelo Inter. O excelente lateral Jonathan fazia o que queria pela esquerda, e aos 6 minutos jogou a bola na cabeça de Vinicius Mello: 1 a 0 Colorado. Dois detalhes: Pedro Lucas marcou a bola e foi encoberto; e o camisa 11 do Inter já poderia estar no profissional, talvez se estivesse o time não passasse 180 minutos sem fazer um golzinho sequer no Olímpia, duelo que o tirou da Libertadores.

Mas o Botafogo foi acordando, especialmente pela eletricidade do ponta Rikelmi. Aos 18, um lance bizarro: Rikelmi jogou na area, Gabriel da Conceição voou na bola mas o goleiro rebateu – e Gabriel caiu perto da linha do gol. No rebote, Juninho bateu no gol mas a bola bateu exatamente no botafoguense Gabriel, ainda no chão, e não entrou. Um minuto depois, começou a redenção do bom centroavante alvinegro. Rikelmi foi ao fundo e centro na segunda trave. Gabriel, de cabeça, fez a assistência para Vitinho apenas escorar: 1 a 1. O Inter continuou perigoso no ataque, e só não conseguia parar Rikelmi. Mas estava atento à movimentação de Juninho e Vitinho, e não correu muitos riscos.

No segundo tempo, o panorama mudou. O Internacional sentiu o desgaste físico e o Botafogo se organizou. Aproximou as linhas, passou a soltar ora Wendel, ora Kauê para encostar no ataque, e Vitinho começou a se movimentar e se desmarcar. Aos 16, Kauê recebeu na direita e jogou no único espaço possível para que a bola chegasse a Gabriel da Conceição na segunda trave. Com estilo, ele deixou a bola bater em sua perna esquerda e, com isso, a única trajetória possível era na direção do gol: Botafogo 2 a 1.

Esse gol desmoronou os garotos do Colorado e o Botafogo perdeu vários gols. Mas aos 29, bola na área gaúcha. Henrique Luro escorou de cabeça, e o goleiro do Inter, Anthoni, hesitou e demorou a ir na bola. Gabriel da Conceição acreditou e chegou nela: 3 a 1 Botafogo, dois gols e uma assistência de Gabriel. Os técnicos João Miguel e Leonardo Martin mexeram no Inter e as entradas de Igor, Pedrinho e, principalmente Nicolas, oxigenaram o meio-campo e o time começou a atacar e se encontrar em campo. Aos 34, Nicolas fez boa jogada pela direita e, no rebote, Cadorini, que pouco tocara na bola nessa etapa, dominou e girou para descontar. O Inter ameaçou uma pressão sem muita convicção, mas o Botafogo manteve a calma e manteve os três pontos no bolso.

Não dá para saber como terminará a temporada, mas ver um clube do tamanho do Botafogo – que no profissional sofre mais uma vez na Série B – chegar à final de uma Copa do Brasil, classificar-se ao mata-mata no Estadual e ficar muito perto de se classificar entre os 8 melhores do Brasileiro é alentador para todos que se acostumaram a ver o clube como protagonista do futebol deste país.

Fonte: Entre Canetas – ge

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui