Botafoguense Marcelo Adnet volta com o quadro ‘Adnet na CPI’, no Globoplay, e conta que grava quase sempre de primeira as locuções

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No meio de todo esse turbilhão de amor que Marcelo Adnet está vivendo em casa com a filha Alice, de 8 meses, o humorista ainda encontrou tempo para trabalhar em outra paixão: o carnaval. Ele compôs, em parcerias, os sambas-enredo que ganharam em quatro escolas de samba de São Paulo (Gaviões da Fiel, Dragões da Real, Rosas de Ouro e Leandro de Itaquera) e da Acadêmicos do Sossego, de Niterói. O ator ainda se tornou o carnavalesco, junto com Ricardo Hessez, da Agremiação Botafogo Samba Clube, do Grupo Especial da Intendente Magalhães. Nesta última, ele prepara o enredo sobre o ex-técnico da Seleção Brasileira de Futebol Masculino João Saldanha.

— Ricardo é o cara criativo do deslumbre. E eu desenvolvo o texto. Vou fazendo a pesquisa sobre o João, escrevo a sinopse e ajudo no desenvolvimento conceitual das fantasias — explica ele.

De futebol e história, ele realmente entende. Com a volta da CPI da pandemia, depois do recesso do Senado Federal, Adnet volta a investir nos episódios do “Adnet na CPI”, que diverte o público com imitações de Galvão Bueno narrando as sessões, além de imitar também outros nomes na cobertura esportiva da TV Globo, como o comentarista e ex-jogador Walter Casagrande. O programa volta nesta segunda ao Globoplay.

— Falo sempre com o Galvão. Muita gente lembra de mim quando o ouve. Dizem que ele está me imitando bem (risos). Ele está num momento bacana. Teve uma época que o chamavam de chato. Mas agora virou a chave e voltaram a ver o ícone que o Galvão realmente é. Valorizamos quando sentimos falta. Não é a mesma coisa ver uma Copa sem ele — admira o fã Adnet, que promete referências às Olimpíadas e novos personagens no “segundo tempo” do programa do Globoplay.

Para fazer a atração, Adnet recebe dos editores um resumo daquele dia de CPI. Em cada episódio, ele narra de 45 minutos a uma hora, que depois são condensados para os dez minutos que vão ao ar.

— Saio dublando como se fosse a primeira vez que vejo aquilo mesmo. Só para algumas coisas especiais que eu volto a gravação. Mas costuma ser de primeira. Porque o Galvão não pode ver antes o jogo e narrar depois. Faço assim para não ficar muito quadradinho — explica o imitador.

Sempre com um tom crítico em seu humor, Adnet diz que sentiu a necessidade de desconstruir o presidente Jair Bolsonaro. Mas avalia que hoje isso já está feito. Ele chegou a sofrer ataques do secretário especial da Cultura, Mario Frias, e da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República) por conta de seus vídeos.

— O humor é a maior arma. Para esse pessoal da 5ª serie, da galera do fundão, não adianta mostrar artigos, números e estudos. Eles não estão nem aí. O problema é ser sacaneado. A piada realmente incomoda para eles — avalia.

Fonte: Extra

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