Casal atropelado pelo jogador Marcinho teve história de amor de 12 anos interrompida por morte

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    Quando o Mini Cooper, dirigido pelo jogador de futebol e ex-lateral do Botafogo Márcio Almeida de Oliveira, o Marcinho, atropelou duas pessoas, na noite do último dia 30 de dezembro, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, o impacto tirou a vida do professor Alexandre Silva Lima, de 44 anos, e causou ferimentos graves em Maria Cristina José Soares, de 56. Além disso, colocou um ponto final na história de amor entre os dois professores do Cefet/RJ, que já durava 12 anos, às vésperas de completarem dois anos de união estável. 

    Alexandre era torcedor do Flamengo e dava aulas de engenharia mecânica. Já Maria Cristina, dá aulas de física. Após 11 anos juntos, o casal colocou a paixão no papel e resolveu celebrar a união estável, em um cartório, em janeiro de 2019. Faltando poucos dias para a celebração completar dois anos, a história de amor foi interrompida pelo acidente. O professor, que faria 45 anos em maio, morreu na hora. Maria Cristina teve fraturas nas duas pernas e foi internada num hospital particular na Barra da Tijuca. De acordo com amigos, Alexandre vinha ajudando a mulher em uma batalha contra o câncer. Ele fazia questão de a acompanhar em sessões de quimioterapia e deu apoio para a realização de uma cirurgia.

    — O Alexandre era um homem completamente apaixonado pela mulher, fazia qualquer coisa por ela, que estava se recuperando de um câncer — disse o advogado André Nascimento, amigo do casal e que acompanha as investigações do atropelamento a pedido das famílias das vítimas, na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes).

    A professora Maria Cristina já foi informada que seu companheiro morreu. A Polícia Civil aguarda que seu estado de saúde melhore para marcar a data do depoimento. Um comunicado no site do Cefet/RJ informou, nesta segunda-feira, que a missa de sétimo dia do professor Alexandre Silva de Lima acontecerá nesta terça-feira, às 17h30, na Igreja Santa Mônica, no Leblon, na Zona Sul.

    Jogador assumiu que dirigia o carro

    Também nesta segunda-feira, o jogador Marcinho esteve na 42ª DP, onde prestou depoimento. Ele não falou com jornalistas ao sair da delegacia. Segundo o delegado Alan Luxardo, Marcinho assumiu que dirigia o carro que atropelou as vítimas. Ele disse que inicialmente investiga o caso como homicídio culposo, ou seja, quando não há dolo ou intenção de matar. Luxardo também informou que aguardará a chegada de imagens de câmeras de segurança da Avenida Lúcio Costa, onde o atropelamento ocorreu.

    O objetivo é saber se alguma imagem flagrou o momento do atropelamento. O delegado também informou que aguarda o depoimento de testemunhas que teriam presenciado o acidente. Já o advogado Gabriel Habib, que atua na defesa do ex-lateral do Botafogo, defendeu que “por temer um linchamento”, o jogador não socorreu as vítimas do atropelamento.

    — Foi um acidente, foi inevitável. O casal atravessou fora da faixa de pedestre. Estava escuro e ele não conseguiu desviar a tempo. O Márcio é uma pessoa pública e sofre muitas ameaças por parte da torcida do Botafogo. Ele ficou apavorado! As pessoas começaram a aglomerar em torno do carro e ele ficou medo de um linchamento — disse o advogado.

    Além do jogador, Sérgio de Oliveira, pai do atleta, também foi ouvido pela polícia. A defesa de Marcinho alegou que o jogador não estava embriagado e que trafegava com seu carro a uma velocidade de 60 quilômetros por hora quando o atropelamento ocorreu. 

    Fonte: Extra

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