Chamusca diz que Botafogo fez um péssimo jogo: “Precisa ter melhores resultados”

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Após o empate do Botafogo por 3 a 3 com o Cruzeiro, Marcelo Chamusca lamentou o empate no Nilton Santos. Mais de uma hora após o apito final, o treinador apareceu para a coletiva virtual e, indagado sobre seu momento no clube, disse ter o apoio da direção, mas reconheceu a necessidade de resultados.

– O Freeland está diuturnamente aqui, acompanhando o nosso trabalho e sempre me deu todo o apoio e sempre confiou no meu trabalho e no da comissão técnica. A resposta que eu dei na semana passada, falei da importância em nos manter firme, determinado e confiante. A gente recebeu muitos jogadores no início da competição e queríamos entrosar esses jogadores. Mas eu acredito que isso tudo a gente pode melhorar. O Botafogo é um clube gigante, que precisa ter melhores resultados. O Botafogo precisa estar em cima da tabela o tempo todo. A gente vai trabalhar para conseguir isso. Eu acredito não só no meu trabalho, mas também no trabalho feito pela diretoria. Nós vamos prosseguir firmes e determinados porque tem muita coisa positiva e a gente vai tentar tirar o máximo dessas coisas positivas no Botafogo, principalmente dentro do vestiário, com o caráter e indignação dos atletas pelo momento que estamos vivendo – disse Chamusca.

Com a defesa em foco, após uma má atuação defensiva neste sábado, o treinador reforçou a necessidade de o clube ir ao mercado para reforçar o setor e revelou que o Botafogo deverá ter novidades em relação a reforços nesta semana.

– Nós já começamos a buscar, desde o momento que oficializou a saída do Sousa. Temos alguns nomes e algumas pessoas já contatadas. Com certeza, ao fim da próxima semana já devemos ter alguma novidade sobre isso. A gente tem a necessidade e carência hoje. A gente subiu o Lucas Mezenga, mas é um atleta que ainda não jogou no Botafogo, é jovem e a gente precisa fortalecer o setor até pela ausência do Gilvan no próximo jogo. Com certeza nesta semana a gente vai ter novidades.

Com o resultado, o Botafogo sobe uma posição e fica em 10º, com 13 pontos, mas ainda pode ser ultrapassado até o fim da rodada. A equipe volta a campo no próximo sábado, quando encara o Brusque, fora de casa, às 19h (de Brasília), pela 12ª rodada da Série B.

Outros trechos

Opção por Barreto como encaixe no Marcinho?

– Normalmente eu não utilizo encaixe de marcação individual nas minhas equipes. Meus volantes jogam sempre com marcação zonal dentro do setor. A orientação era ou o Pedro Castro ou o próprio Barreto fazer a marcação naquele setor do campo. O Marcinho é o maior chutador da competição. Eu estava muito mais preocupado com os chutes e finalizações de fora da área que aconteceram muito no primeiro tempo. Até porque não só o Marcinho, mas também o Geovani finaliza muito bem de fora da área. A gente mostrou aos jogadores, inclusive, que teríamos que fechar um pouco a nossa entrada da área pela capacidade dos dois. Mas normalmente a gente não utiliza a marcação individualizada. Acho que o Barreto fez um bom jogo, conseguiu neutralizar bem e nesse aspecto a gente conseguiu marcar bem no setor. Os chutes foram por capacidade do adversário.

Briga pelo acesso

– O clube tem procurado fazer sua parte e tem tentado, dentro da condição que a diretoria tem, dar o melhor para os jogadores e comissão técnica. Acredito que o Botafogo tem toda a condição de continuar brigando, crescer na tabela de competição e poder chegar ao final das 38 rodadas – estamos falando de 10 jogos -, estamos falando de 28 rodadas ainda. Eu conheço muito bem essa competição. Muitos times que acabam dentro do G-4 durante a competição em determinados momentos, ao final às vezes não conseguem ter o acesso. É uma competição extremamente nivelada e equilibrada. Hoje estamos a quatro pontos do G-4. Se você conseguir duas ou três vitórias consecutivas, você já sobe e encosta de novo. Eu, por exemplo, tive durante essa competição vários exemplos comigo no próprio Ceará. Eu cheguei na nona rodada e o Botafogo estava muito distante do G-4 e nós subimos com 67 pontos em terceiro lugar.

– Com o Cuiabá nós terminamos a primeira parte muito bem, depois demos uma oscilada e eu saí também. Teve muita dificuldade e acabou subindo com 61 pontos como quarto colocado e foi um time que fez 36 pontos na primeira fase do campeonato. Então, tem muito campeonato ainda, muita água para passar por debaixo da ponte, vai ter muito jogo. O Botafogo vai crescer e se fortalecer. O que o Botafogo mais precisa, ele tem hoje: caráter dos jogadores para que quando o momento de oscilação, como agora, eles chegarem indignados no vestiário e a gente tentar melhorar. A responsabilidade do treinador é analisar jogo a jogo e trabalhar para que nas próximas rodadas a gente possa voltar a pontuar. Porque voltou a pontuar duas ou três rodadas seguidas já vai para a parte de cima da competição e muda o ambiente. A competição é nivelada e dá toda condição para que a gente possa fazer isso. Hoje o jogo foi difícil, a gente teve duas vezes à frente, o Cruzeiro conseguiu reverter e lutamos até o fim. Temos que valorizar o esforço dos jogadores e trabalhar para as próximas rodadas.

Qual é a mecânica de jogo?

– O Botafogo é um clube gigante, muito grande. O Botafogo tem que brigar o tempo todo na competição entre os quatro primeiros colocados pelo tamanho do Botafogo. É isso que a gente está trabalhando para conseguir. Hoje fizemos um péssimo jogo, com algumas dificuldades ao longo dos jogos, principalmente pelo número muito alto de jogos fora de casa. Somos a equipe que mais viajou na competição até agora. Isso traz fadiga mental e física, não é por acaso que alguns jogadores começaram a sentir a sequência da competição. O Botafogo merece, não só pela instituição, mas principalmente por causa do comportamento dos jogadores, que são jogadores de caráter e que estão muito insatisfeitos e indignados com a posição nossa na tabela. Eu acredito que em alguns jogos a gente tem condição de brigar, sim. É isso que a gente acredita e vai trabalhar para que aconteça.

Particularidades do Botafogo

– Hoje nós cometemos muitos erros coletivos no sistema defensivo. Nós pagamos o preço e empatamos o jogo por isso. Tivemos em dois momentos na frente no placar. O jogo, em números, foi bem equilibrado, mas nós cometemos erros que foram determinantes para que não conseguíssemos vencer o Cruzeiro no jogo de hoje.

Fonte: ge

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