Chamusca vê time melhor no primeiro tempo, mas lamenta ansiedade do Botafogo: “Parte do processo de maturação”

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Depois do empate por 0 a 0, na primeira partida da semifinal da Taça Rio, Botafogo e Nova Iguaçu voltam a duelar no próximo domingo, novamente no estádio Nilton Santos, às 18h. Com melhor campanha na fase de classificação, a vantagem é do time da Baixada Fluminense.

Para o Alvinegro avançar à final, vai precisar vencer o Nova Iguaçu. O time dirigido por Marcelo Chamusca estreia na Série B apenas no fim do mês de maio, dia 29, contra o Vila Nova, fora de casa. 

O treinador do Botafogo comentou o empate depois da partida e viu diversas melhorias, apontando ansiedade como problema para a evolução da equipe. 

– O Botafogo, nestes últimos dois jogos, que fizemos com semana cheia, claro que com adversários diferentes, primeiro o Macaé, depois o Nova Iguaçu, teve melhoras em vários aspectos. Se for dar estudada nos números, você vai entender o que estou falando. Passamos a ter recuperação de bola no campo do adversário. Por exemplo, no jogo passado, fizemos 19 desarmes no campo do adversário, que era aspecto que vínhamos tendo muita dificuldade. Hoje voltamos a ter número acentuado, foram 15 vezes, um pouco menos do que no último jogo. Tivemos primeiro tempo muito bom, com controle do início de jogo. O adversário finalizou a primeira bola aos 30 minutos. Nós construímos algumas chances de abrir o marcador no primeiro tempo. Mas aconteceu algo parecido com o que aconteceu na primeira fase. Time não faz o gol e fica muito ansioso e começa a atropelar as ações. No segundo tempo tivemos baixa de perfomance no geral. Adversário cresceu, jogou mais no nosso campo e não tivemos mesmo número de criação de oportunidades do primeiro tempo, quando tivemos todo controle e oportunidades para fazer. O goleiro deles trabalhou bem, tivemos no mínimo três situações com Pedro e a bola passando muito próximo, tivemos outra cm Marco Antonio, tivemos finalização do Felipe, do Nascimento umas duas vezes. O primeiro tempo o adversário finalizou duas vezes, mas no segundo tempo perdemos controle e tivemos um pouco mais de dificuldade. De fato, conseguimos melhorar em vários aspectos, no físico, tático, time mais consistente, encorpado, mas é claro que são jogadores jovens, terminamos jogo com seis atletas formados no clube. Kanu, Souza, PV, Romildo, Nascimento e Ênio. Então são jovens que acabam ficando ansiosos, faz parte do processo de maturação. Não ficamos satisfeito, mas são 180 minutos, temos mais 90 minutos para vencer e avançar para a final do campeonato – disse Chamusca.

Marcelo Chamusca em Botafogo x Nova Iguaçu — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Marcelo Chamusca em Botafogo x Nova Iguaçu — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF 

O treinador discordou da avaliação de jornalistas na coletiva de imprensa – uma delas, de que o time foi lento para construção de ataque – e comentou alguns aspectos que viu de positivo no empate. 

– Vi evolução significativa nesse aspecto de recuperar a bola, mas é é uma equipe em formação com vários jogadores jovens que vão ficando ansiosos e atropelnado em alguns momentos ações do jogo. A questão não é que o time é lento, trocamos passes com velocidade no primeiro tempo, mas a maior parte dos adversários joga contra a gente atrás da linha da bola, tira espaço e dificulta muito o jogo. A gente está em processo de entrosamento, de implantacao de mecânica de jogo, de crescimentos e acaba errando passes – comentou o técnico. 

Chamusca modificou a equipe na segunda etapa, colocando o atacante Marcinho no lugar do meia Rickson. Nas suas palavras, a intenção era “trabalhar mais nas entrelinhas do campo de ataque”, mas não fez o efeito que ele espertava. 

– Perdemos um pouco de consistência defensiva e um pouco o controle do jogo. Mas é um processo natural para time que está sendo construído. Nas duas semanas cheias que tivemos melhoramos muito em vários aspectos, principalmente no aspecto físico. Vínhamos tendo dificuldades, muitos jogadores chegaram e encaixaram uma temporada na outra, não tiveram tempo de treinar. Melhoramos no aspecto físico e no tático estamos apresentando mecânica, nova forma de jogar para tentar o máximo possível jogo de imposição, ser propositivo, ter mais poosse de bola. Agora, você não ganha o jogo e tem que justificar porque não ganhou. Ou você ganha ou tem que justificar porque não ganhou. No futebol é assim – lamentou Marcelo Chamusca. 

Confira mais da coletiva de imprensa de Chamusca:

Queda no segundo tempo

– Começamos o jogo bem, com imposição, chutando ao gol. Nosso adversário chutou a primeira bola aos 30 minutos, no jogo todo chutou quatro vezes, nós chutamos três vezes mais. Deles, foram duas no gol do Botafogo. Tivemos bom controle no aspecto defensivo. Mas realmente no primeiro tempo fomos melhores no aspecto ofensivo. Por incrível que pareça mesmo utlizando Rickson e o Pedro um pouco mais adiantado, fazendo função do Ricardinho, e o Frizzo, tentando construir com esses três jogadores, com Nascimento, Felipe Ferreira e Marco Antonio, tentando variar jogo de entrelinhas e laterais. Acho que conseguimos construções interessantes, mas faltou eficiência maior, fazer os gols nas oportuinidades para ter controle, jogar mais com transição no segundo tempo. Não aconteceu, o adversário se fechou, baixou o bloco, trouxe dificuldade para a gente. Realmente no segundo tempo tivemos performanece inferior a do primeiro tempo. 

Qual setor preocupa mais?

– Acho que equipe evoluiu num conceito importante, principalmente quando joga com adversário que é time de transição, de contra-ataque, pois não é de construção. Eles até tentam fazer a posse de bola, mas eles têm dois jogadores que jogam pelo lado em velocidade, jogam sem 9 de referência, tem dois por dentro que também transitam. Então, conseguimos no primeiro tempo, principalmente, no segundo acho que afrouxamos nesse aspecto, ter a bola, atacar, criar possibilidades e oportunidades e fomos muito pouco contra-atacados. Eles finalizaram aos 30 minutos, com dois chutes até, para fora. Nosso goleiro não tocou na bola no primeiro tempo. O que precisamos melhorar é a eficiência, entre número de criação de oportunidades e o número de situações que a gente acerta o gol e fazer os gols. Principalmente nos jogos mais apertados. Um gol faz toda a diferença para se mudar o contexto do jogo, porque você abre e o adversário tem que sair mais. O gol vai lhe dar mais espaço a jogadores como Ênio, Ronald, próprio Warley, que têm transição boa quando tem campo para atacar, mas quando não faz o gol o adversário cresce de confiança. 

– Volta para o segundo tempo, deixa a equipe mais ansiosa. Isso que precisamos melhorar, pois já melhoramos intensidade de jogo, recuperação no campo do adversário, a mecânica está mais consistente, então agora estamos começando a estabelecer intensidade e forma de jogar. Mas isso requer mais trabalho, mais cobrança em cima dos jogadores. A gente mobiliza os jogadores, analisa o adversário, mas quem faz o jogo acontecer são os jogadores dentro de campo. Hoje trabalhei todas as possibilidades que podia pare vencer o jogo, mas infelizmente não conseguimos vencer. Precisamos ser mais assertivos, ter mais qualidade para assistir e finalizar. Isso está faltando um pouco. 

Pedro Castro e Frizzo, primeira vez juntos

– O Frizzo nas divisões de base, por São Paulo e Grêmio, chegou a jogar de camisa 10, mas pouco a pouco foi vindo para trás, ele gosta muito da bola para construir. Ele tem mecânica que se encaixa muito bem nos espaços entre os dois zagueiros para fazer a construção. Como ele tem bom passe, é canhoto, tem passe por dentro de quebrar linhas, então ele acaba saindo um pouco mais próximo dos zagueiros para construir e o Pedro, que já foi 10 também de origem, consegue jogar melhor, receber melhor entre linhas. A ideia era com esse tripé – mais o Rickson – tentar algumas construções e acelerar com os dois lateris pisando no campo do adversário. Pedro pode jogar mais avançado, é um volante que gosta mais de infiltrar. Frizzo tem construção maior, joga mais próximo dos zagueiros e às vezes tem mais dificuldade de ficar mais próximo dos atacantes e de fazer entrelinhas. Quer sempre a bola para jogar, mas claro que o mais importante é poder, sim, usar os dois. A gente tem que analisar o adversário, o contexto do jogo. No intervalo fizemos análise que os três estavam vindo buscar muito na zona de construção. Futebol não tem mágica, você treina e vai tentando encaixar as peças. É no jogo que você vê se esse encaixe está sendo positivo ou não, é quando coloca para jogar. 

Contrato de Rickson no fim

– Jogador está com contrato, não existe orietanção para que não seja utlizado. Temos hoje dificuldade na posição, porque temos alguns lesionados, como o Caíque, por exemplo, o Ricardinho, que tem característica muito diferente do Rickson, mas estamos com dificulade na posição. Rickson conseguiu sustentar bem ali, fazer função que não é muito a dele, de primeiro volante. Ele sempre foi volante mais de saída, mas hoje demos alguns minutos para o Romildo e acho que ele tem tudo para crescer. Mas sobre o Rickson, enquanto io atleta tiver contrato com o clube, estiver disponível, vamos utilizar. Se vai ficar, é questão de análise a cada jogo, a cada semana. Vamos tomar decisões e entender o que é melhor para o Botafogo. 

Oito empates lembra rebaixamento 2020?

– Não vejo correlação. Eram outros jogadores, outro contexto, outro treinador, outros adversários. Ninguém treina equipe para empatar, mas temos dificuldades que são notórias. Perdemos jogadores importantes, temos muitos jovens, estamos ainda buscando jogadores no mercado. Tudo isso claro que dificulta muito. Estamos tentando fazer o melhor, analisando todas as situações, procurando dar oportunidades a jogadores formados no clube, valorizando ativos do clube. Ninguém quer sequência de empates, mas faz parte do momento. Estamos trabalhando para evoluir e ter mais vitórias do que empates.

Fonte: ge

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