Com poucas certezas e muitas dúvidas, Botafogo sai do Carioca sem ainda ter um time ideal

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Botafogo está a três dias da estreia na Série B do Campeonato Brasileiro. Em campo, o Alvinegro não chega para a competição, pelo menos neste momento, com uma ideia de jogo claramente definida ou em uma fase excelente. Pelo contrário: o Campeonato Carioca trouxe mais dúvidas do que respostas.

O 6º lugar no Estadual – confirmado com a derrota para o Vasco na final da Taça Rio – representou com certa precisão o desempenho da equipe comandada por Marcelo Chamusca no torneio. Ainda sem ter um time ideal definido, o técnico chega para a Série B sem ser unanimidade, mas com uma sobrevida que necessita de resultados a curto prazo.

A defesa foi o ponto forte dessa primeira parte de temporada. Apesar da fraca campanha no Carioca, o Botafogo foi o time menos vazado da competição: dez gols tomados em quinze partidas – uma média de 0,66 por partida.

O sistema ofensivo, contudo, traz dores de cabeça. Dificilmente repetindo escalações do meio para frente, Chamusca teve dificuldade para implementar um claro estilo de jogo ao Botafogo. Valorizar a posse de bola? Buscar triangulações no ataque? Jogar em bloco baixo e utilizar transições? O Alvinegro teve momentos com praticamente todas estas estratégias, mas nenhuma sendo unanimidade nas quatro linhas.

Em campo, foram 16 gols marcados, uma média de 1,07 por partida. O número foi o pior entre os quatro grandes e Volta Redonda e Portuguesa, os dois clubes de menor expressão que se classificaram às semifinais.

Escalação: nada definido

No que diz respeito ao time, o sistema defensivo é o único que apresentou uma sequência de vários jogos com a mesma formatação – ou uma bem parecida. Douglas Borges, Jonathan, Kanu e Paulo Victor formam a base, com Gilvane Sousa brigando pela vaga de outro zagueiro.

Do meio para a frente, indefinições. Matheus Frizzo, por exemplo, foi o meio-campista que mais vezes entrou em campo pelo Botafogo na temporada, em 14 oportunidades, mas foi reserva na partida contra o Vasco, no último domingo. O mesmo vale para o atacante Marcinho, que teve boa parte das aparições vindo do banco de reservas.

Ronald, que também teve 14 partidas, terminou a Taça Rio como titular e com uma boa impressão na equipe, mas também não esteve no onze inicial em todo este período. Marco Antônio e Rafael Navarro, que completaram o sistema ofensivo diante do Vasco, tiveram 11 jogos cada.

Fonte: Terra

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