Com pressão para tirar Barroca e Tulio, novo diretor do Botafogo assume para agilizar decisões

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A semana será de decisões importantes no Botafogo. Com a apresentação do novo diretor de futebol, Eduardo Freeland, na tarde desta terça-feira, o clube começa de fato a planejar a temporada 2021. Provavelmente sem Eduardo Barroca, Tulio Lustosa e mais da metade do elenco. 

Após nove derrotas e apenas uma vitória, o trabalho do técnico é visto internamente como insustentável. O presidente Durcesio Mello, defensor da continuidade, sofre pressão interna pela saída de Barroca. Apesar do passado entre Freeland e o comandante na base alvinegra, o diretor deve optar pelo fim do vínculo. 

Contratado em 27 de novembro passado, Barroca não conseguiu dar a resposta que direção e torcida esperavam. O aproveitamento de 10%, somado a desempenho ruim e escolhas contestadas, esfriam o desejo pela permanência do técnico para a próxima temporada. 

Barroca em Fluminense x Botafogo — Foto: André Durão

Barroca em Fluminense x Botafogo — Foto: André Durão

Mesmo que as circunstâncias impeçam uma avaliação clara do trabalho, entende-se que manter o comandante pode prejudicar a preparação para 2021. O desejo de Barroca é continuar e dar apoio ao clube no planejamento. Nas redes sociais, torcedores pedem a demissão. Internamente, um bom número de conselheiros defende a necessidade de começar a temporada com sangue novo. 

Outra definição, mas essa deve ficar a cargo da diretoria, é sobre a permanência de Tulio Lustosa. Com o Botafogo caminhando para a Série B e a contratação de Freeland, dificilmente o gerente de futebol será mantido no cargo. A falta de experiência do dirigente é um ponto que pesa para a saída, mas principalmente o corte de gastos. Com menos receitas, será difícil manter o profissional. 

Freeland já trabalhou no Botafogo e estava no Flamengo — Foto: Raphael Zarko

Freeland já trabalhou no Botafogo e estava no Flamengo — Foto: Raphael Zarko

O trabalho de Tulio também é difícil de avaliar, não só por ter herdado os erros do planejamento mal feito pelo antigo comitê. O gerente teve pouco tempo para contratar, trouxe apenas três reforços e ainda conviveu com três técnicos. Ficou responsável por “apagar incêndios” e pelo relacionamento com o elenco. O ex-jogador é um defensor da continuidade de Barroca. 

Olho na próxima temporada

Ainda sem o novo diretor de futebol, o Botafogo já iniciou um movimento para definição do elenco. Mais de 50% dos jogadores deixarão o clube, e as conversas com os representantes já estão acontecendo. Além dos que têm contrato terminando ao fim de fevereiro, alguns já foram avisados que não estão nos planos e liberados para procurarem outras situações. 

O principal objetivo é diminuir a folha, hoje acima dos R$ 3 milhões. Para isso, será necessário definir ainda os futuros de Diego Cavalieri, Gatito Fernandez e Salomon Kalou, principalmente. O paraguaio deve receber proposta, enquanto o marfinense já conversa com o Botafogo para um acordo de saída. 

Ao mesmo tempo, o clube também precisa ser rápido nas contratações para colocar o time em campo na temporada que vem, que começa quatro dias após a última rodada do Brasileirão. O departamento de futebol avalia nomes, e pelo menos dez reforços devem chegar no primeiro momento. 

Em meio às definições que vão selar o futuro do Botafogo, que tem 99% de risco de rebaixamento, o time volta aos trabalhos nesta terça-feira, no Nilton Santos, na reapresentação após a derrota para o Fluminense, no domingo. O próximo adversário será o Palmeiras, no dia 2 de fevereiro, às 16h, no Allianz Parque.

Fonte: ge

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