Conheça cinco desafios que o presidente eleito do Botafogo, Durcesio Mello, terá de enfrentar

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O Botafogo escolheu na última terça-feira o novo presidente pelos próximos quatro anos (2021/24). Mas o que encontrará o sucessor de Nelson Mufarrej ao assumir o clube em janeiro? Durcesio Mello venceu a eleição em General Severiano com 477 de 825 votos e terá pela frente uma instituição cheia de problemas, e com o Brasileirão já na reta final.

Entre os muitos desafios que a próxima gestão terá de enfrentar, o ge listou cinco mais urgentes que precisam de solução para o clube voltar a respirar. Da permanência na Série A à criatividade para trazer recursos que podem diminuir uma dívida quase bilionária.

Durcesio Mello será o novo presidente do Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Durcesio Mello será o novo presidente do Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo 

Futebol

Em janeiro, todos os esforços estarão voltados ao Brasileirão. A nova gestão vai assumir a menos de dois meses do fim do campeonato, e a previsão é de luta contra o rebaixamento até o fim. No momento, a equipe está na penúltima colocação, com 20 pontos, cinco atrás do primeiro time fora da zona de descenso.

– Não temos muito o que fazer no futebol, agora é conversar com os jogadores. O time foi montado pela atual diretoria, não há como mudar. Única coisa que posso mudar é o técnico, mas Ramón acabou de assumir. Confio nele, me passou profissionalismo e atitude. Pretendo conversar em breve com o elenco, antes do jogo com o Flamengo. Acredito que esse time não vai cair – disse Durcesio, em sua primeira entrevista coletiva como presidente eleito. 

Enquanto isso, a diretoria tem a missão de terminar outros projetos para dar o mínimo de estrutura para o futebol profissional do clube. Como a finalização do centro de treinamentos e maior atenção às divisões de base, que deram frutos interessantes recentemente e não têm o suporte necessário. 

Logo após o resultado das eleições, Durcesio revelou que pretende conversar em breve com os irmãos Moreira Salles, torcedores ilustres e que ajudam com frequência o clube. O presidente eleito disse que pretende devolver o terreno do CT aos empresários para que eles possam terminar as obras e emprestar a estrutura ao Botafogo. A manobra havia sido adiantada por Carlos Augusto Montenegro em outubro.

Salários

A outra frente urgente é o lado financeiro. No momento, o Botafogo tem garantidos salários em dia até dezembro por decisão judicial. Pelo momento de calamidade pública, o clube sofre penhoras de cotas de TV e premiações da CBF que são revertidas diretamente para os funcionários e atletas.

Para que o cenário permaneça, é preciso que o Governo Federal renove o estado de calamidade. Senão, o novo departamento jurídico terá que trabalhar por uma nova decisão judicial favorável. Ou caberá ao financeiro conseguir dinheiro suficiente para honrar o compromisso com os funcionários. 

S/A

Sonho de torcedores, sócios e dirigentes desde 2019, a transição para clube-empresa ainda não saiu do papel. Se acontecer, será na próxima gestão. O Botafogo ainda não conseguiu a cota mínima para dar início ao projeto, de R$ 250 milhões, e precisa correr atrás de mais investidores. 

Por enquanto, o clube tem prometidos pouco menos de R$ 200 milhões. Os valores foram levantados com alvinegros milionários, entre eles os irmãos Moreira Salles e o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro. Mas esse projeto estagnou e outro está em andamento. Agora, o clube recorre ao capital de não-botafoguenses para buscar a quantia necessária ao mesmo tempo em que lida com a saída da principal liderança do projeto, o empresário Laércio Paiva. 

Finanças e penhoras

Enquanto a S/A não sai do papel, é preciso alternativa para sair da situação delicada. O último balanço financeiro apontou endividamento de R$ 826 milhões, com R$ 279 milhões como dívidas de curto prazo, ou seja, que deveriam ser pagas durante 2020. O problema é que o faturamento em 2019 foi de apenas R$ 185 milhões, e o cenário não parece mais favorável nesta temporada, prejudicada pela pandemia do novo coronavírus.

Como não consegue pagar boa parte das dívidas, os credores recorrem à Justiça para penhorar receitas que entram no clube, de patrocínios e cotas de TV à verba com a negociação de algum atleta. Asfixiado financeiramente, o clube fica sem grana para pagar as contas mais básicas. Caberá à próxima gestão conseguir novas receitas, “dinheiro novo”, e sentar para negociar com quem tem a receber. 

Torcida e patrocínios

Nessa saga pelo “dinheiro novo”, duas frentes que precisam de atenção são torcedores e patrocinadores. Para começar, o clube precisa atrair de volta possíveis parceiros, já que a receita com a área comercial e de marketing caiu para menos da metade de 2018 para 2019, segundo os balanços. 

O Botafogo também precisa ser mais eficiente para atrair a torcida. Além de produtos, na área de marketing, o clube pode e deve aumentar o número de sócios-torcedores, que está na casa dos 31 mil. Com a volta do público aos estádios, pós-pandemia, e a melhora dos serviços, esta será uma grande fonte de receita garantida todo mês.

Fonte: ge

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