Covid volta a assustar o futebol, mas CBF ignora a realidade: fora de foco…

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    O aumento dos casos de infectados pela nova cepa do coronavírus volta a atormentar o futebol ao redor do mundo.

    Os grandes europeus já se pronunciam contrários à liberação de seus principais jogadores para os jogos das eliminatórias da Copa de 2022, no final deste mês.

    E por aqui começa a aumentar a pressão pela paralisação dos jogos da Copa do Brasil, reunindo 80 clubes em deslocamentos aéreos pelo país.

    Se a bola vai parar de rolar a gente ainda não sabe, mas é possível supor que 2021 será um ano tão ou mais acidentado do que 2020.

    E não apenas sob o ponto de vista físico/técnico, com muitas lesões musculares e seguidos desfalques, como vimos no Brasileiro.

    Mas, sobretudo, pelo desconforto financeiro.

    E não é um problema só dos mais pobres, como Botafogo e Vasco, que este ano experimentarão a nova dura realidade da Série B.

    O próprio Flamengo, bicampeão nacional, não consegue recuperar o patrocínio para duas áreas de seu uniforme – manga e costas da camisa.

    E isso provoca um déficit de R$ 20 milhões no orçamento, como anunciado pela jornalista Gabriela Moreira, do GE.Com.

    E por que não consegue?

    Não é por incompetência do departamento de marketing rubro-negro, como sugere o conflito interno que atormenta o clube.

    É porque a economia diminuiu mundo afora.

    O impacto trazido pelo expressivo número de mortos pela Covid-19 ainda aterroriza as sociedades.

    E justamente por isso o interesse nas competições não é o mesmo.

    Nem precisa ser especialista em marketing esportivo para enxergar que o foco das empresas também foi redirecionado.

    Ou ao menos ajustado.

    Fora da bolha do futebol, mira-se primeiramente a saúde da população, depois o lazer.

    Trazendo para a nossa seara, não significa dizer que a bola tenha de parar de rolar, como o Ministério Público sugere a CBF.

    Aliás, não foi isso que Lisca, o lúcido, quis dizer com seu desabafo antes do confronto do América-MG com o Athletic, pelo Estadual mineiro.

    O treinador chama atenção para o descaso e a total falta de empatia da CBF, mantendo o calendário de um torneio que faz os profissionais cruzarem o país.

    É como se não houvesse um vírus a matar quase dois mil brasileiros por dia.

    Com hospitais apinhados de gente lutando pela vida, e um governo minimizando a perda de seu povo, esperava-se que o futebol surgisse como sopro de vida.

    Não como um meio de morte…

    Fonte: Gilmar Ferreira – Extra

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