De principal jogador do Botafogo a alvo da torcida: a gangorra de Marcelo Benevenuto na temporada

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Marcelo Benevenuto

Viver entre o céu e o inferno é uma constante nos grandes clubes de futebol. No Botafogo, um jogador em especial voou alto e caiu bruscamente na atual temporada: Marcelo Benevenuto começou 2020 eleito melhor zagueiro do Campeonato Carioca ao lado de Rodrigo Caio, mas, depois da paralisação por causa da pandemia e o retorno do futebol, as coisas não foram mais as mesmas.

Na quarta temporada como profissional no Botafogo e, aos 25 anos, Marcelo começou em alta. No primeiro amistoso com os titulares, o zagueiro marcou o gol que abriu o placar contra o Vitória-ES em Cariacica, no Espírito Santo, quando Alberto Valentim ainda era o técnico da equipe e tinha Carli como companheiro de zaga. Parecia o sinal de que uma ótima temporada estava por vir.

Natural de Resende, Marcelo considera que a cidade natal é onde fica mais feliz: “Sempre que eu tenho uma folga vou pra lá”, disse em entrevista no início do ano passado. Fã do Chelsea, o zagueiro considerava que 2020 poderia ser de muitas alegrias. E assim foi no início. Elogiado por Valentim no amistoso, a ideia era que a saída de bola começasse pelo camisa 14. Mas a troca de treinador ainda em fevereiro fez com que Paulo Autuori mudasse um pouco o estilo.

Em março veio a pandemia. Enquanto fazia dupla de zaga promissora com Kanu, que assumiu a titularidade no mês da paralisação, as coisas caminhavam para um Campeonato Brasileiro tranquilo e promissor. Mas, quando as competições voltaram, o Botafogo foi eliminado do Estadual, Paulo Autuori recebeu o reforço de Rafael Forster e começou a introduzir um esquema com três zagueiros.

A formação tática pode ajudar a explicar a queda de rendimento, mas não parece ser a única razão. Ainda no primeiro turno, Marcelo começa a falhar sistematicamente e isso mina a confiança do zagueiro.

Com contrato até 2023, renovado em maio passado, Marcelo chegou aos 100 jogos pelo Botafogo nesta temporada. Mas vieram as falhas, as derrotas e o nervosismo começou a se tornar presente. No Brasileirão foram seguidos erros que resultaram em gols de Vasco, Bragantino, Atlético-GO, entre outros.

MARCELO BENEVENUTO
Apesar das falhas, Marcelo manteve a titularidade e passou a ser criticado pela torcida — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Na partida do returno contra o Atlético-MG, em que marcou o gol do Botafogo na derrota por 2 a 1 e teve participação ao não acompanhar Eduardo Sasha no segundo gol do Galo, Marcelo criticou a postura da equipe. Na última partida de Emiliano Díaz à frente da equipe, o zagueiro considerou que o Botafogo tinha uma lição a aprender.

– Nosso primeiro tempo foi ridículo. A gente não conseguiu trocar três passes, faltou coragem. No segundo tempo, esperamos tomar o gol para reagir. O Atlético está na ponta da tabela, é difícil correr atrás. Tentamos, mas não conseguimos. Fica de lição para o próximo jogo.

Acompanhada das falhas em campo veio uma polêmica fora dele. Recentemente, Marcelo foi flagrado em uma boate da zona sul do Rio de Janeiro em meio à pandemia de Covid-19. O clube resolveu a questão internamente com conversa, mas não multou ou afastou o zagueiro.

O Botafogo precisa vencer as sete rodadas restantes no Campeonato Brasileiro se não quiser depender de outros resultados para evitar o rebaixamento. A improvável fuga da degola pode se tornar ainda mais difícil caso Kanu, companheiro de zaga de Marcelo, saia para o México.

O próximo jogo será o clássico contra o Fluminense, domingo, às 20h30 (de Brasília), em São Januário, pela 32ª rodada do Brasileirão. O Botafogo está na última colocação, com 23 pontos e a nove do Bahia, primeiro time fora da zona.

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Fonte: GE


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