Defesa forte, transição rápida e jogo pelos lados: Chamusca chega ao Botafogo após quatro acessos

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Com quatro acessos no currículo, Marcelo Chamusca foi o escolhido para comandar o Botafogo na temporada. O que esperar do novo treinador? Como ele pode contribuir? Coincidentemente, o comandante fez seus melhores trabalhos no Ceará e no Cuiabá, equipes que ele guiou de volta à primeira divisão do Campeonato Brasileiro em 2017 e 2020, respectivamente.

O contrato do técnico é válido até o final da temporada 2021, e esta não será a primeira vez de Chamusca no Botafogo. Em 2005, ele atuou como auxiliar técnico do irmão Péricles Chamusca, que ficou apenas dois meses à frente do clube. Dezesseis anos mais tarde, o profissional volta como chefe da comissão técnica e terá nova chance para se destacar no Rio de Janeiro.

Marcelo Chamusca levou o Ceará à Série A em 2017 e foi campeão estadual em 2018 — Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas

Conhecimento sobre Série B

O Botafogo viu em Chamusca um nome viável para a realidade atual do clube. Além da experiência na principal competição que disputará na temporada, o técnico se encaixa na realidade financeira, e a contratação impede o Bota de fazer “loucuras” no mercado.

O conhecimento sobre a Série B foi fundamental para a decisão do Botafogo. Com anos de experiência e trabalhos sólidos, Chamusca gosta de ajudar na montagem dos elencos e sabe os perfis necessários para a reformulação buscada pelo clube. Costuma deixar contribuições além do campo e pode ajudar a encontrar jogadores acostumados com a realidade que o time enfrentará em 2021.

DNA vencedor

A experiência de Chamusca é acompanhada pelos bons resultados que o treinador conseguiu nos últimos anos. Os trabalhos sólidos foram recompensados com títulos e acessos.

Em 2017, com a subida do Ceará para a Série A, ele se tornou o primeiro técnico a conquistar acesso entre todas as divisões do futebol brasileiro: subiu da Série D para a C com o Salgueiro em 2013; com o Guarani, passou da C para a B em 2016; e com o Ceará, saiu da B para a A no ano seguinte. Três anos depois, também encaminhou o acesso do Cuiabá para a primeira divisão. O time mato-grossense terminou o ano sob comando de Allan Aal após Chamusca ir para o Fortaleza.

TÍTULOS

  • Campeonato cearense: 2015 (Fortaleza) e 2018 (Ceará)
  • Campeonato paraense: 2017 (Paysandu)
  • Copa Verde: 2019 (Cuiabá)
Marcelo Chamusca foi campeão estadual com o Paysandu em 2017 — Foto: Akira Onuma/O Liberal

Além das taças, Chamusca foi considerado o melhor treinador do Campeonato Cearense nas edições de 2015 e 2018 e, em 2017, foi eleito o treinador do ano do futebol cearense.

No currículo ainda tem passagens por Atlético-GO, Sampaio Corrêa, Guarani, Ponte Preta, Vitória e CRB. Seu último trabalho foi no Fortaleza em 2020, onde não foi bem: Chamusca foi demitido após nove jogos – uma vitória, quatro empates e quatro derrotas.

Defesa forte e transição rápida

O estilo de jogo do treinador é bem característico da Série B. Joga com um centroavante de referência e dois ou três homens logo atrás, no 4-2-3-1 ou 4-3-2-1. Gosta de ter a bola e ser propositivo, até para não sofrer tanto defensivamente. No Cuiabá, em 2019, foi sofrer o primeiro gol apenas na quinta rodada da Série B. Prefere um meio-campo técnico e utiliza bastante o jogo pelas pontas. Seus times costumam ter transições rápidas para o ataque e número alto de finalizações.

Pelo estilo do treinador, é provável que ele peça ao Botafogo um ou mais jogadores de articulação no meio de campo. Foi uma posição carente do elenco na temporada. A principal opção hoje é Bruno Nazário, que não fez grande ano e pode até deixar o clube. Chamusca já participa das decisões sobre o elenco.

Veja abaixo análises sobre trabalhos marcantes de Chamusca:

Olimpio Vasconcelos, repórter do ge em Cuiabá

“Ele chegou durante a Série B em 2019 e fez o time reagir na competição, terminando em 8º lugar. Foi campeão da Copa Verde também. Iniciou muito bem no estadual e na Série B, além de ter levado o time às quartas de final da Copa do Brasil em 2020, eliminando inclusive o Botafogo nas oitavas.

Chamusca fez o Cuiabá ainda mais vencedor. O time era forte defensivamente e veloz nas transições. Quando tinha a bola acelerava e finalizava muito nos jogos. Os jogadores entendiam o que ele pedia e o clima internamente era muito bom”.

Marcelo Chamusca encaminhou acesso do Cuiabá à Série A — Foto: AssCom Dourado

Juscelino Filho, repórter do ge em Fortaleza

“Marcelo Chamusca escreveu o nome na história do Ceará ao conquistar o tão sonhado acesso à elite do futebol brasileiro em 2017. O treinador chegou em junho de 2017 e comandou um Vovô sem grandes estrelas na conquista da vaga na Série A de 2018 com uma rodada de antecedência, mesmo antes de entrar em campo contra o Criciúma. Em 2018, ainda foi campeão cearense.

Com perfil estudioso, o técnico sempre foi mais adepto às conversas. Não era tão explosivo em campo e gostava de resolver tudo no diálogo. Seus times costumam ser intensos e velozes (transição ofensiva sempre é muito rápida com os jogadores do meio pra frente), sempre com um articulador no meio-campo e apostando nas descidas dos laterais, com muitos cruzamentos.

Chamusca fez 64 partidas à frente do Vovô, somando 34 vitórias, 17 empates e 13 derrotas, com um aproveitamento de 62%. Neste período, o Ceará marcou 103 gols e sofreu 60.

A passagem mais recente no Fortaleza não foi muito boa. Com a missão de substituir Rogério Ceni na Série A 2020, Marcelo Chamusca pegou um Fortaleza em queda de rendimento e não conseguiu dar sequência ao trabalho do antigo treinador. Chamusca deixou o Fortaleza na 15ª posição, com 31 pontos. Ao todo, foram nove jogos, sendo quatro derrotas, quatro empates e apenas uma vitória. O time acumulou uma sequência negativa de seis jogos na Série A”.

Fonte: GE

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