Demissões no Botafogo causam atrito; VP’s interferem em decisões da gestão e geram desconforto

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As demissões dos mais de 90 funcionários do Botafogo rendeu durante toda esta terça-feira. Internamente, alguns vice-presidentes se mostraram contrários à decisão da atual diretoria. Os esportes olímpicos são um dos assuntos que mais geram conflito: alguns dos membros desta pasta defendiam a continuação das equipes, mesmo com a dívida bilionária apresentada no balanço. O time de vôlei, vale ressaltar, foi encerrado neste corte de gastos.

Alguns dos vice-presidentes queriam que o Botafogo continuasse sustentando os esportes olímpicos, mesmo se fosse com o dinheiro teoricamente direcionado ao futebol. A ideia não foi para frente: a diretoria entende que um esporte como vôlei, na atual conjuntura do clube, só pode continuar através de uma parceria ou com patrocínios que banquem os atletas e a comissão técnica.

O desconforto entre a atual diretoria, do presidente Durcesio Mello, com o conceito de atuação das vice-presidências, vale lembrar, não é de hoje. O mandatário, durante a campanha e logo quando assumiu o cargo, reafirmou o interesse de diminuir o número de VP’s – atualmente o Alvinegro conta com cinco – , bem como de descontinuar modalidades que não fossem autossustentáveis. Com a chegada do CEO Jorge Braga em março, o Glorioso encaminhou a proposta ao Conselho Deliberativo de que o número fosse diminuído no Estatuto – por lá, indica-se que hajam 12 pessoas nesta função.

Desta forma, tem sido comum atritos envolvendo vice-presidentes, especialmente, segundo informações, por eles não quererem perder privilégios do cargo. Durante o processo das demissões dos funcionários, houve resistência por esta ala. O clube alegou que, financeiramente, não tinha outro caminho a não ser o corte de gastos pela atual situação financeira.

Entende-se, internamente, que muitos vice-presidentes estão atrasando alguns projetos de profissionalização do clube. O LANCE! apurou que houve vazamento de informações internas nesse processo de demissões dos funcionários por parte dos vice-presidentes para impedir o desligamento dos colaboradores que trabalhavam nos respectivos setores em que estavam. A intenção era não perder força política na ala dentro do clube.

Com as demissões, houve um corte considerável no número de funcionários no clube de General Severiano. A atual diretoria continua com o processo de tentar diminuir o número de vice-presidentes obrigatórios no Estatuto.

Fonte: UOL

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